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A simbologia do Bhagavad Gita

O Bhagavad Gita trata-se de um dos textos mais sábios no que diz respeito ao processo de autoconhecimento humano.

De acordo com pesquisadores, a origem destes escritos possui cerca de 5.000 anos e é atribuído aos antigos hindus. O nome Bhagavad Gita pode ser traduzido como “Canção do Senhor” ou “Canto do Mestre”.

A simbologia do Bhagavad Gita

A obra como um todo é repleta de profundos ensinamentos. Eles são oferecidos por meio da simbologia existente em todos os personagens e cenários de uma luta entre dois grupos inimigos pela conquista de uma gloriosa cidade.

Para que seja possível entender toda riqueza destes escritos, é preciso abordar cada detalhe desta “batalha.”

A cidade de Hastinapura

No Bhagavad Gita, a cidade de Hastinapura representa a gloriosa Cidade da Sabedoria ou Cidade dos Elefantes. Refere-se ao destino no qual os guerreiros almejam chegar ao final da batalha.

Muitos podem se perguntar: Por que esta cidade e os elefantes estão relacionados à sabedoria?



A resposta consiste no fato dos orientais atribuírem ao elefante um símbolo da sabedoria em virtude do seu comportamento, aparência, conduta e costumes.

Este animal caminha pausadamente. Os olhos do elefante são pequenos, simbolizando a pouca importância que devemos dar ao mundo externo. As orelhas grandes denotam nossa necessidade de ouvir muito em busca da compreensão.

Entretanto, ao ouvir o grito da sua manada, não há nada que possa deter este dócil mamífero, que é capaz de arrastar tudo para encontrar a “voz” que o chama. Esta característica simboliza a necessidade de sermos sábios ao ouvirmos a voz do nosso Eu Superior.

Assim, Hastinapura é o destino que todo homem desperto deve almejar conquistar, ou seja, a sabedoria.

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Os Kuros ou Kuravas

Nos escritos do Bhagavad Gita, os Kuros ou Kuravas simbolizam os múltiplos defeitos da personalidade humana, revelando a imagem de um ser mundano, incapaz de atender às aspirações mais sensíveis da alma.

Trata-se do homem que não escuta e muito menos obedece sua consciência interior, não movendo esforços legítimos para corrigir suas imperfeições.

Os Pandavas

Na batalha relatada no Bhagavad Gita, os Pandavas representam as forças positivas e benéficas que contribuem para o crescimento do homem que escuta sua Voz Interior.

Ouvir esta Voz consiste em esforçar-se na superação das limitações, buscando os legítimos valores espirituais por meio da disciplina interior.

O guerreiro Arjuna

Arjuna, o grande guerreiro do Bhagavad Gita, simboliza toda a humanidade que trava a eterna batalha rumo à superação de si mesmo.

Para o Oriente, Arjuna está como Abraão está para os Hebreus, simbolizando a dolorosa travessia e ao mesmo tempo a chama acesa da fé e da esperança, superando a limitada natureza humana.

Krishna

No Bhagavad Gita, Krishna representa a encarnação da Suprema Divindade, sendo o grande Mestre e conselheiro de Arjuna.

No Oriente, Krishna é uma divindade tão amada e respeitada como Jesus para os cristãos.

Por meio de toda essa simbologia, os escritos trazidos pelo Bhagavad Gita condensam profundos ensinamentos a respeito da natureza humana, revelando a necessidade do homem desapegar-se dos valores que o impedem de alcançar a sabedoria.

Ou seja, para chegar à plena realização e harmonia espiritual, é preciso romper com o orgulho, egoísmo, vaidade e todas as limitações que tentam nos impedir o contato com nossa Essência Interior.

 

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O Significado do Mantra Hare Krishna

Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada

 

A vibração transcendental estabelecida pelo cantar de Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare/ Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare é o método sublime para se reviver a nossa consciência transcendental. Como almas espirituais, nós todos somos originalmente entidades conscientes de Krishna, mas, devido à nossa associação com a matéria desde tempos imemoriais, a nossa consciência está adulterada pela atmosfera material. A atmosfera material, na qual todos nós estamos agora vivendo, é chamada de maya, ou ilusão. Maya significa “aquilo que não é”. E o que é essa ilusão? A ilusão é que nós todos estamos tentando ser senhores da natureza material, ao passo que a verdade é que estamos sob o jugo de suas leis estritas. Quando um servo artificialmente tenta imitar o mestre todo-poderoso, é dito que ele está em ilusão. Tentamos explorar os recursos da natureza material, mas, na verdade, nós ficamos cada vez mais atados, enredados em suas complexidades. Portanto, embora ocupados em uma árdua luta para conquistar a natureza, estamos sempre mais dependentes dela. Essa luta ilusória contra a natureza material pode ser parada de uma só vez ao revivermos a nossa eterna consciência de Krishna.

Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare é o processo transcendental para se reviver essa consciência pura e original. Cantando essa vibração transcendental, podemos eliminar todas as dúvidas do nosso coração. O princípio básico de todas essas dúvidas é a falsa consciência de que somos o senhor de tudo o que está ao nosso alcance.

A consciência de Krishna não é uma imposição artificial à mente. Essa consciência é a energia original e natural da entidade viva. Quando ouvimos essa vibração transcendental, essa consciência revive. Esse método, o mais simples, é recomendado para esta era. Ademais, através da experiência prática, a pessoa pode perceber que, por cantar esse maha-mantra, a grande oração para a libertação, ela pode sentir o êxtase transcendental advindo da dimensão espiritual.

No conceito material de vida, estamos ocupados na gratificação dos sentidos, como se estivéssemos no inferior estado de vida animal. Uma pessoa um pouco acima desse estado de gratificação dos sentidos é aquela ocupada em especulação mental com o objetivo de se libertar das garras da matéria. Um pouco acima desse estado especulativo, quando se é inteligente o suficiente, está aquele que tenta encontrar a suprema causa de todas as causas, interna e externamente. E quando está verdadeiramente no plano da compreensão espiritual, ultrapassando todos os níveis dos sentidos, da mente e do intelecto, tal pessoa está no plano transcendental.

O cantar do mantra Hare Krishna advém da plataforma espiritual, e, deste modo, essa vibração sonora ultrapassa todos os níveis inferiores de consciência: sensorial, mental e intelectual. Não há necessidade, portanto, de entender a língua do mantra, nem há necessidade alguma de especulação mental ou qualquer ajuste intelectual para o cantar do maha-mantra. É espontâneo, originário da plataforma espiritual, e, portanto, todos podem participar do cantar, não sendo necessária qualquer qualificação prévia.

No início, pode não haver a presença de todos os êxtases transcendentais, que são em total de oito: aturdimento, transpiração, arrepio dos pelos corpóreos, balbuciência, tremor, palidez, choro em êxtase e estado de transe. Contudo, não há dúvidas de que o cantar, mesmo que seja breve, pode levar a pessoa imediatamente à plataforma espiritual, e, desta forma, ela mostra o primeiro sintoma disso na vontade de dançar juntamente com o cantar do mantra. Nós vemos isso acontecer. Até mesmo uma criança pode participar do cantar e do dançar. Se a pessoa estiver muito enredada na vida material, é certamente necessário um pouco mais de tempo para que chegue ao nível padrão, mas até mesmo um homem absorto no modo de vida materialista pode alcançar a plataforma espiritual muito rapidamente. Quando o mantra é cantado de modo amoroso por um devoto puro do Senhor, ele produz a maior eficácia nos ouvintes, em virtude do que esse mantra deve ser ouvido a partir dos lábios de um devoto puro do Senhor, para que então efeitos imediatos possam ser obtidos. Tanto quanto possível, o canto dos não-devotos deve ser evitado. Leite tocado pelos lábios de uma serpente possui efeitos venenosos.

A palavra “Hara” é a maneira de se dirigir à energia do Senhor, e as palavras “Krishna” e “Rama” são formas de se dirigir ao próprio Senhor. Ambas as palavras “Krishna” eRama” significam “o prazer supremo”, e “Hara” é a suprema energia do Senhor, a qual, conjugada no vocativo, torna-se “Hare”. A Suprema energia de prazer do Senhor nos ajuda a alcançar o Senhor.

 

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A energia material, chamada maya, é também um das muitas energias do Senhor. E nós, as entidades vivas, também somos energia, a energia marginal do Senhor. As entidades vivas são descritas como superiores à energia material. Quando a energia superior entra em contato com a energia inferior, uma situação incompatível surge, mas, quando a energia marginal superior entra em contato com a energia superior, Hara, ela se estabelece em felicidade, sua condição normal.

Estas três palavras “Hare”, “Krishna” eRama” são as sementes transcendentais do maha-mantra. O cantar é um chamado espiritual para o Senhor e Sua energia darem proteção à alma condicionada. Esse cantar é exatamente como o choro genuíno de uma criança pela presença de sua mãe. A mãe Hara ajuda o devoto a alcançar a graça do pai, e o Senhor Se revela para o devoto que canta esse mantra sinceramente.

Nenhum outro meio de perfeição espiritual é tão efetivo nesta era de desavenças e hipocrisia quanto o cantar do maha-mantra: Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare/ Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare.

 

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