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A Biografia do Mooji

                                                               

Você Está no Vazio, ou Você é o Vazio?

Mooji: Este vazio não é uma coisa trivial. É o estado o mais supremo. Mas na consciência há esta coceira, e eu uso este termo: a mente do pé do atleta. Existe um pensamento vindo na mente, há esta coceira, e sente-se a necessidade de dar uma coçadinha, você sabe! Como uma questão surgindo, algo mais a ser resolvido. Mas eu digo: permaneça somente como Isto (vazio), e essa coceira desaparecerá. Quando esta coceira está lá, existe a tentação de começar a coçá-la, mas isso apenas faz com que ela se torne mais machucada e horrível. Então apenas tome consciência disto por este momento, mas permaneça como você é, já que você não pode melhorar este vazio. Assim, muitos dos seres estão buscando ser este vazio, retornar a este vazio, você percebe, conscientemente. Quando você vai dormir, você deixa de lado todos seus cuidados e seus interesses sobre você e sua vida. E você ama Ser sem estas pré-ocupações. Quanto dinheiro nós gastamos com a cama, com o quarto, para ter o melhor sono e assim esquecer-se de tudo? E quando o despertar surge há um frescor no ser, percebe, porque põe de lado todos estes interesses e pré-ocupações. Este vazio que você fala a respeito agora parece ter sido ocultado por seus interesses e onde você põe sua atenção, e enquanto você está se pré-ocupando com seus interesses e atividades do dia-a-dia na verdade você está sendo perturbado. Assim um pequeno bocado de meditação ou de auto-investigação retorna-o a esta afirmação em Seu ser, a este reconhecimento: tudo que há é apenas uma forma de vazio, além até do conceito de vazio.

E então, há como você pisar fora deste vazio agora?

Q: Não de minha própria vontade. Eu sei que eu posso. Eu nunca tentei escapar…

M: No vazio, o que é você? Você está no vazio como você está neste quarto, ou você é o vazio?

Veja, se você disser que você está em algo, então há como dois: há um sentido de Eu e um sentido que Eu estou em algo. É esta a direção que eu estou apontando, porque se você sente que está dentro de algo, logo o vazio transforma-se num tipo de experiência, e você permanece como o experienciador, e há uma forma de dualidade nisto. Assim se faz possível o sentido de sair do vazio, isso se torna muito mais vivo e real, uma possibilidade. É por isso que eu lhe estou perguntando: no vazio, o que é você? Que forma você está vestindo no vazio? Você está nele, ou você é ele?

Q: Eu sou ele.

M: Então se você é ele, como você pode pisar fora?

Q: Algo vem e o cobre. Lixo.

M: Você percebe? Se você estiver na terra, você poderá dizer: uma nuvem cobriu o sol. Mas o sol não conhece isso. Não conhece a sensação que Eu estou sendo coberto.

Q: Ok. Então o importante é quem está vendo.

M: Sim. Quando você diz: Eu estou coberto, é como se eu estivesse escondido de mim mesmo. Eu estou apenas fazendo com que você olhe, e isto é muito importante realmente. É simplesmente através desta sutil negligência que esta dor se infiltra, esta sensação de separação, esta sensação de divisão em seu Ser. Mas quando você a investiga realmente, isto é exposto como um tipo de fraude. Você é apenas você. Ontem nós falamos sobre isso, que a faca pode cortar muitas coisas, mas não pode cortar-se porque é um consigo própria. E o olho pode ver muitas coisas, mas não pode ver-se porque é um consigo mesmo. E uma balança pode pesar muitas coisas, mas não pode pesar-se porque é um. E você é você mesmo, você não pode perceber-se. Você pode somente perceber alguma idéia de você. Você é esta unidade, percebe? Não há nenhuma divisão em você. Somente por esta função da consciência é que parece como se você estivesse se transformado em algo qualitativo, algo que você pode avaliar. Mas o que quer que você possa ver não pode ser você.

Q: Inclusive o vazio?

M: O vazio é somente uma ideia neste momento. Uma palavra na consciência. Mas aponta para algo que na realidade você sente intuitivamente. De certa forma é como o vazio estivesse percebendo o vazio. Ou a consciência percebendo a consciência. Não há realmente uma forma que está sendo observada nisto. Não há nenhuma palavra realmente adequada para expressar isto. Neste momento você está na periferia da linguagem, e as palavras estão esgotando sua própria energia porque nenhuma palavra servirá. Apenas este reconhecimento Eu Sou, mas o que Eu Sou eu não posso dizer. Você não pode definir o que este SER é.

Algum distúrbio?

Q: Sim, eu estou me sentindo desconfortável…

M: Não sinta que você não deva se sentir assim. Às vezes você sente: “bom eu estaria bem se somente…” Hoje nós comentamos um exemplo, um amigo ligou: “Alô, como você está?” – “eu estou muito bem, e você?” – “na verdade eu ainda estou no trabalho e foi um dia muito estressante e eu tenho ainda um par de horas a fazer, mas não importa porque em breve eu estarei em casa e tomarei um banho, e tudo estará bem…” Eu disse: – “não, não; não deixe que sua mente te engane por mais três horas!” Nós sempre estamos fazendo este tipo de coisa: “quando as crianças crescerem, daí então eu começarei a viver novamente, terei minha vida de volta!” ou “se somente eu pudesse arranjar este financiamento…” “Quando… e então…” sempre esta promessa, você percebe? É um ladrão. Então eu disse: – “Não, agora mesmo Você é”. E imediatamente sua resposta foi: -“Obrigado”. Ele necessitou apenas disto para despertar outra vez. Foi o bastante, a argumentação parou, percebe? Ás vezes esta borbulha está fervendo mas se você não a alimenta, pode ignorá-la. É como se você estivesse cozinhando um ensopado, você desliga o fogo, mas ele continua ainda borbulhando. Mas eventualmente tudo se acalma porque a fonte, o combustível, foi esgotado, você vê? Desta forma esta desconexão é somente a sua convicção: – “O que quer que esteja surgindo, Não, isto não sou eu”. Ainda sim: “bla, bla, blá, bla!” Isto seguramente diminuirá, mas você não estará esperando.

Q: Eu necessito que você me lembre.

M: Não, você não necessita. Você aprecia. Você não necessita de coisa alguma. Você aprecia ser lembrado. Obrigado!

Fontes:

http://advaita-nao-dualidade.blogspot.com/search/label/Mooji
http://ventosdepaz.blogspot.com/2014/02/onda-de-amor-papaji.html
https://mooji.org/pt/a-biografia-do-mooji/

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Papaji (H. W. L. Poonja)

Hariwansh Lal Poonja nasceu em 1913, perto de Lyalpur, uma cidade que ficava na Índia, mas que, em 1947 passou a fazer parte do Paquistão. Em 1919 a família Poonja fez uma viagem para Lahore, e foi lá que Hariwansh teve sua primeira grande experiência de despertar espiritual (ainda na infância). Espontaneamente Hariwansh teve uma experiência direta do Eu Real, tornando-se paralisado. Permaneceu incapaz de mover-se ou falar, ficando absorto neste estado por três dias. Hariwansh descreveu essa experiência como uma experiência de pura felicidade e beleza. Uma vez que teve esse contato com a felicidade do Eu Real ele passou muito de seus anos seguintes tentando experimentar esse estado novamente, sendo ocasionalmente puxado de volta para o mesmo, espontaneamente.
Sua mãe, que era uma ardente devota de Krishna, convenceu-lhe que a devoção a Krishna lhe devolveria o estado de felicidade. Seguindo seu conselho,Hariwansh começou a concentrar-se em krishna com tanta intensidade que a forma física deste passou a aparecer na sua frente, de maneira tão sólida que ele poderia tocá-la. Embora mais ninguém na família pudesse ver krishna, todos eles viam Hariwansh brincar com o seu amigo “invisível”. Hariwansh tornou-se tão apegado à forma de Krishna, que por muitos anos o seu principal desejo espiritual era que Krishna aparecesse a fim de que ele pudesse usufruir da beatitude de estar na presença da divindade.
Hariwansh era o filho mais velho da família. Quando ele tinha 16 anos, passou pelo tradicional casamento arranjado e começou a trabalhar como comerciante, pois seu pai não tinha dinheiro para lhe mandar para o ensino médio. Seu trabalho o levou a Bombaim, quando ele passou boa parte dos anos de 1930, ganhando dinheiro suficiente para sustentar sua esposa e filhos, e também outros membros de sua família, que viviam em Lyalpur.
No início da década de 1940, Hariwansh inscreveu-se para ser um oficial no exército britânico. Ele acreditava que os combatentes pela liberdade indiana, dos anos 20 e 30 haviam falhado porque não tinham o treinamento militar adequado. Assim, apresentando-se para lutar pelos ingleses na Segunda Guerra, ele pretendia obter um treinamento militar adequado a fim de posteriormente lutar contra a ocupação britânica em seu país. Durante todos os seus anos como membro do exército e como homem casado, trabalhando em Bombaim, hariwansh nunca abandonou seu amor por Krishna ou o desejo de ter visões dele. Com o tempo, percebendo que o serviço militar era incompatível com seu estilo de vida, ele abandonou a comissão de que participava a fim de encontrar um Guru que lhe ajudasse a ver krishna o tempo todo.
Sua busca o levou por toda a Índia, inclusive o fez visitar alguns dos mais famosos mestres da época, mas nenhum deles conseguiu responder-lhe satisfatoriamente a sua pergunta padrão: “Você já viu Deus? Senão, conhece alguém que o tenha visto?“. Depois de muitos fracassos, um tempo após retornar para casa, um sadhu [monge mendicante] apareceu em sua porta de casa em Lyalpur, mendigando. Hariwansh o fez a mesma pergunta de sempre. O sadhu respondeu “Sim, eu conheço uma pessoa que pode lhe mostrar Deus. Se você o visitar, tudo estará bem para você. Seu nome é Ramana Maharshi“.Hariwansh informou-se com o sadhu e descobriu que Ramana Maharshi vivia em Tiruvannamalai, no sul da Índia. Como ele já havia gasto todo o seu dinheiro nas suas viagens anteriores à busca de um Guru, ele financiou sua presente jornada conseguindo um emprego em uma empresa que ficava em Madras, uma cidade a poucas horas de distância de Tiruvannamalai.
Quando ele chegou no ashram de Ramana Maharshi, em 1944, ele descobriu, para a sua frustração, que Ramana Maharshi era a mesma pessoa que apareceu para ele, como um sadhu, em Lyalpur. Sentindo-se enganado, ele estava prestes a deixar o ashram, quando foi informado, por um devoto que lá residia, que Ramana Maharshi jamais havia deixado Tiruvannamalai nos últimos 50 anos. Intrigado, ele decidiu ficar.
A primeira vez que ele falou com Ramana Maharshi, ele perguntou: “Você é o homem que apareceu para mim na minha casa em Punjab?“, mas Sri Ramana permaneceu em silêncio. Então ele perguntou: “Você já viu Deus? Caso positivo, pode mostrá-Lo para mim?“. Maharshi respondeu: “Eu não posso lhe mostrar Deus porque Deus não é um objeto a ser visto. Deus é o sujeito. Ele é aquele que vê. Não se preocupe com aquilo que é visto. Descubra quem é aquele que vê“. E acrescentou: “Apenas você é Deus“.
Muito embora Hariwansh não estivesse disposto a seguir tal conselho, ele permaneceu no ashram por tempo suficiente para ter uma experiência transformadora na presença de Sri Ramana. Assim ele a descreve:
Suas palavras não me impressionaram. Elas me pareceram mais uma desculpa na longa lista daquelas que eu já havia ouvidos de diversos swamis em todo o país. Ele me prometeu mostrar-me Deus [quando apareceu em minha casa em Punjab], mas agora ele diz que não apenas não pode me mostrar Deus, como ninguém pode. Eu o teria abandonado imediatamente sem pensar duas vezes, se não fosse pela experiência que eu tive imediatamente após ele me dizer para descobrir quem era o “eu” que queria ver Deus. Ao concluir as suas palavras, ele olhou para mim, e na medida em que ele olhou profundamente em meus olhos, todo o meu corpo começou a tremer. Uma vibração de energia nervosa atravessou meu corpo. Sentia como se minhas terminações nervosas estivesse dançando, e meus pelos se arrepiaram. Tornei-me consciente do Coração espiritual dentro de mim. Este não é o coração físico. É, isto sim, a fonte e apoio de tudo o que existe. Dentro do coração eu senti ou vi algo como um botão de flor fechado. Ele era brilhante e azulado. Com o Maharshi me olhando e eu em um estado de silêncio interior, senti esse botão abrir-se e florescer. Eu uso a palavra “botão”, mas essa não é uma descrição exata. Seria mais correto dizer que algo que parecia um botão abriu e floresceu em meu Coração.
Apesar de tal experiência, Hariwansh decidiu que os ensinamentos de Sri Ramana não eram para ele. Então foi para o outro lado de Arunachala e continuou suas meditações em krishna. Krishna apareceu para ele inúmeras vezes.
Antes de retornar para Madras, decidiu parar no Sri Ramanasramam e ver o Bhagavan mais uma vez. Hariwansh disse novamente que tinha visões constantes de krishna. Sri Ramana perguntou: “Você o vê neste momento?“.
Não, respondeu o devoto. “Então qual é a utilidade de uma divindade que surge e desaparece? Se ele é um Deus real, ele deve estar contigo o tempo todo“, retorquiu o mestre.
Hariwansh retornou para Madras para começar seu trabalho novo. Ele intensificou sua prática de repetir o nome de krishna, coordenando-a com sua respiração, até que chegou em um estágio em que repetia o mantra de Krishna 50.000 vezes todos os idas. Então, de uma forma surpreendente, os deuses RamSita e Lakshman apareceu na sua frente em sua casa em Madras, e ali passaram durante toda a noite, enquanto Hariwansh passou atirado a seus pés, em um estado em que perdera a noção de tempo. Depois que as divindades o deixaram, ele sentiu-se incapaz de continuar com a repetição dos mantras. Perplexo com esse novo desenvolvimento em sua prática decidiu retornar ao Ramanasramam para explicar seu predicado a Maharshi. Lá chegando, ele detalha o que ocorreu ao Guru, e Sri Ramana responde lhe dizendo que a sua prática foi como um trem que o levou ao seu destino. Assim Hariwansh descreve o encontro:
Sri Ramana disse: “O trem [de Madras a Tiruvannamalai] o trouxe até sua destinação. Você desceu dele porque não mais precisava do veículo. Ele já o trouxe ao local que você queria chegar… É isso que ocorreu com a sua prática. Seu japa [repetição do nome de Deus], suas leituras, sua meditação, trouxeram-lhe a sua destinação espiritual. Você não mais precisa delas. Você não as abandonou: as práticas o deixaram por si só, porque elas alcançaram seu propósito. Você chegou”.
Então ele me olhou atentamente. Eu conseguia sentir que todo o meu corpo e mente estavam sendo lavados com ondas de pureza. Eles estavam sendo purificados pelo seu olhar silencioso. Eu sentia ele olhando diretamente para o meu coração. Sob o efeito daquele olhar encantador sentir cada átomo do meu corpo sendo purificado. Era como se um novo corpo estivesse sendo criado para mim. Um processo de transformação estava ocorrendo – o velho corpo estava morrendo, átomo por átomo, e o novo corpo estava sendo criado no seu lugar. Então, repentinamente, eu entendi. Compreendi que este homem com quem havia falado era, na realidade, o meu verdadeiro Ser, aquilo que sempre fui. Ocorreu um súbito reconhecimento, na medida em que me tornei consciente do Eu Real. Eu uso a palavra “reconhecimento” propositadamente uma vez que eu sabia, assim que essa experiência me foi revelada, que este era o mesmo estado de paz e felicidade no qual eu tinha ficado absorto quando era um garoto em Lahore. O olhar silencioso de Maharshi restabeleceu em mim este estado original. O desejo de buscar um Deus externo desapareceu sob a luz do conhecimento do Eu Real, que o Maharshi me revelou. (…). Eu sabia que minha busca espiritual havia terminado.
Hariwansh voltou a Madras e retomou seu trabalho, visitando o Ramanasramam sempre que possível.
Em 1950, depois de Sri Ramana ter falecido, Hariwansh foi a Tiruvannamalai com a intenção de viver lá como um sadhu. Mas o destino tinha outros planos para ele. Após uma breve visita ao Sri Ramanasramam, ele viajou a Bangalore, onde lhe foi oferecido um trabalho como gerente de uma companhia de mineração. Ele o aceitou, principalmente para ter os recursos para sustentar sua família. Trabalhou em inúmeras minas em Karnataka e Goa até o ano de 1966, quando se aposentou.
Assim que abandonou seu emprego, Hariwansh começou a viajar por toda a Índia. Muito embora, nunca tenha anunciado a si mesmo como um mestre, ele sempre atraiu um pequeno número de devotos onde quer que fosse. Esses números gradualmente começaram a crescer. Entre 1970 e 1990 viajou extensamente, tanto dentro da Índia como fora, sendo a maioria das viagens feitas a pedido dos devotos que queriam vê-lo. Ele resistiu a todas as tentativas de fundarem um centro ou ashram em seu nome.
Embora tenha visitado praticamente todos os principais centros espirituais da Índia e muitos no Ocidente, ao ser questionado sobre quantos jnanis (seres Iluminados) Papaji havia encontrado, mencionava: “Ramana Maharshi, um sufi que havia encontrado em Madras, um Mahatma que havia encontrado na floresta entre tiruvannamalai e Bangalore, e Nisargadatta Maharaj“. David Godman, seu biógrafo oficial, refere que a “lista de iluminados” podia expandir ou diminuir de acordo com os “humores” do mestre, mas que nunca excedia a sete pessoas.
No final da década de 80, quando a debilidade física o preveniu de viajar sozinho, ele estabeleceu-se em Lucknow. Foi lá que ele permaneceu os últimos anos de sua vida, dando satsangs diários, e ocasionalmente viajando para breves visitas ao Ganga. Foi por volta de 1990 que ele recebeu o título de “Papaji”, significando “pai respeitado”. Faleceu em setembro de 1997.
[Bibliografia traduzida e interpretada a partir do texto da introdução do livro “The Fire of Freedom – Satsang with Papaji I, editado por David Godman].

Fonte: http://www.advaita.com.br/papaji/

http://advaita-nao-dualidade.blogspot.com/2010/05/biografia.html

O NÃO-CAMINHO É O ÚNICO CAMINHO – PAPAJI

“Eu confio que vocês todos são leões.
Toda ignorância começou com os pastores.
Pastores são para ovelhas.
Eu confio que vocês são leões. Leões não são para serem arrebanhados; aonde eles andam é sua própria trilha.
Não há rebanho de leões; há somente rebanho de ovelhas. Vocês são todos leões – então vá pelo seu caminho.
Não andem em caminhos batidos feito ovelhas; um após o outro.
Não sigam nenhum caminho.
Leões, não seguem um ao outro como as ovelhas.
A maioria das pessoas são ovelhas, seguem pastores pelo mundo todo.
A religião começou com pastores e as pessoas os seguem como ovelhas.
Mas aonde vocês forem serão leões, e não há caminhos para leões.
Onde o leão andar, é o caminho.
Para o leão o não-caminho, é o único caminho.
Então não se coloque no meio de ovelhas precisando de um pastor.
O seu caminho é o não-caminho – isso é saber quem você é.
Isto é não seguir como uma ovelha. Este é um novo caminho, decididamente desconhecido. Uma vez conhecido, isto é bem conhecido.
Aquele que sabe completou o propósito do esforço de toda vida humana.
Ele é feliz e em paz.
 Ele aproveita ambos: aqui e depois.
Por favor, não se torne uma ovelha.
Não siga ninguém.
Não olhe aqui e ali.
Não olhe para nenhum lugar.
Pare de procurar. Pare toda sua imaginação pelo futuro e conceitualização do passado.
Mantenha seu ser neste momento, que é um não-momento.
Descubra de onde esse momento vem, de onde o tempo vem, de onde o pensamento surge, e você verá que você sempre esteve em casa.
Você não precisa de mais nada!”
Papaji em Satsang
http://ventosdepaz.blogspot.com/2015/12/o-nao-caminho-e-o-unico-caminho-papaji.html

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Sathya Sai Baba

Atualização , um lindo texto que li hj dele e a notícia do seu desencarne.

Comentário de Sathya Sai Baba, em alusão ao período de transição que estamos atravessando:

“Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora.

Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que havia no local.

A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E
isto faz com que muitas pessoas que leem estas afirmações as
considerem loucura.

Percebeu que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.

A nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas,
depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as
pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz.
E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e
começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.

Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não
conseguem resolver, já que não veem uma doença que possa ser
diagnosticada. Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é
real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora está sendo visto para ser limpo.

Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, assistam TV. Não imaginem que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária. No dia seguinte seu sono ficará normal, e não sentirá falta de dormir.

Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.

Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade; assim como o amor. Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.

Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos. Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.

Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A
ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está
acontecendo. Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos
não o deixem assustado, por não saber do que se trata.”

(SATHYA SAI BABA)

 

O guru indiano Sathya Sai Baba, um dos mais famosos e influentes líderes religiosos do país, morreu neste domingo aos 84 anos, devido a uma parada cardiorrespiratória.

Considerado por seus fiéis a verdadeira encarnação de Deus, Baba havia sido internado no final de março em um hospital de Puttaparthi, no sul da Índia, com complicações respiratórias e renais.

Os ensinamentos de Baba, que traziam um misto de crenças hindus e islâmicas, arrebanharam milhões de seguidores em todo o mundo, incluindo importantes líderes políticos, magnatas, artistas e esportistas.

O guru era conhecido por sua fala macia, por seus robes de um forte tom amarelo-alaranjado e por seu corte de cabelo em um estilo semelhante ao “afro”.

Há tantas histórias sobre Sai Baba que é difícil saber por onde começar. No momento do seu nascimento, instrumentos musicais começaram a tocar sozinhos. Em criança, ele podia materializar lápis, doces, alimentos ou o que precisasse, como se tirasse tudo do ar. Por ocasião de uma das festas sagradas dos hindus, quando todos os homens santos desfilam em pequenos carros alegóricos, as pessoas que observavam o desfile viram Sai Baba, então com cinco anos, sentado no lugar de honra do carro principal. Eles perguntaram por que aquela criança estava sentada ali. Todos os santos e rishis responderam que aquela criança de cinco anos de idade viria a ser o guru daquelas pessoas.

Por volta dos 14 anos, Sai Baba foi picado por um escorpião e ficou desacordado por vinte e quatro horas. Quando acordou, todos os seus familiares estavam à sua volta; disse-lhes que na sua vida anterior havia sido o grande santo e avatar Shirdi Sai Baba. Os familiares e os amigos que estavam presentes não acreditaram nele. Shirdi Sai Baba foi um dos maiores santos da Índia no final do século XIX e início do século XX. Ele foi um avatar. No seu tempo, muçulmanos e hindus se odiavam; mas isso não impedia que ambos venerassem Shirdi Sai Baba. Ele tinha muitos dos mesmos poderes que Sai Baba tem nesta existência.

Em seu leito de morte, Shirdi Sai Baba havia dito a seus devotos que renasceria oito anos após sua morte, numa determinada vila no sul da Índia. Oito anos depois nasceu Sai Baba, cumprindo a profecia. Contudo, a família e os amigos de Sai Baba não acreditaram nele; então, o menino apanhou um vaso de flores e o jogou no chão. Pedaços do vaso voaram por toda parte, e quando as flores caíram formaram as palavras “Shirdi Sai Baba”.

Foi pouco depois desse incidente que ele disse à sua família: “Meus devotos estão esperando por mim. Estou saindo de casa para sempre.” Sai Baba saiu de casa e iniciou a formação do seu Ashram.

Outra história da infância: Na escola, todas as outras crianças o chamavam de guru, e ele ensinava-lhes cantos religiosos e as orientava na encenação de peças teatrais espirituais. Um dia, entretanto, durante a aula, um professor substituto o acusou injustamente de mau comportamento e o pôs de castigo no fundo da sala, de pé numa cadeira; ele só poderia sair dali com autorização. Quando a sineta para o intervalo tocou, todas as crianças saíram, menos Sai Baba, que teve de continuar de castigo.

Enquanto isso, o professor permanecia sentado no seu lugar, na frente da sala, inexplicavelmente colado à cadeira. Ele tentava se levantar para ir à sua outra aula, mas não conseguia. O professor seguinte chegou e perguntou-lhe por que ele ainda não havia saído. O professor substituto explicou sua estranha situação; foi então que o recém-chegado viu Sai Baba de pé na cadeira, bem no canto da sala, e entendeu o que havia acontecido, pois todos os professores conheciam seus poderes extraordinários. Ele disse para Sai Baba descer da cadeira. Quando Sai Baba desceu, o professor substituto pôde se soltar da sua cadeira.

Sai Baba disse que sua vinda é uma encarnação tríplice de Avatar. Em sua vida passada, ele foi Shirdi Sai Baba. Nesta vida é Sathya Sai Baba. Ele encarnará mais uma vez como Prema Sai Baba. Ele chegou a materializar para um devoto um anel em que ele aparece em sua futura encarnação como Prema Sai baba.

Com o passar dos anos, a fama de Sai Baba se espalhou por toda a Índia e pelo mundo inteiro. Estima-se que ele possa ter em torno de setenta e cinco milhões de devotos. Em seu último aniversário, mais de dois milhões de pessoas compareceram ao seu Ashram para celebrar. Sai Baba disse que em sua encarnação como Shirdi Sai Baba, ele foi a encarnação de Shiva ou energia do pai. Em sua encarnação atual, como Sathya Sai Baba, ele é a encarnação de Shiva e de Shakti, ou energia da mãe. Em sua próxima vida como Prema Sai Baba, ele será a encarnação apenas da energia Shakti.

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“Mãos que servem são mais santas que lábios que oram.”
“Primeiramente, é necessário compreender o ciclo de ação e reação que rege a natureza. Cada ato, gesto, palavra e pensamento gerado pelo indivíduo, é uma causa que terá o seu respectivo efeito. O nosso futuro é consequência de nossos pensamentos, palavras e ações no presente.”
“Ajudar, sempre. Ferir, nunca.”
Quando efetivamente nos tornamos conscientes desse fluxo, naturalmente ajustamos nosso comportamento e buscamos praticar somente boas ações – agir com gentileza, cortesia, respeito, consideração, sempre visando o bem do próximo. Esse salto quântico na consciência e no comportamento corresponde ao desabrochar da espiritualidade no indivíduo.
“Ame a todos. Sirva a todos.”
“Praticar o bem é trilhar o caminho da espiritualidade. O destino desse caminho é a purificação, a plenitude, a Suprema Bem-Aventurança, a Felicidade Absoluta – quando cessa a dualidade e experimentamos Deus integralmente.”
“Um coração compassivo é a marca da verdadeira educação.”

 

Organização Sri Sathya Sai no Brasil

http://www.sathyasai.org.br/mensagem/

 

©2015 Solange Christtine Ventura
http://www.curaeascesao.com.br

 

Sathya Sai Baba nasceu em 23 de novembro de 1926, numa pequena vila no sul da Índia, chamada Puttaparthi, no estado de Andhra Pradesh. Ele residiu lá até 24 de abril de 2011, onde recebeu durante mais de 80 anos milhares de visitantes do mundo inteiro em sua comunidade espiritual (ashram), chamada Prasanthi Nilayam, que significa “Morada da Paz Suprema” (shanti=paz, pra=suprema, nilayam=morada).

De um pequeno salão rústico onde se reuniam para cantar e aprender os ensinamentos sagrados, em sua juventude, hoje Puttaparthi conta com estação de trem e até aeroporto, para receber o fluxo surgido do crescente e incessante movimento de pessoas que, ao ouvir falar sobre Sai Baba, manifestavam a vontade de conhecê-lo pessoalmente.

Atualmente, Prasanthi Nilayam conta até com Planetário e Estúdio Digital, bem como um Estádio de Esportes, diversas residências, acomodações para os visitantes, refeitórios (ocidental e indiano), bem como o Templo principal, conhecido como Mandir, para a celebração de festividades, sendo também espaço para meditações e outras práticas espirituais.

Apesar de muitos se aproximarem por curiosidade, o ashram, onde vivia Sai Baba, não é um lugar turístico, e sim um local onde um grupo de pessoas está voltado para um objetivo comum, que é a obtenção da Paz Interior através de íntima comunhão com o sagrado, com o Divino. Visando a alcançar tal objetivo, busca-se colocar em prática as orientações de Sai Baba, tais como: silêncio, meditação, serviço altruísta, canto de nomes sagrados, autoquestionamento e amor incondicional.

Nos últimos anos, a quantidade de visitantes cresceu muito, tornando a simples visão de Sathya Sai um sinal de mérito. Nas festividades maiores, como o Natal, o Ano Novo, o Mahashivarathri e o Aniversário de Sai, conta-se aos milhares o número de hóspedes, aspirantes espirituais.

Os relatos de quem esteve lá são responsáveis por essa tendência de aumento continuar, por refletirem um ambiente de muito crescimento em autoconhecimento e experiências fraternas. Todavia, freqüentemente se recorda também do clima severo da Índia, que, com seu calor intenso, faz sofrer muitos peregrinos desavisados.

Nesse cenário estão presentes os maiores tesouros de Sathya Sai Baba: seus estudantes. Desde a educação infantil até o ensino superior, todas as instituições acadêmicas construídas ali trazem a grande marca da Educação Sathya Sai, centrada nos Valores Humanos em ação, e não meramente na memorização do conteúdo de livros.

O ser humano verdadeiramente educado é amoroso. Sathya Sai propõe, e os resultados confirmam, que trabalhar na raiz do problema é o meio de se resolvê-lo: cultivando o coração dos seres humanos, desde pequeninos, quando ainda estão em sua pureza original, ministrando a sabedoria da Unidade de toda a Vida. Estes irão, adiante, naturalmente multiplicar o amor recebido.

 

Uma canção sobre Sai Baba

 

Falar sobre suas obras sociais, como o Hospital de Super-Especialidades? Falar sobre a Educação em Valores Humanos? Contar algumas histórias incríveis, consideradas milagrosas, de curas, salvamentos e outras bênçãos? Comentar seus poderes de materialização de objetos diversos? Recomendar a leitura, estudo e prática de suas mensagens? Sugerir uma oração pedindo a Deus que revele a Verdade sobre Sathya Sai Baba, menino pobre que hoje é mundialmente conhecido e visitado até pelo presidente de seu país? Ou então narrar a celebração do Mahashivarathri, quando se canta a noite inteira, sem parar, a Shiva, o Deus da Transformação, visando à destruição do próprio ego? Ou ainda, simplesmente, falar sobre sua própria experiência pessoal sobre como foi seu contato com Sai Baba?

Numa ocasião, Sathya Sai sugeriu que, quando perguntassem sobre ele, respondessem cantando a seguinte canção:

Original Tradução para o português
Love is my form
Truth is my breath
Bliss is my food
Amor é minha forma
Verdade é minha respiração
Felicidade é meu alimento
My life is my message
Expansion is my life
Minha vida é minha mensagem
Expansão é minha vida
No season for love
No reason for love
No birth, no death
Sem estação para o amor
Sem motivo para o amor
Sem nascimento, sem morte
Prema, Sathya, Ananda
Shanti, Dharma, Ananda
Amor, Verdade, Bem-Aventurança
Paz, Retidão, Alegria Transcendental
Shirdi Sai, Parthi Sai
Prema Sai, Jay Jay (2x)
Shirdi Sai, Parthi Sai
Prema Sai, Vitória Vitória! (2x)

 

O verso “Sem estação para o amor” se refere às estações do ano – outono, inverno, primavera e verão – significando que não há uma ocasião ou um momento mais apropriado para o amor, e sim que todos os momentos são apropriados para o amor. Um amor que precise de um motivo não é o amor supremo. Esse Amor não tem nem precisa de motivo. Não tem início e jamais terá um final.

O verso “Shirdi Sai, Parthi Sai, Prema Sai” se refere à sua tríplice manifestação. A anterior, como Sai Baba de Shirdi; a atual, como Sathya Sai, ou Parthi Sai, onde Parthi se refere à cidade de Puttaparthi, onde nasceu; e a que virá a seguir, como Prema Sai.

Podemos ver que Sai Baba se apresenta nessa canção identificando-se principalmente com as qualidades do Ser, em conformidade com sua mensagem de que o ser humano não é o corpo, mas sim essas qualidades manifestadas através de um aparato físico, que corresponde ao corpo. Essa é a perspectiva correta. Sem essa consciência, o homem vem conduzindo o mundo para a destruição, evidenciando sua ignorância.

“Felicidade é meu alimento” novamente revela que ele está se identificando com seu verdadeiro Ser, e que essa alegria não provém de nada externo. Essa alegria se origina em si mesmo.

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http://www.sathyasai.org.br/sai-baba/quem/

E minha professora da Unipaz Ercilia Lucia Christo