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“Quem disse? Cadê as evidências?”

confronto de paradigmas num discurso de Alan Watts

“Por quê devemos parar de pensar? Por quê é errado não gostar de ficar sozinho? Por quê ter uma mente cheia de pensamentos é como uma droga? Será que realmente tem algum vício ou efeito maligno envolvido? Quem disse? Cadê as evidências????”
— ltrafael, em comentário ao vídeo “A Mente”, com Alan Watts

Essas indagações publicadas num comentário ao vídeo “A Mente” (mais abaixo), um discurso do filósofo inglês Alan Watts (1915-1973) sobre as preocupações e o pensamento compulsivo, chamam a atenção de uma maneira bem simples e interessante para o choque de paradigmas    na busca de respostas sobre a vida. alanwatts-amenteApesar do discurso de Watts ser bem claro e auto-  explicativo, está se referindo a um processo interior e subjetivo de investigar a  realidade, enquanto a pessoa que fez o comentário espera evidências ou provas  “científicas e sérias” externas a ele mesmo (“Quem disse? Cadê as evidências??”),  provenientes de alguma autoridade na pesquisa objetiva da realidade. Watts talvez  tenha evidências científicas e sérias, mas no seu paradigma, que precisa da percepção  interior e das próprias experiências pessoais para serem verificadas como, de fato,  evidências. Mas sem uma ponte entre esses dois paradigmas, o espectador não percebe  isso, e o diálogo não acontece.

Muitos grandes autores já trataram desse encontro (ou desencontro) de paradigmas, que muito genericamente poderíamos incluir nas diferenças entre “Ocidente” e “Oriente”, aqui talvez mais especificamente entre o método científico “ocidental” e as ciências contemplativas “orientais”, mas neste caso está expresso e atualizado num debate cotidiano simples de um vídeo do YouTube. Para alguns esse problema está superado, e os paradigmas convivem entre si, mas para muitos ainda há um vão. Sem uma ponte, o que há do outro lado do paradigma permanece inacessível.

Assista ao vídeo de Alan Watts, de 3min, legendado, abaixo (com agradecimentos ao canal Charles Darwin, e ao site AlanWatts.org, que cedeu o áudio original ao vídeo em inglês):

 

 

De uma certa forma, quem já conseguiu algum tipo de esclarecimento a partir das fontes contemplativas orientais (como Ioga ou Budismo, por exemplo), já fez algum tipo de conexão entre esses paradigmas, e talvez não tenha sido fácil. Imagino que se meus primeiros questionamentos existenciais fossem respondidos com a recomendação de parar de pensar, quando eu não fazia a menor idéia de como a ciência oriental tratava esse assunto, eu ficaria igualmente inconformado. Não conseguiria ver a conexão entre as duas coisas, e questionaria. Talvez eu pensasse: o que tem a ver parar de pensar com buscar provas sobre a existência?. Seria como se eu tivesse um plug de três pinos tentando encaixar numa tomada de dois furos.

SOBRE PENSAR DEMAIS

Se formos perceber bem, nesse discurso Alan Watts não diz para pararmos de pensar, ele fala que pensamos demais e que estamos presos nesse ininterrupto movimento compulsivo mental, mas não é raro entendermos que isso significa uma recomendação para pararmos de pensar. Se a mente pudesse relaxar mais profundamente, aquietar-se naturalmente, e se pudéssemos fazer algum tipo de prática onde pudéssemos ganhar perspectiva sobre ela, sobre o próprio pensar, então uma outra resposta poderia vir, uma que poderia fazer ver que pensar demais é de fato uma compulsão, que escraviza o homem e ofusca profundamente sua visão da realidade. Que distorce o que ele entende por realidade, e que isso obviamente se parece bastante com uma droga. O efeito maligno envolvido é justamente o próprio bloqueio a uma outra compreensão da realidade, mas que só se torna evidente (ou seja, que só se torna uma evidência) para aquele cuja mente foi dada a chance de relaxar e ser vista em seu movimento obsessivo. Se isso não acontecer, pensar compulsivamente vai ser a única realidade que existe. E não vamos entender que problema há nisso.

“Uma pessoa que pensa todo o tempo não tem nada a pensar exceto pensamentos. Por isso perde contato com a realidade, e vive num mundo de ilusão”.
— Alan Watts, em “Alan Watts Teaches Meditation” (1992)

SOBRE NÃO GOSTAR DE FICAR SOZINHO

Watts também não falou em “não gostar de ficar sozinho“, ele falou em  “fugir de si mesmo“, que traz uma ênfase muito maior num tipo de medo íntimo que deveria ser no mínimo intrigante ao questionador sério. A pergunta poderia ser substituída por “Porque tenho essa reação de fugir da minha própria presença? O que pode haver de tão ruim no meu simples silêncio natural de ser? Será que faz sentido virmos a existir para termos tal desconforto de ficar conosco mesmos, ao ponto de querermos fugir dessa situação? Será que isso não mostra que talvez exista algo de errado justamente nisso?

Enfim, os questionamentos fazem sentido, dentro de um paradigma. As respostas de Alan Watts idem. Talvez não tenham sido suficientes para o questionador, talvez demonstrem a limitação dos paradigmas, talvez precisemos de mais pontes entre paradigmas, ou adaptadores de pinos iguais entre perguntas a respostas.

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ANTAHKARANA

O Antahkarana é um símbolo antiqüíssimo de Cura e Meditação que tem sido usado no Tibet e na China durante milhares de anos. Este símbolo tem um poder energético muito grande; já que simplesmente por estar em sua presença cria um efeito positivo sobre os chacras e a aura, realizando cura, concentra e aprofunda todas as energias de cura aplicadas em sua presença.

O antahkarana é parte da anatomia espiritual, é a conexão entre o cérebro físico e o Eu Superior, esta conexão é a que deve curar e desenvolver para crescer espiritualmente. Este símbolo ativa esta conexão cada vez que nos encontramos diante de sua presença.

Em meditação este poderoso símbolo, cria automaticamente os que os taoístas chamam: ” A grande órbita microcósmica”, onde as energias físicas que normalmente entram pelo chacra coronário, diante da presença deste símbolo entram pelos pés e sobem pela parte posterior do corpo até a parte superior da cabeça, descendo pela frente novamente até os pés, realizando um círculo lumínico cimentando desta maneira a pessoa à terra e criando um contínuo fluxo de energia através dos chacras.

Entre as propriedades deste símbolo, neutraliza a energia negativa que se tenha acumulado em objetos tais como cristais, jóias,ou qualquer objeto, simplesmente colocando o objeto entre dois símbolos.

O Antahkarana é um símbolo multidimensional, Está constituido por três sete desenhados sobre uma superfície plana, desde uma perspectiva parece bidimensional. Os três sete representam os sete chacras, as sete cores, e os sete tons da escala musical. Desde outra perspectiva aparece como um cubo tridimensional .

A meditação com este símbolo olhando constantemente o centro do mesmo produz uma mudança energética positiva.

A meditação tibetana com este símbolo era realizada em uma habitação iluminada com velas. No meio havia uma vasilha de barro em forma oval simbolizando o ovo cósmico do universo, esta vasilha se enchia com água, em frente a ela havia um pequeno banco e sobre o assento estava desenhado o símbolo antahkarana em prata, onde se sentava a pessoa que ia meditar. Havia também uma parede coberta com cobre, polido como um espelho. Na parede oposta a esta haviam cartazes que mostravam símbolos. O lama tibetano se sentava no banco e olhava fixamente a imagem do símbolo que refletia no espelho de cobre. Esta meditação é uma meditação yantra que cria agudez na mente, fazendo uma ponte energética entre a consciência e as energias transcendentais do símbolo; enquanto que o outro símbolo antahkarana no banco enfoca as energias geradas fazendo fluir as energias equilibradas por todos os chacras para a terra.

Este maravilhoso símbolo é muito especial e tem sua própria consciência. Trabalha diretamente sobre a aura e os chacras e regulariza variando os efeitos de cura de acordo com as necessidades da pessoa que o usa, ao estar dirigido pelo Eu Superior tem um efeito benéfico. Jamais se deve utilizar para o mal. Este símbolo tem muitos usos: pode ser colocado em baixo do colchão da cama que a pessoa dorme, em baixo  de uma mesa de massagem, colado na parede para harmonizar o lugar, colocar o desenho sobre um local que tenha uma doença, no corpo ou no ambiente, etc…

ANTAHKARANA

Tradução livre e adaptação do texto por Arauto do Futuro

Fonte: http://www.orgostar.es/poster6.html

 

 

ANTAHKARANA NO REIKI

Símbolo tibetano usado em rituais por milhares de anos para a cura e a meditação. Este símbolo concentra e desenvolve o Reiki, ou outras energias de cura, quando colocado sob a mesa de massagem durante a cura. Também se diz que liga o cérebro físico com o chakra da coroa, tendo efeito positivo sobre todos os chakras e a aura. Meditando com esse símbolo, activa-se automaticamente a Órbita Microcósmica, enviando-se o Ki através dos canais energéticos centrais do corpo. Durante a meditação, o símbolo parece deslocar-se e alterar, evoluindo para imagens diferentes.

A Antahkarana pode ser usada para libertar as energias negativas de pessoas e objectos, bem como purificar cristais. É uma palavra sânscrita (Antar = meio ou interior e Karana= causa instrumento,). O Antahkarana é usado tecnicamente para representar a ponte entre a mente superior e inferior, o instrumento operacional entre elas. Alice Bailey e vários outros autores de filosofia Tibetana, têm algum conhecimento de Antahkarana, o qual você pode também encontrar em grande número de livros. Eles descrevem o Antahkarana como parte da anatomia espiritual. Ele é a ligação entre o cérebro físico e o Eu Superior. É a ligação que tem que crescer, se quisermos crescer espiritualmente.

O símbolo do Antahkarana aqui descrito representa esta conexão e a ativa em sua presença, onde quer que você esteja. O Antahkarana é um antigo símbolo de meditação e cura, que vem sedo usado na China e no Tibet por milhares de anos. Ele é um símbolo poderoso, e apenas o tendo em sua presença ele criará um efeito positivo na Aura e nos Chakras.

É um símbolo especial que tem sua própria consciência. Por ser dirigido pelo Eu Superior, ele sempre tem um efeito benéfico e nunca pode ser mal usado ou usado para causar o mal. Este símbolo pode ser colocado sob uma mesa de aplicação de Reiki, sob o assento de uma cadeira. Pode ser colocado na parede, etc…Cria o que os taoistas chamam de “A Grande Órbita Microcósmica”, no ponto em que as energias psíquicas, que normalmente entram pelo Chakra coronário, entram pelos pés e viajam subindo por trás do corpo até o topo da cabeça, e daí descem pela frente até os pés novamente, ligando, assim, a pessoa à terra, e criando um contínuo fluxo de energia através dos Chakras. Isto também neutralizará a energia negativa que foi coletada em objetos como: jóias, relógios, pedras, etc…

O Antahkarana intensifica todos os trabalhos de cura, incluindo Reiki, Johrei, Mahikari, Jin Shin, Terapia da Polaridade, Quiroprática, Hipnoseterapia, Regressão a Vidas Passadas, etc…Estes efeitos positivos têm se confirmado nos consultórios. Este símbolo é multidimencional, atua em diferentes planos, sendo feito de três setes numa superfície plana.

Os três setes representam os sete Chakras, as sete cores do arco-íris e os sete tons da escala musical. Estes três setes são mencionados no livro de Revelações ( Apocalipse ), como as sete velas, trombetas e os sete selos. Sua energia move-se e sobe, através das dimensões invisíveis, até a dimensão do Eu Superior, por isso não pode ser usado para o mal.

O Antahkarana tem sido guardado por milhares de anos, sendo conhecido e usado por poucos. Agora é hora de todos, na Era de Aquário, terem acesso a esse símbolo de cura antigo e sagrado. Qualquer um que usa-lo terá a ligação entre o cérebro físico e o Eu Superior reforçado.

Fonte:  http://www.mistico.com/cgi-bin/ng.cgi?num=88

 

 

*Flor da Vida (capa) é a matriz geométrica de onde se gera toda a criação. É o mais significativo dos símbolos da Geometria Sagrada. Dentro dele se encontra codificado o padrão de toda a criação.

Em linguagem universal que nos permite acessar ao conhecimento ancestral que contem a memória celular.

A informação codificada permite entender a sabedoria de quase todas as culturas e civilizações. É a chave para entender a natureza, o valor da cor, e do som e muito mais. A partir deste símbolo se criam todas as formas possíveis nesta dimensão, os Sólidos Platônicos.

Toda esta informação que nossa alma reconhece e recorda perfeitamente nos permite uma grande expansão de nossa consciência, um acesso consciente a nossas origens que podem ser a chave para entender muitas das situações que vivemos neste presente.

 

https://arautodofuturo.wordpress.com/2010/06/14/antahkarana-simbolos-arquetipicos/

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Oi, Tudo Bem? Sou Demissexual

Este texto é uma narrativa baseada na minha experiência (de uma demi hétero-romântica [olha outro termo aí!] o que não significa que todos os demis sejam assim). O espectro da área cinza é gigantesco e minha intenção aqui não é definir a demissexualidade, mas sim contar como ela é pra mim, ou seja, falar de uma nuance. O assunto é bem complexo e tem muitos textos ótimos e completos que, esses sim, trazem uma explicação bem detalhada sobre o assunto. Este texto é uma introdução “lúdica” ao assunto.

Dias desses uma amiga veio falar comigo no WhatsApp:

— E aí? Tudo bem? Como tá na França?

— Oi, tudo bem e aí? Aqui tá tudo certo, muito frio. (:

— Que bom! Mas, e os gatinhos?

— Nem pensei nisso. Tô trabalhando bastante, bem feliz com o estágio.

— Nossa, mas não rolou nem uma paquerinha?

— Hum… não.

— Nossa, como você é calma.

Então, não é calma. Eu sou demissexual, mas por mais que eu tente explicar, ninguém entende. Mais do que não entender, tem gente que não respeita.

Esses termos são relativamente novos e ninguém é obrigado a saber, isso não é ignorância. Ignorância é não querer saber. É achar ridículo, achar que é bobagem, que tem cura, que dá pra mudar. Não. Nasci assim, tô muito bem com isso e não quero mudar.

Mas, afinal, o que é ser demissexual? Tia Lidia te explica.

Sendo (bem) breve, nesse mundão em que vivemos, temos 3 tipos de pessoas:

1. As alossexuais: aquelas que sentem atração sexual por outras pessoas. Elas olham uma pessoa > acham essa pessoa atraente > ficariam com essa pessoa.

2. As demissexuais: aquelas que só sentem atração sexual por outras pessoas caso tenham algum tipo de ligação emocional / psicológica / intelectual.

Cenário a): Ela olha uma pessoa > não sente nada. Pode ficar com essa pessoa? Pode, mas não sentirá nada. Não será prazeroso pra ela. Algumas pessoas se esforçam e ficam mesmo assim. Mas a experiência pode ser tanto indiferente como incômoda. Sempre que me esforcei me senti um pedaço de carne no açougue.


Cenário b): Ela olha uma pessoa > ela conhece essa pessoa > elas conversam > elas criam uma ligação (afeto) > essa pessoa passa a ser atraente para o demissexual.

3. As assexuais: aquelas que não sentem atração sexual at all! Elas podem se apaixonar, mas jamais sentirão atração por alguém.

O “problema” é que vivemos em um mundo alossexual, que espera que você também seja.

— Mas, espera, nem se o cara for muito, mas muito gato você sente atração? Tipo, se o cara mais gato do mundo estivesse aqui, agora, você não ficaria com ele?

Então, não se trata da beleza da pessoa. Abrindo um parêntese aqui: nós achamos pessoas bonitas, achamos certos tipos de corpos bonitos e tudo mais. Mas tipo, só. É bonito, mas se eu simplesmente não sei quem é o cidadão, eu não sinto nada. É bonito, ponto.

Pode acontecer de eu achar que o cara é o cara da minha vida. Vai rolar assim de cara? Nop. Lindo, inteligente, gente boa. Mas, calma, essa boquinha aí também foi feita pra falar, então, fala!

Como eu ia dizendo, não é a beleza que determina. Você pode colocar o Sebastian Stan pelado na minha frente.

 

Se você não conhece, este é o Seb:

Mas, então, nem ele?

— Oi, Sebastian, aceita um vinho? Não tenho cerveja, é que eu não curto muito, sabe? Então, tá em Paris de passagem? Cê acredita em astrologia? Qual foi o sonho mais doido que você já teve? Qual seu sabor de sorvete favorito?

E o Sebastian pode entrar no jogo. Jogar conversa fora. Me falar da vida dele. Me contar daquela vizinha sem noção. Da maior merda que ele fez na vida. Dar risada. E então ele pode se tornar um cara atraente, mas por aquilo que ele é.

Sabe, eu nunca fiquei com aquele cara.

— Que cara?

— Aquele do show do Strokes. Não sei o nome dele. Ele tava com uma blusa do Joy Division. Gatinho.

Mas, não, não aconteceu. Mas, sabe com quem aconteceu?

Com aquele cara que sei o nome e sobrenome. Aquele cara que eu sei que sua cor favorita é verde, sua fruta favorita é melancia, que ele caiu e quebrou os dois braços ao mesmo tempo quando tinha 7 anos, que ele foi um filho planejado, mas sempre acharam que ele era uma menina.

Aquele que sei que mora na rua da faculdade, que gosta de Beatles e seu álbum favorito é Sgt. Pepper’s, mas que ele só começou a gostar depois de velho. Aquele que conhece Wallflowers, porque a gente falou sobre isso em uma dessas caminhadas sem destino pela cidade. Ou será que foi naquela vez que fomos tomar uma cerveja? Aah, já sei! Foi naquele dia que fomos no pub modinha do centro. Falando nisso, foi bem engraçado, tava rolando a maior DR na mesa do lado.

Entende?

Ele me atrai. E não me atrai por saber se ele estará aqui amanhã ou não. Se ficamos uma noite ou se ficaremos uma vida inteira. Me atrai saber que enquanto esteve aqui, estava comigo não pelo fato de eu ser mulher, mas pelo fato de eu ser eu. Lidia. 25 anos. Nascida e crescida em Santo André. Cor favorita: roxo. Gosta de cozinhar. Adora animais, mas tem nojo de pombos. Fala palavrão pra caralho. Se deu muito mal quando tentou andar de patins e bicicleta ao mesmo tempo. Adora luzes de Natal. Gosta do céu. Queria ser pilota de Fórmula 1, mas desistiu porque não tinha dinheiro. Descobriu depois de velha que o anarriê da festa junina era uma palavra em francês. Odeia conversas de elevador e fazer média com as pessoas. Pediu demissão do chefe. Trabalha 24h por dia se deixar. Que, não parece, mas além de demissexual é tímida. E que, mesmo te achando bonito e gente boa, não vai ficar com você por ficar. Que pode demorar um mês pra criar um laço contigo, ou apenas algumas horas.

É difícil ser assim?

É sim. Ainda mais nessa sociedade moderna que parece que disputa quem se interessa menos. Ainda mais quando você se interessa por pessoas extremamente alossexuais. Você não pode chegar falando: “oi, sou demi, não encosta muito em mim não, tudo bem?”. Você gostaria de corresponder, mas simplesmente não consegue porque não faz sentido pra você. Então elas pensam que você não está a fim e tchau oportunidade de conhecer alguém legal.

Eu sempre ficava com uma sensação meio bosta de “olha eu estragando tudo de novo”. Mas com o tempo você se aceita. Isso é o que você é, se o outro não entende talvez ele não queira entender. Talvez ele estivesse ali pela mulher e não pela Lidia (acontece muito, quase sempre… acho que sempre).

E também porque a gente SEMPRE quebra a cara. Demis precisam do “apego” pra se envolver, então não importa a intensidade da ligação, pra se quebrar a cara basta que ela exista e, pra nós, ela sempre existe.

Então, sabe, a gente já é obrigado a lidar com tantas coisas. Tantos sentimentos e pensamentos conflituosos. Poupe-nos de seus “mas”. Entenda que neste mundo existem pessoas diferentes de você, pessoas que acham o colega do escritório mais atraente do que o Stephen Amell e isso não faz delas melhores ou piores que ninguém.

Um beijo pra vocês. ❤

(Autora: Lidia Amendola)

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O seu cérebro te engana com recordações que não são verdadeiras

Talvez você acredite que todas as suas memórias sejam verdadeiras. Afinal, como esquecer do gosto do primeiro beijo ou da sensação de andar de bicicleta pela primeira vez? Há algum tempo, no entanto, os psicólogos sabem que a recordação desses detalhes não significa necessariamente que eles aconteceram de verdade.

Natália Aggio, pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), estuda as influências que as ações externas exercem nas lembranças de cada pessoa. “Sabemos, por exemplo, que o modo como você pergunta algo pode induzir a falsas memórias.Uma das áreas em que isso ocorre é o meio jurídico”, afirma.

Para exemplificar a questão, a cientista cita um experimento realizado em 1974 pela pesquisadora norte-americana Elizabeth Loftus. No estudo, participantes assistiam a uma perseguição policial e eram questionados sobre detalhes específicos da cena. Em algumas perguntas, os pesquisadores incluíam aspectos falsos no cenário. Pouco tempo depois, os voluntários eram convidados a descrever a perseguição novamente — a grande maioria mencionava os detalhes inventados sem perceber a falha.

“É importante notar que a falsa memória não é uma mentira. A pessoa realmente acredita que aquilo aconteceu”, esclarece Aggio. Ela chama a atenção também para o fato de que as alterações geralmente possuem uma relação com o que ocorreu de verdade.“Posso lembrar que um gato entrou na sala quando, na verdade, foi um cachorro, por exemplo”, diz. “Mas os dois são animais de estimação. Não poderia ser um dinossauro.” A mentira é grande, mas nem tanto.

 

http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2017/06/o-seu-cerebro-te-engana-com-recordacoes-falsas.html

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45 lições de vida, escritas por um senhor de 90 anos

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Em caso de dúvida, simplesmente dê o próximo passo.
3. A vida é curta demais pra não se aproveitar dela.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando estiver doente. Sua família e amigos irão.
5. Não compre coisas que não precisa.
6. Você não precisa vencer todas as discussões. Apenas se mantenha honesto consigo mesmo.
7. Chore acompanhado. É mais edificante que chorar sozinho.
8. Tudo bem ter raiva de Deus. Ele aguenta.
9. Economize para coisas que importam.
10. Quando o assunto é chocolate, resistir é inútil.
11. Faça as pazes com o passado para não cagar o presente.
12. Tudo bem se seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. O caminho deles é diferente do seu.
14. Se um relacionamento precisa ser secreto, você não deveria estar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos, mas não se preocupe, Deus não pisca.
16. Respire fundo. Fazer isso acalma a mente.
17. Se livre de tudo que não for útil. Peso extra te atrasa de muitas maneiras.
18. O que não te mata te fortalece, de verdade.
19. Nunca é tarde demais pra ser feliz, mas isso é responsabilidade sua e de mais ninguém.
20. Quando o assunto é perseguir os amores da sua vida, não aceite não como resposta.
21. Queime  os incensos, use seus melhores lençóis, use roupas íntimas extravagantes. Não guarde essas coisas pra uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante, mas quando começar, vá com a onda.
23. Faça loucuras agora mesmo. Não espere ficar velho para vestir púrpura.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém está na chefia da sua felicidade além de você mesmo.
26. Etiquete cada coisa que chamarem de desastre com o rótulo “Isso vai importar daqui a cinco anos?”
27. Sempre escolha viver.
28. Perdôe, mas não esqueça.
29. O que as outras pessoas pensam não te interessa.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
31. Não importa se uma situação é boa ou ruim, ela vai mudar.
32. Não se leve tão a sério. Ninguém leva.
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama porque é Deus, não por causa daquilo que você fez ou não fez.
35. Faça o que der pra ser feito agora, agora e não depois, e o que sobrar faça depois.
36. Seus filhos terão apenas uma infância.
37. Ficar velho é melhor que a outra alternativa – morrer jovem.
38. O que mais importa no final é que você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Milagres esperam em todos os lugares.
40. Se todos nós jogássemos nossos problemas numa pilha, veríamos os problemas dos outros e pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Aceite o que você já tem, não aquilo que você acha que precisa.
42. O melhor ainda vai aparecer…
43. Não importa como você está se sentindo, se levante, se arrume e compareça.
44. Produza.
45. A vida não vem enrolada com um laço de fita, mas ainda é um presente.

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O CONCÍLIO DE CONSTANTINOPLA – A SUPRESSÃO DA REENCARNAÇÃO

 

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O Concílio de Constantinopla, ano 553 DC

Saiba mais da história da mulher do Imperador Justiniano:

Teodora era a filha do domador de ursos da cidade. Desde cedo fez grande carreira como cortesã e conseguiu que o Imperador Justiniano se apaixonasse perdidamente por ela. Quando se tornou Imperatriz, mandou executar 500 de suas ex-companheiras de labuta, entre escravas, prostitutas e sacerdotisas pagãs.
Escravocrata e extremamente cruel, Teodora, quando aprendeu a doutrina essência, ficou com muito medo de reencarnar como uma escrava negra e ordenou a Justiniano que revisse os códigos canônicos “para que aquilo nunca pudesse ocorrer”.
Depois de um concílio totalmente fanfarrão, votou-se que a versão oficial da Igreja seria a Helenista, baseando-se em conceitos de “Céu” e “Inferno” adaptados catolicamente do Hades e Olimpo, com uma diferença: pela imposição de Teodora, não haveria “reencarnação”.
Dessa forma, acreditavam que seria possível simplesmente finalizar o que quer que você tenha feito na Terra e subir aos céus se tivesse os contatos certos (daí surge a doutrina das indulgências).
CONSTANTINOPLA
Até agora, quase todos os historiadores da igreja romana acreditam que a Doutrina da Reencarnação foi declarada herética durante o Concílio de Constantinopla em 553 D.C, atual Istambul, na Turquia. No entanto, a condenação da Doutrina se deve a uma ferrenha oposição pessoal do finado imperador Justiniano, que nunca esteve ligado aos protocolos do Concílio. Segundo Procópio, uma mulher de nome Teodora, filha de um guardador de ursos do anfiteatro de Bizâncio, era a ambiciosa esposa de Justiniano, e na realidade, era quem manejava o poder. Ela, como cortesã, iniciou sua rápida ascensão ao Império. Para se libertar de um passado que a envergonhava, ordenou, mais tarde, o expurgo de quinhentas antigas “colegas” e, para não sofrer as conseqüências dessa ordem em uma outra vida como preconiza a lei do Carma, empenhou-se em suprimir toda a magnífica Doutrina da Reencarnação. Estava confiante no sucesso dessa anulação, decretada por Justiniano ” em nome de DEUS ” !
Em 543 D.C, o déspota imperador Justiniano, sem levar em conta o ponto de vista clerical, declarou guerra frontal aos ensinamentos de Orígenes – exegeta e Teólogo ( 185 – 235 D.C ), ( ver Obs. ao final ), condenando tais ensinamentos através de um sínodo especial. Em suas obras : De Principiis e Contra Celsum, Orígenes tinha reconhecido, abertamente, a existência da alma antes do nascimento e sua dependência de ações passadas. Ele pensava que certas passagens do Novo Testamento poderiam ser explicadas somente à luz da Reencarnação.
Do Concílio convocado por Justiniano só participaram bispos do oriente (ortodoxos). Nenhum de Roma. E o próprio “Papa”, que estava em Constantinopla nesta ocasião, deixou isso bem claro.
O Concílio de Constantinopla, o quinto dos Concílios, não passou de um encontro, mais ou menos em caráter privado, organizado por Justiniano, que, mancomunado com alguns vassalos, excomungou e maldisse a doutrina da preexistência da alma, com protestos do Papa Virgílio, e a publicação de seus anátemas. Embora estivesse em Roma naquela época, o Papa Vigílio seqüestrado e mantido prisioneiro de Justiniano por oito anos, recusou-se a participar deste Concilio, quando Justiniano não assegurou o mesmo quórum de bispos representantes do leste e do oeste.
Uma vez convocado, o Concilio só incluiu 165 bispos da Cristandade em sua reunião final, dos quais 159 eram da Igreja oriental. Tal fato garantiu a Justiniano todos os votos de que precisava.
A conclusão oficial a que o Concílio chegou após uma discussão de quatro semanas teve que ser submetida ao “Papa” para ratificação. Na verdade, os documentos que lhe foram apresentados ( os assim chamados “Três Capítulos”) versavam apenas sobre a disputa a respeito de três eruditos que Justiniano, há quatro anos, havia por um edito ( decreto ) declarado heréticos. Os “papas” seguintes, Pelagio I ( 556 – 561 D.C ), Pelagio II ( 579 – 590 D.C ) e Gregório ( 590 – 604 D.C ), quando se referiram ao quinto Concílio, nunca tocaram no nome de Orígenes.
A Igreja teve alguns concílios tumultuados. Mas parece que o V Concílio de Constantinopla II (553) bateu o recorde em matéria de desordem e mesmo de desrespeito aos bispos e ao próprio Papa Virgílio, papa da época.
Muitos inconformados alegam que esse Concílio não tratou da Reencarnação, e por isso a Igreja nunca esteve envolvida com tal princípio. Porém a verdade é que, os seus Cânons ( Regra geral de onde se inferem regras especiais ) do Magistério relacionado a este evento, mais especificamente o seu Cânon 11, trata da condenação das teses de Orígenes e suas referências à preexistência da alma.
Vejamos uma versão em espanhol dessa parte decisória do Supremo Pontificado :
Magisterio del C.E II de Constantinopla :
[En parte idénticos con la Homología del Emperador, del año 551]
Can. 11. Si alguno no anatematiza a Arrio, Eunomio, Macedonio, Apolinar, Nestorio, Eutiques y Origenes, juntamente con sus impíos escritos, y a todos los demás herejes, condenados por la santa Iglesia Católica y Apostólica y por los cuatro antedichos santos Concilios, y a los que han pensado o piensan como los antedichos herejes y que permanecieron hasta el fin en su impiedad, ese tal sea anatema.
Aí está : O Cânon 11 ( Regra geral de onde se inferem regras especiais ) condenando Orígenes e suas teses da preexistência da alma. Ora, a preexistência do espírito com relação ao corpo vivificado por ele, é a base fundamental para a Teoria da Reencarnação, pois que, ao admitirmos o reencarne de um espírito, automaticamente estamos admitindo que ele já encarnou antes, pelo menos uma vez que seja.
Justiniano presidiu esse Concílio. Era um teólogo que queria saber mais de Teologia do que o Papa. Sua mulher, a imperatriz Teodora, foi uma cortesã e se imiscuía nos assuntos do governo do seu marido, e até nos de Teologia. Houve, portanto, a condenação da Doutrina da Preexistência, o que, “ipso facto”, condenou também a reencarnação, pois não existe reencarnação sem a preexistência do Espírito.
VEJA COMO É FÁCIL CONCLUIR : Como a Doutrina da Reencarnação pressupõe a da preexistência do espírito, Justiniano e Teodora PARTIRAM, PRIMEIRO, PARA DESESTRUTURAR A DA PREEXISTÊNCIA, COM O QUE ESTARIAM, AUTOMATICAMENTE, DESESTRUTURANDO A DA REENCARNAÇÃO ( !!! )
Então, em 543 d.C, Justiniano publicou um édito, em que expunha e condenava as principais idéias de Orígenes, sendo uma delas a da preexistência. Em seguida à publicação do citado édito, Justiniano determinou ao patriarca Menas de Constantinopla que convocasse um Sínodo, convidando os bispos para que votassem em seu édito, condenando dez anátemas deles constantes e atribuídos a Orígenes [O Mistério do Eterno Retorno, pág. 127-127, Jean Prieur, Editora Best Seller, São Paulo, 1996].
A principal cláusula ou anátema que nos interessa é a da condenação da preexistência que, em síntese, é a seguinte : “Quem sustentar a mítica crença na preexistência da alma e a opinião, conseqüentemente estranha, de sua volta, seja anátema” ( William Walker Atikinson, Ed. Pensamento, São Paulo, 1997).
Vamos ver agora essa cláusula na íntegra e NO ORIGINAL EM LATIM :
“Si quis dicit, aut sentit proexistere hominum animas, utpote quae antea mentes fuerint et sanctae, satietatemque cepisse divinae contemplationis, e in deterius conversas esse; atque ideirco apofixestai id este refrigisse a Dei charitate, et inde fixás graece, id est, animas esse nuncupatas, demissasque esse in corpora suplicii causa : anathema !”
OU SEJA :
“Se alguém diz ou sustenta que as almas humanas preexistiram na condição de inteligências e de santos poderes; que, tendo-se enojado da contemplação divina, tendo-se corrompido e, através disso, tendo-se arrefecido no amor a Deus, elas foram, por essa razão, chamadas de almas e, para seu castigo, mergulhadas em corpos, que ele seja anatematizado !” ( O Mistério do Eterno Retorno, pág. 127-127, Jean Prieur, Editora Best Seller, São Paulo, 1996 ).
Como se não bastasse, o tal Concílio NÃO DEVERIA TER VALIDADE UNIVERSAL, POIS NÃO FOI CONVOCADO PELO PAPA VIGILIUS que, na ocasião, achava-se prisioneiro do Imperador Justiniano !!! Vejam : O Imperador Justiniano mandou prender o Papa !

CONSTANTINOPLA 2

 

 

 

Além disso, há registros do historiador Paul Brunton ( com décadas de estudos comparativos das religiões e das tradições antigas do Oriente e um dos pensadores e Escritores mais perceptivos em transcrever aquela sabedoria para o mundo ocidental ) que afirma que Justiniano anexou ao relatório do Concílio de Constantinopla (553) um documento do Sínodo de Constantinopla, 543 d.C ( Sínodo é uma Assembléia de um pequeno número de bispos de uma região, enquanto que o Concílio Ecumênico é uma assembléia de todos os bispos da Igreja ), dando a entender que a condeneção da Reencarnação, feita pelo Sínodo, fosse do Concílio
! Veja como manipularam as decisões desse Concílio !
Paul Brunton foi considerado pelo meio acadêmico, como o maior sábio inglês do Século 20. Sua Obra “Verdades em Perspectivas”, relata a morte, no Oriente Médio, de mais de um milhão de pessoas, logo após o Concílio de Constantinopla (553), em choques com as forças de segurança de Justiniano, porque não aceitaram a condenação da reencarnação.
Vamos agora, por curiosidade, transcrever o início da introdução histórica desse célebre Concílio, contida na obra “Hefele, History of the Councils”, Vol. IV, p. 289 :
“In accordance with the imperial command but without the assent of the Pope, the Council was opened on the 5th of May A.D. 553, in the Secretarium of the Cathedral Church at Constantinople. Among those present were the Patriarchs, Eutychius of Constantinople, who presided, Apollinaris of Alexandria, Domninus of Antioch, three bishops as representatives of Patriarch Eustochius of Jesuralem, and 145 other metropolitans and bishops, of whom many came also in the place of a sent colleagues”.
OU SEJA :
“De acordo com ordens do Imperador mas sem o consentimento do Papa, o Concílio foi aberto em 5 de maio de 553 da nossa era cristã, na Secretaria da Igreja Catedral em Constantinopla. Entre os presentes achavam-se os Patriarcas Eutichis de Constantinopla, quem presidiu, Apollinaris de Alexandria, Domninus de Antioquia, três bispos como representantes do Patriarca Eustochius de Jerusalém, e 145 outros bispos metropolitanos e bispos, dos quais VÁRIOS VIERAM TAMBÉM EM LUGAR DE COLEGAS AUSENTES.”
E por que tanta ênfase na condenação de Orígenes ??? Ora, Orígenes, em sua Obra Capital, “Dos Princípios”, livro I, passa em revista os numerosos argumentos que mostram, na preexistência e sobrevivência das almas em outros corpos, o corretivo necessário à desigualdade das condições humanas. De si mesmo inquire qual é a totalidade dos ciclos percorridos por sua alma em suas peregrinações através do Infinito, quais os progressos feitos em cada uma de suas estações, as circunstâncias da imensa viagem e a natureza particular de suas residências.
Está aí a argumentação de como É FACIL ESCAMOTEAR A VERDADE, quando dizem que o Concílio II de Constantinopla não condenou a Reencarnação. O termo “Reencarnação” não poderia mesmo constar em qualquer documento ORIGINAL, antes de 1853, quando Kardec o formalizou em suas Obras. REPITO : O que fizeram naquele Concílio foi enfraquecer as bases da pluralidade das existências. Como a Doutrina da Reencarnação pressupõe a da preexistência do espírito, Justiniano e Teodora PARTIRAM, PRIMEIRO, PARA DESESTRUTURAR A DA PREEXISTÊNCIA, COM O QUE ESTARIAM, AUTOMATICAMENTE, DESESTRUTURANDO A DA REENCARNAÇÃO ( !!! )
E a Igreja aceitou o edito de Justiniano – “Todo aquele que ensinar esta fantástica preexistência da alma e sua monstruosa renovação, será condenado” – como parte das conclusões do Concílio. Esta atitude da Igreja levou a reações tais como a do Cardeal Nicolau de Cusa que sustentou, em pleno Vaticano, a pluralidade das vidas e dos mundos habitados, com a concordância do Papa Eugênio IV (1431 -1447), embora isso provocasse descontentamento de influentes clérigos da Cúria Romana. Porém, havia e houve sempre o interesse em sepultar esse conhecimento. Então, ao invés de uma aceitação simples e clara da Reencarnação, a Igreja passou a rejeitá-la, justificando tal atitude com a criação de Dogmas que lançam obscuridade sobre os problemas da vida, revoltam a razão e impõem dominação, ignorância, apatia e graves entraves à autonomia da razão humana e ao desenvolvimento espiritual da humanidade.
Portanto, a proibição da Doutrina da Reencarnação foi um erro histórico, sem qualquer validade eclesiástica, mas que foi adotada, por satisfazer os interesses do Sacerdócio Profissional e suas pomposas celebrações que mais lembram as excentricidades dos cultos exteriores farisaicos do que a simplicidade vivificante do amor exemplificado por Jesus.
É fácil para qualquer pessoa leiga no assunto, entender porque a Reencarnação foi banida dos ensinamentos da Igreja, a qual planejava manter a hegemonia sobre as pessoas ingênuas e satisfazer a sua ambição material. Para citar apenas UM exemplo, lembremo-nos da “Venda de Indulgências” praticada pela Igreja Católica. Quanto a esse fato, fazem-se necessários alguns esclarecimentos :
– A Igreja Romana da época costumava dizer que algumas pessoas possuíam mais méritos do que tinham necessidade, para serem salvas. Por isso, esse “mérito extra” dessas pessoas poderia ser transferido – especialmente através de pagamento – para pessoas cuja salvação era duvidosa. Martim Lutero protestou contra esta prática, chamada de indulgência.
– No dia 31 de outubro de 1517, Lutero tornou públicas suas 95 Teses contra a venda de indulgências. Com este gesto desencadeou o processo da Reforma.
– Indulgências eram recibos de perdão de pecados passados e futuros. Os pecados eram perdoados a peso de ouro !
– Até pelos mortos podia-se comprar indulgências. Um dos nomes mais conhecidos em Roma, nessa ocasião da construção da Basílica de São Pedro, foi o do cardeal João Tetzel que viajava pelo mundo católico recolhendo contribuições para essa construção. Uma das suas declarações relacionadas à oportunidade das pessoas escaparem do Purgatório por meio de indulgências se tomou célebre : ” No momento em que uma moeda tilinta no fundo do gazofilácio, uma alma escapa do purgatório “. Em outras palavras : ” Quando o dinheiro na caixa cai, a alma do purgatório sai “
.
– Em pouco tempo, as 95 Teses estavam espalhadas por toda a Alemanha.
– Em 30 de maio de 1518, Lutero enviou suas Teses ao Papa Leão X, pois estava convicto que o Papa iria apoiá-lo contra os abusos das indulgências.
– No dia 3 de janeiro de 1521, Lutero é oficialmente excomungado da Igreja Católica.
Nota : A Igreja Católica tem duas inesgotáveis “galinhas dos ovos de ouro” : o Purgatório e as Indulgências — sendo estas para salvar os ricos, os que têm dinheiro com que resgatar os seus pecados. Porém, lembremo-nos das palavras de Jesus, quando viu o jovem rico afastar-se dele por não se dispor a vender seus bens para segui-lo :
“Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino de Deus. ( Mt 19.23 ). Entretanto, dentro do ensino católico, essa entrada se tornou fácil para os ricos, e pouco importa se eles são bons ou não : as indulgências abrem-lhes as portas.
E os pobres que continuem sofrendo neste mundo e que paguem no purgatório por séculos sem fim, o castigo dos seus pecados, porque não têm dinheiro para missas e indulgências, mui­to embora Jesus houvesse dito: … aos pobres é anunciado o Evangelho ( Mt 11.5 ).

 

 

Porém o Papa Leão X ensinava que uma pessoa rica poderia doar terras e bens materiais à Igreja e assim comprar um lote de terreno no paraíso. ( SIC )
Não é por acaso que a Igreja Católica é um dos maiores proprietários de terras e imóveis em todo o mundo. Os banqueiros melhor informados calculam as riquezas do Vaticano entre DEZ A QUINZE BILHÕES ( Eu disse BILHÕES ) DE DÓLARES. Ele ( Vaticano ) possui grandes investimentos em bancos, seguros, produtos químicos, aço, construções, imóveis etc. SOMENTE OS DIVIDENDOS servem para manter de pé toda a organização, INCLUÍDAS AS OBRAS DE BENEFICIÊNCIA. Tal fortuna vem sendo ACUMULADA em função das reaplicações no mercado. Nos pátios do Vaticano, encontram-se todos os símbolos de uma multinacional : Estacionamento repleto de Mercedes último tipo pretas, com motorista. A Cúria Romana possui hoje, um patrimônio que talvez seja o mais valioso do mundo pertencente a uma Instituição.
Será que Bancos Comerciais, Seguradoras, Produtos Químicos, Industria do Aço, Construções, Imóveis ( são centenas espalhados pela Itália ), automóveis Mercedes, também fazem parte do “Patrimônio Mundial da Humanidade” ? Ou pertencem ao “Patrimônio Particular do Vaticano” ?
Por que, ao invés de reaplicar o dinheiro, o Vaticano não o redistribui para os mais carentes ? Será que é mesmo necessário ACUMULAR CERCA DE 15 BILHÕES DE DÓLARES para manter a Igreja Romana ?
E a própria Revista “Isto É – Dinheiro” revela a situação financeira do Vaticano, que apesar das dificuldades, mantém um Patrimônio, revelado pela própria Cúria Romana, de 5 bilhões de dólares mais 3,2 bilhões de dólares depositados no Banco do Vaticano. E se essas cifras são reveladas pela própria Igreja, então, é sinal que o montante pode ser muito maior. E a Revista ainda diz : “… O pontífice tem ainda 1 mil apartamentos registrados em seu nome na capital italiana, Roma.” Para confirmar, acesse :

http://www.terra.com.br/istoedinheiro/255/negocios/255_santa_crise.htm

Todos nós, e até mesmo os Católicos, não podemos acreditar que Deus prefira manter ouro e luxo nas suas Igrejas ao mesmo tempo que muitos de seus filhos morrem de fome pelo mundo.
Se um representante do Vaticano, hipoteticamente, perguntasse a Cristo: ” Que devo fazer para obter a vida eterna ? ” Certamente que Cristo não poderia responder de um modo diferente deste : ” Se quiseres ser perfeito, vai, vende o que tens (….) “. E a Igreja lhe deveria objetar : ” Se queres que eu cumpra a tua ordem de representar-Te na Terra, devo possuir os meios do mundo “.
O problema é saber se isto, que é uma necessidade imposta pela realidade da vida, é traição de princípios, é prostituição do ideal. É lícito arrogar-se à posição de representantes de Cristo sem seguir os seus ditames ?
Isto significa que o Cristianismo atual não é feito só por Cristo, mas é um seu produto, depois manipulado e adaptado pelos homens para seu uso. Resultou disso uma Igreja que é uma mistura de humano e de divino, nasceu um produto que parece híbrido, e que por querer ser as duas coisas não é exclusivamente nem uma nem outra.
Conta-se que Tomás de Aquino, o “doutor angélico” da Igreja Romana (1330 d.C.), ao visitar o Papa Inocêncio IV, este, depois de lhe haver mostrado toda a fabulosa riqueza do Vaticano, disse, fazendo alusão às palavras de Pedro ao coxo da porta Formosa :
– Vês, Tomás? A Igreja não pode mais dizer como nos primeiros dias: ” Não tenho prata nem ouro…”
– É verdade – confirmou Tomás – Mas também não pode mais dizer ao coxo : ” Levanta-te e anda “.
Estamos orando para que a Igreja possa dizer sempre com fé e convicção :
” Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou : Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda ! ” (Atos 3.6).(§ 11).

allan kardec

 

 

– Conclusão Geral : Tal fato só poderia ser levado a termo se as pessoas desconhecessem que não era preciso “comprar” suas salvações e sim trabalharem intimamente a Reforma Espiritual para se tornarem dignos de elevação na Escala dos eleitos de Deus. Portanto a eliminação do princípio da Reencarnação era muito conveniente para a Igreja Católica.
Se nos reaproximarmos da doutrina da Reencarnação, afastando a dogmática crença na ascensão do corpo físico de CRISTO crucificado, crescerá no coração de cada um, e mesmo no coração daqueles que se educaram dentro do cristianismo católico, a fé nas verdades puras, ensinadas pelo próprio CRISTO.
“Naquele tempo os discípulos o interrogaram dizendo: Por que dizem pois os escribas que Elias deve vir primeiro? Ele respondeu: Digo-vos, porém, que Elias veio e não o reconheceram, antes fizeram dele o que quiseram. Então os discípulos compreenderam que tinha falado de João Batista” (Mateus cap.17 vers.10 a 13).
“…não pode ver o reino de DEUS senão aquele que nascer de novo…” (João cap.3 vers.3 a 10 – CRISTO ensinando reencarnação a Nicodemos).
Obs.:
Orígenes de Alexandria
Exegeta e Teólogo, jovem cristão filho de mártires, foi um profundo conhecedor das Sagradas Escrituras e também estudioso da Filosofia Grega, a qual foi levada ao seu maior brilho, graças à atuação desse notável intelectual.
Na História da Igreja, além de ser o maior erudito religioso de sua época, Orígenes foi o primeiro grande intérprete das Escrituras. A partir dele praticamente todos os demais santos padres, de um modo ou de outro, seguiram os caminhos por ele indicados neste assunto. É apontado por vários historiadores como um dos maiores gênios cristãos de todos os tempos e dono da mais vasta cultura que se possa imaginar. Estabeleceu as regras de conservação e interpretação da Bíblia e lançou os fundamentos da reflexão cristã para os séculos vindouros. Apologista de grande valor e de rara fecundidade literária, tentou uma fusão entre o Cristianismo e o Platonismo ( Doutrina caracterizada pela preocupação com os temas éticos, visando toda a meditação filosófica ao conhecimento do Bem, conhecimento este que se supõe suficiente para a implantação da justiça entre os Estados e entre os homens ).
Orígenes nos encanta por sua apurada visão Espiritual e sua maneira especialmente lúcida de abordar a mensagem de Cristo. Nascido por volta de 185 de nossa era, em Alexandria – onde ficava a famosa biblioteca, marco único na história intelectual humana, e que foi destruída pela ignorância e sede de poder dos romanos e, depois, por pseudo-cristãos ensandecidos e fanáticos, Orígenes, desde cedo teve contato com a doutrina Cristã, especialmente com seu pai, Leonídio, que foi martirizado em testemunho de sua fé.
Com isso, a família de Orígines passou a ser estigmatizada, tendo sido sequestrado todo o patrimômio que lhe pertencia. Para sobreviver, o jovem e brilhante Orígines passou a lecionar para ganhar seu sustento. Mente curiosa e aberta, dedicava-se ao estudo e a discussão da filosofia, notadamente Platão e os estóicos. Orígenes teve a mesma formação intelectual que viria a ter Plotino, na escola de Amônio Sacas e, com certeza, as doutrinas ditas orientais não lhe eram estranhas, e muito menos a ênfase num conhecimento pisíquico direto com o transcendente, que era típica da escola de Amônio, fundador do neoplatonismo e, também, um simpatizante ( pelo menos em parte ) do Cristianismo.
A Doutrina Palingenética, ou seja, da Reencarnação, era bem conhecida por Platão e Sócrates. Tal Doutrina, foi muito familiar a Orígenes em sua fase de formação, e posteriormente ele viria a divulgá-la abertamente, e este foi um dos motivos pelos quais foi perseguido pela vertente católico romana. Morreu em 254 D.C, na cidade de Tiro, em virtude da perseguição de Décio, mais conhecido pelo nome de Trajano, o qual era um incansável opositor do Cristianismo. Temos hoje, dessa forma, poucos de seus escritos, mesmo assim, devidamente “maquilados”.
Orígenes, é citado por Historiadores, como autor de aproximadamente 6.000 obras, todas em grego. Os escólios ( interpretações ) sobre as Sagradas Escrituras são reconhecidas como os melhores trabalhos desse grande Teólogo. Boa parte das que se conservaram, deveu-se à obra de tradução para o latim do Monge Rufino, que residia no monte das Oliveiras, e do Monge São Jerônimo, o tradutor da Vulgata, que residia em Belém.
Principais Trabalhos :
* Hexapla, seis traduções das Escrituras dispostas em colunas paralelas.
* Comentários e homilias sobre Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Josué, Juízes, Livro dos Reis, Jó, Salmos, Cântico dos Cânticos, Isaías, Jeremias, Ezequiel, S. Mateus, S. Lucas, S. João, Epístola a Romanos.
* Tratados gerais: De Principis ( contém a exposição de sua Doutrina ) e Tratado contra Celso.

 

 

reencarnação

 

 

OBS : Bibliografia relacionada à supressão da Reencarnação, ocorrida no Concílio de Constantinopla :
NOTA : Caso haja interesse em adquirir os Livros abaixo, o Leitor pode acessar o Site da Loja Virtual Candeia Net : www.candeianet.com.br . Na Página principal, selecione a opção “AUTOR” e digite os dois primeiros nomes do mesmo, no campo abaixo do termo “BUSCAR”.
1) Reencarnação – O Elo Perdido do Cristianismo, de Elisabeth Clare Prophet, Editora Nova Era.
Você vai saber como a Reencarnação esclarece os antigos conceitos cristãos, como o batismo, a ressurreição e o reino de Deus. Veremos também como os Patriarcas da Igreja suprimiram a Reencarnação da teologia cristã e por que a Reencarnação pode resolver muitos dos conflitos que atualmente afligem a humanidade. Observe a partir da pág. 211 ( 3ª Edição ): “…Justiniano, que reinou de 527 a 565, foi o imperador mais hábil depois de Constantino – e o que mais ativamente interferiu na teologia cristã. Emitiu éditos ( ordens judiciais ), esperando que a Igreja endossasse os mesmos sem questionar. Nomeou bispos e mandou até mesmo prender o Papa. Sua esposa Teodora, antiga cortesã, manipulava os assuntos da Igreja nos bastidores…”
2) Analisando as Traduções Bíblicas, de Severino Celestino da Silva, Idéia Editora.
Análise da tradução dos Textos Bíblicos, principalmente os considerados mais divergentes, com relação à Doutrina Espírita. Mostra as distorções nas traduções do hebraico para as línguas grega e latina. Utiliza vários textos escritos em caracteres hebraicos. Verifique nas págs. 157 a 159 ( 4ª Edição ), conforme o texto : “…Teodora teve muita influência nos assuntos do governo do marido e até no que se referiu à teologia. Foi ela quem acomodou os monges egípcios e os clérigos celíacos nos vários palácios da capital e sobretudo no palácio de Hormisdas, que se tornara o centro da propaganda monofisista…” .
“…Por ter sido ela uma prostituta, suas ex-colegas se sentiam orgulhosas e decantavam tal honra. Mas esse fato a revoltara e se constituía numa desonra, fazendo com que mandasse matar todas as quinhentas prostitutas de Constantinopla”.
3) A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência, de José Reis Chaves, Editora Martin Claret. Nesta Obra, é citada a fonte : O Mistério do Eterno Retorno, de Jean Prieur, Editora Best Seller.
Crer na Reencarnação implica negar a Ressurreição ? Respostas a essas perguntas você encontrará neste livro, no qual a Reencarnação é vista como realidade histórica, bíblica e científica. Constate que no Capítulo 8, páginas 185 em diante ( 5ª Edição ), o relato se assemelha com os registros obtidos do Livro “Analisando as Traduções Bíblicas”, citado anteriormente. A Bíblia tem seu valor e merece o nosso respeito. É óbvio que os erros nela existentes não são de Deus, são dos homens, sejam eles do mundo físico ou espiritual – conclui o notável Escritor.

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Fonte: http://www.verdadeluz.com.br/o-concilio-de-constantinopla-a-supressao-da-reencarnacao/

 

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O Evangelho de São Tomé

O chamado Evangelho de Tomé é um apócrifo, pois não faz parte do cânone definido pela Igreja de Roma porque, em sua opinião, não foi inspirado por Deus; mas é, de facto, um apócrifo no verdadeiro sentido do termo grego de que deriva, pois é um texto oculto, secreto, reservado a iniciados nos mistérios, como o autor define logo no início ao dizer “Estas são as Sentenças ocultas [logo, secretas] que o Jesus vivo proferiu (e) quem encontrar a (sua) interpretação (…) não experimentará a morte”, e não a encontrará porque terá já alcançado um elevado grau de iniciação.

Trata-se de uma coleção de 114  Sentenças de Jesus, algumas com correspondência nos evangelhos canônicos, principalmente nos sinópticos, na sua maioria de difícil, ou mesmo impossível interpretação para não iniciados.

O Evangelho de Tomé  foi escrito por volta do ano 140 A.D., tendo sido citado por alguns Padres da Igreja, como Orígenes (185-254), até que em 787 foi considerado herético pelo Segundo Concílio de Niceia. Porém, a despeito da sua antiguidade,  apenas foi parcialmente conhecido no Ocidente em 1920, quando o professor H. G. Evelyn White, da Universidade de Cambridge, publicou The Sayings of Jesus from Oxyhrynchus, uma tradução em inglês de dois papiros em grego do século III, onde constam, somente, 14 Sentenças, e que foram descobertos, em mau estado, entre 1896 e 1907 na famosa estação arqueológica de Oxyrhynchus.  O texto completo apenas foi conhecido do grande público em 1981, quando a Harper Row, Publishers publicou The Nag Hammadi Library, a tradução em inglês dos cinquenta e dois tratados, escritos em copta,  encontrados próximo de Nag Hammadi .

O Evangelho de Tomé é um texto gnóstico que reflete ensinamentos de uma escola de mistérios maiores, cuja espiritualidade me parece superior à de João, porque, enquanto este define, no prólogo, o âmbito cósmico e a intemporalidade do trabalho do Cristo, e realça a sua analogia com o Verbo, o autor do Evangelho de Tomé vai muito mais alto e encoraja os crentes a procurar conhecer Deus através das capacidades que lhes foram divinamente concedidas; aliás. o Evangelho de João é muito mais acessível a um não iniciado do que o Evangelho de Tomé.

 

Estas são as sentenças ocultas que o Jesus vivo pronunciou e Judas Tomé, o Gêmeo registrou.

1 E ele disse: “Quem quer que descubra a interpretação destas sentenças não provará a morte”. 2 Jesus disse: “Que aquele que procura não deixe de procurar até que encontre. Quando encontrar, ficará perturbado. Quando estiver perturbado, ficará maravilhado e dominará tudo”. 3 Jesus disse: “Se seus lideres lhes dizem: ‘Vejam, o reino está no céu’, então os pássaros do céu os precederão. Se lhes dizem: ‘Está no mar’, então o peixe os precederá. Antes, o reino está dentro de vocês e está fora de vocês”. “Quando vocês se conhecerem, então serão conhecidos, e compreenderão que são filhos do pai vivo. Mas se não se conhecem, então vivem na pobreza e são a pobreza”. 4 Jesus disse: “A pessoa na velhice não hesitará em perguntar a uma criancinha de sete dias sobre o lugar da vida, e essa pessoa viverá. Pois muitos dos primeiros serão os últimos e se tornarão um só”. 5 Jesus disse: “Conheça o que está diante de sua face, e o que está oculto para você ser-lhe-á revelado. Pois nada há oculto que não seja revelado”. 6 Seus seguidores perguntaram-lhe e disseram-lhe: quer que jejuemos? Como devemos rezar? Devemos dar esmolas? Que tipo de alimentação devemos observar?” Jesus disse: “Não devem mentir e não devem fazer o que odeiam, porque todas as coisas são desvendadas diante do céu. Pois nada há oculto que não seja revelado, e nada há encoberto que permaneça velado”. 7 Jesus disse: “Feliz é o leão que o ser humano comerá, pois assim o leão se torna humano. E tolo é o ser humano que o leão comerá, e o leão se tornará humano”. 8 E ele disse: “A humanidade é como um pescador sábio que lança sua rede ao mar e a tirou do mar cheia de pequenos peixes. Entre estes o pescador sábio descobriu um peixe grande e excelente. Jogou os, peixes pequenos de volta ao mar e sem dificuldade escolheu o peixe grande. Quem quer que tenha ouvidos para ouvir deve ouvir”. 9 Jesus disse: “Vejam, o semeador saiu, tomou um punhado (de sementes) e (as) espalhou. Algumas caíram no caminho, e os pássaros vieram e as apanharam. Outras caíram na rocha e não criaram raiz no solo e não produziram brotos de grão. Outras caíram em espinhos e estes sufocaram as sementes e os vermes as devoraram. E outras caíram em solo bom, e ele produziu uma boa colheita: rendeu sessenta por medida e cento e vinte por medida”. 10 Jesus disse: “Lancei fogo sobre o mundo, e veja, observo-o até que ele arda”. 11 Jesus disse: “Este céu passará, e o que está acima dele passará. “Os mortos não estão vivos, e os vivos não morrerão. “Durante os dias em que comiam o que está morto, vocês o tornaram vivo. Quando estiverem na luz, o que farão? “No dia em que eram um, vocês se tornaram dois. Mas quando se tornarem dois, o que farão?” 12 Os seguidores disseram a Jesus: “Sabemos que você nos deixará. Quem será nosso líder?” Jesus lhos disse: “Não importa onde estiverem, procurarão Tiago, o Justo, em consideração de quem foram criados o céu e a terra. 13 Jesus disse a seus seguidores: “Comparem-me com algo e digam-me com que me assemelho”. Simão Pedro disse-lhe. “O senhor é como um mensageiro justo”. Mateus disse-lhe: “O senhor é como um sábio filósofo”. Tomé disse-lhe: “Mestre, minha boca é totalmente incapaz de dizer com que o senhor se assemelha”. Jesus disse: “Não sou seu mestre. Porque você bebeu, embriagou-se na fonte borbulhante que ofereci”. E se afastou com ele e lhe disse três sentenças. Quando Tomé voltou para seus amigos, estes lhe perguntaram: “O que Jesus lhe disse?” Tomé lhos disse: “Se eu lhos expuser uma das sentenças que ele me disse, vocês pegarão pedras e me apedrejarão, e das pedras virá fogo e os consumirá”. 14 Jesus disse-lhes: “Se jejuarem, incorrem em pecado, e se orarem, serão condenados, e se derem esmolas, prejudicarão os seus espíritos. “Quando forem a qualquer região e andarem pelo campo, quando as pessoas os receberem, comam o que lhes servirem e curem aquelas que estiverem doentes. Pois o que entrar em sua boca não os conspurcará, é o que sai de sua boca que os conspurcará”. 15 Jesus disse: “Quando virem alguém que não nasceu de mulher, prosternem-se e adorem. Este é o seu pai”. 16 Jesus disse: “Talvez as pessoas julguem que vim para impor paz ao mundo. Não sabem que vim para impor conflitos sobre a terra: fogo, espada, guerra. Pois haverá cinco em uma casa: haverá três contra dois e dois contra três, pai contra filho e filho contra pai, e permanecerão sozinhos”. 17 Jesus disse: “Dar-lhes-ei o que nenhum olho viu, o que nenhum ouvido ouviu, o que nenhuma mão tocou, o que não se manifestou no coração humano”. 18 Os seguidores disseram a Jesus: “Diga-nos como será nosso fim”. Jesus disse” “Vocês descobriram, então, o princípio, de modo que procuram o fim? Onde o princípio está, o fim estará. Feliz é aquele que permanece no principio: ele conhecerá o fim e não provará a morte”. 19 Jesus disse: “Feliz aquele que existiu antes de existir. “Se se tornarem meus seguidores e ouvirem minhas palavras, estas pedras lhes servirão. “Pois para vocês há cinco árvores no paraíso; elas não se modificam, seja no verão, seja no inverno, e suas folhas não caem. Quem quer que as conheça não provará a morte”. 20 Os seguidores disseram a Jesus: “Diga-nos com o que se assemelha o reino do céu”. Ele lhes disse: “É como uma semente de mostarda. é a menor de todas as sementes, mas quando cai em solo preparado produz uma grande planta e se torna abrigo para os pássaros do céu”. 21 Maria disse a Jesus: “Seus seguidores se assemelham com o quê?” Disse ele: “São como criancinhas que vivem em um campo que não é delas. Quando os proprietários do campo chegarem, eles dirão: ‘Devolvam-nos nosso campo’. Elas tiram suas roupas na frente deles a fim de devolvê-lo para eles e lhes entregam seu campo. “Por esta razão eu digo: se o dono de uma casa sabe que um ladrão está vindo, ele ficará alerta antes que o ladrão chegue e não deixará o ladrão invadir a casa de sua propriedade e roubar seus bens. Quanto a vocês, então, fiquem alerta contra o mundo. Armem-se de grande força, ou os assaltantes poderão encontrar um meio de chegar até vocês, pois o contratempo que esperam chegará. Que tenham entre vocês uma pessoa que compreenda. “Quando a safra amadureceu, a pessoa veio rapidamente com a foice na mão e a colheu. Quem quer que tenha ouvidos para ouvir deve ouvir”. 22 Jesus viu algumas criancinhas. Disse ele a seus seguidores: “Essas crianças são como aqueles que entram no reino”. Eles lhe disseram: “Então devemos entrar no reino como criancinhas?” Jesus lhes disse: “Quando de dois fizerem um, e o de dentro ser como o de fora, e o de fora ser como o de dentro, e o de cima ser como o de baixo, e quando de homem e mulher fizerem um só, então o homem não será homem nem a mulher será mulher, quando puserem olhos em lugar de um olho, uma mão em lugar de uma mão, um pé em lugar de um pé, uma imagem em lugar de uma imagem, então vocês entrarão [no reino]”. 23 Jesus disse: “Eu os escolherei, um dentro mil e dois dentre dez mil, e eles permanecerão como um só”. 24 Seus seguidores disseram: “Mostre-nos o lugar onde você está, pois temos de procurar por ele”. Ele lhes disse: “Quem quer que tenha ouvidos deve ouvir. Há luz dentro de uma pessoa de luz, e a luz brilha sobre o mundo. Se não brilha, faz-se treva”. 25 Jesus disse: “Ame seu irmão como sua alma, proteja essa pessoa como a pupila de seu olho”. 26 Jesus disse: “Você vê o cisco que está no olho de seu irmão, mas não vê a trave que está em seu próprio olho. Quando tirar a trave de seu próprio olho, então você verá de modo suficientemente claro para tirar o cisco do olho de seu irmão”. 27 “Se não jejuarem do mundo, vocês não encontrarão o reino. Se não observarem o sabá como sabá, não verão o pai”. 28 Jesus disse: “Permaneci no meio do mundo, e em carne apareci para eles. Encontrei-os todos embriagados e não encontrei nenhum deles sedento. Minha alma padeceu pelos filhos da humanidade, porque estão cegos em seus corações e não vêem, pois vieram ao mundo vazios e procuram sair do mundo vazios. Mas agora estão embriagados. Quando se livrarem de seu vinho, então se arrependerão”. 29 Jesus disse: “Se a carne foi criada por causa do espírito, isto é uma maravilha, mas se o espirito foi criado por causa do corpo, isto é maravilha das maravilhas. No entanto, maravilha-me como essa grande riqueza veio a estar nesta pobreza”. 30 Jesus disse: “Onde há três divindades, elas são divinas. Onde há duas ou uma, estou com esta”. 31 Jesus disse: “Um profeta não é aceitável na própria aldeia do profeta; um médico não cura aqueles que conhecem o médico”. 32 Jesus disse: “Uma cidade construída sobre alta montanha e fortificada não pode cair, nem pode estar oculta”. 33 Jesus disse: “O que ouvirem em seu ouvido, de seu telhado proclamem no outro ouvido. Pois ninguém acende uma lâmpada e a põe sob uma cesta, nem a põe em lugar escondido. Ao contrário, põe-na em um suporte, de modo que todos os que vêm e vão vejam sua luz”. 34 Jesus disse: “Se uma pessoa cega conduz uma pessoa cega, ambas cairão em um buraco”. 35 Jesus disse: “Você não pode entrar na casa do forte e retirá-lo à força sem atar-lhe as mãos. Então você poderá saquear a casa da pessoa”. 36 Jesus disse: “Não se preocupe, da manhã até a noite e da noite até a manhã, com o que vestirá”. 37 Seus seguidores disseram: “Quando você aparecerá para nós, e quando o veremos?” Jesus disse: “Quando vocês se desnudarem sem se envergonharem e tomarem suas roupas e as puserem sob seus pés como crianças e as pisarem, então [vocês] verão o filho daquele que vive e não terão medo”. 38 Jesus disse: “Com freqüência vocês desejam ouvir estas palavras que pronuncio para vocês, e não têm ninguém mais de quem ouvi-las. Haverá dias em que me procurarão e não me encontrarão”. 39 Jesus disse: “Os fariseus e os escribas tomaram as chaves do conhecimento e as esconderam. Eles não entraram, nem permitiram que entrassem aqueles que querem entrar. Quanto a vocês, sejam tão astutos quanto cobras e tão inocentes quanto pombas”. 40 Jesus disse: “Uma videira foi plantada longe do pai. Como não é forte, será arrancada pela raiz e morrerá”. 41 Jesus disse: “Quem tiver algo na mão receberá mais, e quem nada tiver será privado até mesmo do pouco que tiver”. 42 Jesus disse: “Sejam transeuntes”. 43 Seus seguidores disseram-lhe: “Quem é o senhor para nos dizer estas coisas?” “Não sabem quem sou pelo que digo a vocês. Ao contrário, vocês se tornaram como os judeus, pois estes gostam da árvore, mas odeiam seu fruto, ou gostam do fruto, mas odeiam a árvore”. 44 Jesus disse: “Quem quer que blasfeme contra o pai será perdoado, e quem quer que blasfeme contra o filho será perdoado, mas quem quer que blasfeme contra o espírito santo não será perdoado, seja na terra, seja no céu”. 45 Jesus disse: “As uvas não são colhidas em árvores com espinhos, nem figos são colhidos em cardos, pois não dão fruto. Uma pessoa boa produz o bem a partir do depósito; uma pessoa má produz coisas más a partir do corrompido depósito do coração e diz coisas más. Da abundância do coração esta pessoa produz coisas más”. 46 Jesus disse: “De Adão a João Batista, entre os que nasceram de mulheres, ninguém é tão grande como João Batista, para que os olhos da pessoa não devam ser afastados. Mas eu disse que quem quer que dentre vocês se torne criança conhecerá o reino e se tornará maior que João”. 47 Jesus disse: “Uma pessoa não pode montar dois cavalos ou curvar dois arcos. E um servidor não pode servir a dois senhores, ou esse servidor honrará um e ofenderá outro. Ninguém bebe vinho envelhecido e imediatamente deseja beber vinho novo. O vinho novo não é posto em odres envelhecidos, ou estes podem quebrar, e vinho envelhecido não é posto em odre novo, ou o vinho pode estragar. Um pano velho não é costurado em uma roupa nova, pois iria haver um rasgão”. 48 Jesus disse: “Se dois fazem as pazes entre si em uma mesma casa, dirão à montanha: ‘Mova-se’, e ela se moverá”. 49 Jesus disse: “Felizes aqueles sozinhos e escolhidos, pois encontrarão o reino. Vocês vieram dele e retornarão a ele.” 50 Jesus disse: “Se lhes disserem: ‘De onde vieram?’, digam-lhes: Viemos da luz, do lugar onde a luz surgiu por si, estabeleceu-[se] e apareceu em sua imagem’. Se lhes disserem: ‘Ela é vocês?’ digam: ‘Somos seus filhos e somos os escolhidos do pai vivo’. Se lhes perguntarem: ‘Qual é a evidência de seu pai em vocês?’ digam-lhes: ‘É movimento e repouso’.” 51 Seus seguidores disseram-lhe: “Quando o repouso para os mortos ocorrerá e quando virá o mundo novo?” Ele lhes disse: “O que vocês esperam já veio, mas vocês não o conhecem”. 52 Seus seguidores disseram-lhe: “Vinte e quatro profetas falaram em Israel, e todos falaram de você”. Ele lhes disse: “Vocês desconsideraram quem está vivo em sua presença e falaram dos mortos”. 53 Seus seguidores disseram-lhe: “A circuncisão é útil ou não?” Ele lhes disse: “Se fosse útil, os pais das crianças as teriam produzido já circuncidadas em suas mães. A verdadeira circuncisão no espírito tornou-se valiosa em todos os aspectos”. 54 Jesus disse: “Felizes os pobres, pois de vocês é o reino do céu”. 55 Jesus disse: “Quem quer que não odeie o pai e a mãe não pode ser meu seguidor, e quem quer que não odeie irmãos e irmãs e não carregue a cruz como eu carrego não será digno de mim”. 56 Jesus disse: “Quem quer que tenha chegado a conhecer o mundo descobriu uma carcaça, e quem quer que tenha descoberto uma carcaça, dessa pessoa o mundo não é digno”. 57 Jesus disse: “O reino do pai é como uma pessoa que tinha [boa] semente. Seu inimigo veio à noite e semeou ervas daninhas entre a boa semente. A pessoa não deixou arrancarem as ervas daninhas, mas lhes disse: ‘Não, ou vocês poderiam ir arrancar as ervas daninhas e com elas arrancar o trigo’. Pois no dia da colheita a erva daninha estará evidente e será arrancada e queimada.” 58 Jesus disse: “Feliz a pessoa que trabalhou muito e encontrou a vida”. 59 Jesus disse: “Olhem para aquele que vive enquanto vocês viverem, ou podem morrer e então tentar ver aquele que vive, e não conseguirão vê-lo” 60 um samaritano levando um cordeiro e indo para a Judéia. Ele disse a seus seguidores: “<…> esse homem <…> perto do cordeiro”. Disseram-lhe: “Ele pode matá-lo e comê-lo”. Ele lhes disse: “Ele não o comerá enquanto estiver vivo, mas somente depois que o matar e tiver se transformado em carcaça”. Disseram: “De outro modo ele não poderá fazê-lo. Ele lhes disse: “Também quanto a vocês, procurem para vocês um lugar para repousarem, ou podem tornar-se uma carcaça e serem comidos”. 61 Jesus disse: “Dois descansarão em um leito; um morrerá, um viverá”. Salomé disse: “Quem é você? Você subiu ao meu leito e comeu de minha mesa como se fosse de alguém. Jesus disse a ela: “Sou aquele que vem do que é inteiro. Venho dentre as coisas de meu pai”. “Sou sua seguidora”. “Por esta razão, digo: se alguém é , ficará cheio de luz, mas se alguém é dividido, ficará cheio de treva”. 62 Jesus disse: “Desvendo meus mistérios para aqueles [que são dignos] de [meus] mistérios. Não deixem que sua mão esquerda saiba o que sua direita está fazendo”. 63 Jesus disse: “Havia um homem rico que tinha muito dinheiro. Ele disse: ‘Usarei meu dinheiro para que possa semear, ceifar, plantar e encher meus armazéns com a produção, de modo que nada me falte. Estas eram as coisas que ele estava pensando em seu coração, mas nessa mesma noite ele morreu. Quem quer que tenha ouvidos deve ouvir”. 64 Jesus disse: “Um homem estava recebendo convidados. Quando tinha preparado o jantar, mandou seu criado convidar as pessoas. “O criado dirigiu-se ao primeiro e disse a este: ‘Meu senhor o convida’. “Essa pessoa disse: ‘Alguns comerciantes me devem dinheiro; eles vão estar comigo esta noite Devo ir e lhes dar ordens. Por favor, desculpe-me pelo jantar’”. “0 criado dirigiu-se a outro e disse a este: ‘Meu senhor o convidou’. “Essa pessoa disse ao criado: ‘Comprei uma casa e tenho de me afastar por um dia. Não terei tempo’. “O criado dirigiu-se a outro e disse a este: ‘Meu senhor o convida’. “Essa pessoa disse ao criado: ‘Meu amigo vai casar-se e devo cuidar do banquete. Não poderei ir. Por favor, desculpe-me pelo jantar. “O criado dirigiu-se a outro e disse a este: ‘Meu senhor o convida’. “Esta pessoa disse ao criado: ‘Comprei uma propriedade e estou indo receber o aluguel. Não poderei ir. Por favor, apresente minhas desculpas’. “O criado retornou e disse a seu senhor: ‘As pessoas que o senhor convidou para o jantar pediram que fossem desculpadas’. “O senhor disse a seu criado: ‘Sala às ruas e traga para jantar quem quer que você encontre’. “Compradores e comerciantes não [irão] entrar nos lugares de meu pai”. 65 Disse ele: “Um […] homem possuía um vinhedo e o alugou a alguns agricultores, de modo que cuidassem dele e ele pudesse arrecadar deles a produção do vinhedo. Enviou seu criado para que os agricultores pudessem dar ao criado a produção do vinhedo. Prenderam, espancaram e quase mataram seu criado, e o criado retornou e fez o relato a seu senhor. Seu senhor disse: ‘Talvez ele não os conhecesse’. Ele enviou outro criado, e os agricultores espancaram também este. Então o senhor enviou seu filho e disse: ‘Talvez mostrem algum respeito por meu filho’. Assim que os agricultores ficaram sabendo que se tratava do herdeiro do vinhedo, prenderam-no e mataram-no. Quem quer que tenha ouvidos deve ouvir”. 66 Jesus disse: “Mostrem-me a pedra que os construtores rejeitaram: esta é a pedra angular”. 67 Jesus disse: “Quem conhece tudo, mas está desprovido em si, está absolutamente desprovido”. 68 Jesus disse: “Felizes são vocês quando são odiados e perseguidos; e nenhum lugar se encontrará, onde quer que tenham sido perseguidos”. 69 Jesus disse: “Felizes aqueles que foram perseguidos em seus corações: eles são aqueles que verdadeiramente chegaram a conhecer o pai. Felizes aqueles que são famintos, que o estômago da pessoa em privação possa ser satisfeito”. 70 Jesus disse: “Se vocês expuserem o que está dentro de vocês, o que têm os salvará. Se não têm isto dentro de vocês, o que não têm dentro de vocês [irá] matá-los”. 71 Jesus disse: “Destruirei [esta] casa, e ninguém será capaz de construi-la […]”. 72 “Uma [pessoa disse] a ele: “Diga a meus irmãos para dividirem as posses de meu pai comigo”. Ele disse à pessoa: “Quem me fez um divisor?” Ele se voltou para seus discípulos e lhes disse: “Não sou um divisor, sou?” 73 Jesus disse: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Então peçam ao senhor para enviar trabalhadores para a colheita”. 74 Ele disse: “Senhor, há muitos em torno da vasilha de beber, mas nada há no poço”. 75 Jesus disse: “Há muitos que permanecem à porta, mas aqueles que estão sós entrarão no cômodo nupcial”. 76 Jesus disse: “O reino do pai é como um comerciante que tinha um fornecimento de mercadoria e então encontrou uma pérola. Esse comerciante foi prudente; vendeu a mercadoria e comprou para ele a pérola. Assim, também quanto a vocês, procurem seu tesouro que é inexaurível, que é perdurável, onde nenhuma traça vem devorar e nenhum verme destrói”. 77 Jesus disse: “Sou a luz que está sobre todas as coisas. Sou tudo: de mim saiu tudo e a mim tudo chegou. Dividam um pedaço de madeira; ai estou. Ergam a pedra, e ai me encontrarão”. 78 Jesus disse: “Por que vocês saíram para o campo? Para ver um junco agitado pelo vento? E para ver uma pessoa vestida com roupas leves, [como seus] governantes e seus poderosos? Estão vestidos com roupas leves e não podem compreender a verdade”. 79 Uma mulher da multidão disse-lhe: “Felizes o ventre que o carregou e os seios que o alimentaram”. Ele disse a [ela]: “Felizes aqueles que ouviram a palavra do pai e verdadeiramente a guardaram. Pois haverá dias em que vocês dirão: ‘Felizes o ventre que não concebeu e os seios que não deram leite'”. 80 Jesus disse: “Quem quer que conheça o mundo descobriu o corpo, e quem quer que tenha descoberto o corpo, desta pessoa o mundo não é digno”. 81 Jesus disse: “Que alguém que se tornou rico governe e que quem tem poder renuncie [a ele]”. 82 Jesus disse: “Quem quer que esteja perto de mim está perto do fogo e quem quer que esteja longe de mim está longe do reino”. 83 Jesus disse: “As imagens são visíveis para as pessoas, mas a luz dentro delas está oculta na imagem da luz do pai. Ele será desvendado, mas sua imagem está oculta por sua luz”. 84 Jesus disse: “Quando vocês vêem sua semelhança, vocês ficam felizes. Mas quando vocês vêem suas imagens que surgiram antes de vocês, e que nem morrem nem se tornam visíveis, quanto irão suportar!” 85 Jesus disse: “Adão proveio de grande poder e grande riqueza, mas não foi digno de vocês Pois se tivesse sido digno, [ele] não [teria provado] a morte”. 86 Jesus disse: “[As raposas têm] suas tocas e os pássaros têm seus ninhos, mas o filho da humanidade não tem lugar para pôr sua cabeça e repousar”. 87 Jesus disse: “Como é deplorável o corpo que depende de um corpo, e como é deplorável a alma que depende desses dois”. 88 Jesus disse: “Os mensageiros e os profetas se dirigirão a vocês e lhes darão o que é de vocês. Vocês, por sua vez, darão a eles o que têm e dirão a si mesmos: ‘Quando eles virão e pegarão o que é deles?'” 89 Jesus disse: “Por que lavam o lado de fora da traça? Vocês não compreendem que aquele que fez o lado de dentro é também quem fez o lado de fora?”‘ 90 Jesus disse: Venham a mim, pois meu jugo é fácil e meu domínio suave, e encontrarão repouso para vocês”. 91 Eles lhe disseram: “Diga-nos quem você é para que possamos acreditar em você”. Ele lhes disse: “Vocês examinam a face do céu e da terra, mas vocês não conhecem quem está em sua presença e não sabem como examinar este momento”. 92 Jesus disse: “Procurem e encontrarão. No passado, entretanto, não lhes falei sobre as coisas a respeito das quais me indagavam. Agora estou disposto a dizê-las, mas vocês não as estão procurando. 93 “Não dêem o que é sagrado aos cães, ou eles podem jogá-lo no monte de esterco. Não joguem pérolas [aos] porcos, ou eles podem… […]”. 94 Jesus [disse]: “Quem procura, encontrará; para [quem bate] ser-lhe-á aberta”. 95 [Jesus disse]: “Se vocês têm dinheiro, não o emprestem a juros. Ao contrário, dêem[-no] a alguém de quem não o receberão de volta”. 96 Jesus [disse]: “O reino do pai é como [uma] mulher. Ela pegou um pouco de fermento, [escondeu]-o na massa e fez pães grandes. Quem quer que tenha ouvidos deve ouvir”. 97 Jesus disse: “O reino [do pai] é como uma mulher que estava carregando um [jarro] cheio de farinha. Enquanto caminhava por [uma] longa estrada, a asa do jarro quebrou e a farinha se espalhou por trás dela [ao longo do] caminho. Ela não percebeu isto; não observou qualquer problema. Quando chegou à casa, pôs o jarro no chão e descobriu que estava vazio”. 98 Jesus disse: “O reino do pai é como uma pessoa que queria matar alguém poderoso. Em casa, tirou a espada e a enfiou na parede para ver se sua mão acompanharia. Depois matou o poderoso” 99 Os seguidores disseram-lhe: “Seus irmãos e sua mãe estão lá fora”. Ele lhes disse: “Aqueles aqui que fazem a vontade de meu pai são meus irmãos e minha mãe São aqueles que entrarão no reino de meu pai”. 100 Mostraram a Jesus uma moeda de ouro e lhe disseram: “Os homens de César exigem impostos de nós”. Ele lhes disse: “Dêem a César as coisas que são de César, dêem a Deus as coisas que são de Deus, e me dêem o que é meu. 101 “Quem quer que não odeie [o pai] e a mãe como eu não pode ser um [seguidor] meu, e quem quer que [não] ame [o pai e] a mãe como eu não pode ser um [seguidor] meu. Pois minha mãe […], mas minha verdadeira [mãe] me deu a vida”. 108 Jesus disse: “Malditos os fariseus, pois são como um cão que dorme na manjedoura do gado, pois nem come nem [deixa] o gado comer”. 103 Jesus disse: “Feliz a pessoa que sabe onde os ladrões vão entrar, de modo que [ela] pode levantar-se, reunir suas posses e armar-se antes que entrem”. 104 Disseram a Jesus: “Venha, rezemos hoje e jejuemos”. Jesus disse: “Que pecado cometi ou como fui destruído? Quando o noivo sair do quarto nupcial, que as pessoas jejuem e rezem”. 105 Jesus disse: “Quem quer que conheça o pai e a mãe será chamado filho de uma prostituta”. 106 Jesus disse: “Quando de dois fizerem um, vocês se tornarão filhos do homem, e quando vocês disserem: ‘Montanha, mova-se’, ela se moverá”. 107 Jesus disse: “O reino é como um pastor que tinha cem ovelhas. Uma delas, a maior, extraviou-se. Ele deixou as noventa e nove e procurou aquela até que a encontrou. Depois de ter passado por esse contratempo, ele disse à ovelha: ‘Amo-a mais que às noventa e nove'”. 108 Jesus disse: “Quem beber de minha boca se tornará como eu; eu próprio me tornarei essa pessoa, e as coisas ocultas serão reveladas para essa pessoa”. 109 Jesus disse: “O reino é como uma pessoa que tinha um tesouro escondido no campo mas não sabia. E [quando] ela morreu, deixou-o para seu [filho]. 0 filho não sabia (do tesouro). Assumiu o campo e o vendeu. O comprador arava, [descobriu] o tesouro e começou a emprestar dinheiro a juro para quem desejasse”. 110 Jesus disse: “Que aquele que descobriu o mundo e se tornou rico renuncie ao mundo”. 111 Jesus disse: “Os céus e a terra se envolverão em sua presença, e quem quer que viva daquele que vive não verá a morte”. Não disse Jesus: “Quem quer que se tenha encontrado, dessa pessoa o mundo não é digno?” 112 Jesus disse: “Maldita a carne que depende da alma. Maldita a alma que depende da carne”. 113 Seus seguidores disseram-lhe: “Quando virá o reino?” “Não virá quando se espera por ele. Não se dirá: ‘Vejam, aqui está ele’ ou ‘Vejam, ali está ele’. O reino do pai está espalhado pela terra, e as pessoas não o vêem”. 114 Simão Pedro disse a eles: “Maria deveria deixar-nos, pois as mulheres não são dignas da vida”. Jesus disse: “Eu a guiarei para fazer dela homem, de modo que também ela possa tornar-se um espírito vivo semelhante a vocês homens. Pois toda mulher que se torna homem entrará no reino do céu”.

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Não se preocupe com o envelhecimento, preocupe-se em crescer

Os anos passam para todos, e o envelhecimento é algo inerente à vida. Podemos focar nossa energia em amadurecer, crescer, e não apenas em evitar a velhice.

Mentiríamos se disséssemos que não nos preocupamos com o envelhecimento. É um pensamento inculcado pela sociedade, que nos provoca uma grande inquietação.

Tudo isso é fruto de uma publicidade enganosa que nos incita a nos esforçar para parecer eternamente jovens. Entretanto, na realidade, crescer é o mais importante.

Ficamos muito centrados na aparência e, enquanto isso, abandonamos nosso interior.

 Os anos e o processo de envelhecimento não deveriam nos dar tristeza, mas sim alegria.

Poder celebrar seu aniversário por mais um ano significa que você cresceu. Você se dá conta do quanto mudou? Não é a mesma pessoa de antes.

Não viva com pressa

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A publicidade, a televisão e toda a informação que recebemos dos meios de comunicação não são os únicos que nos oprimem com uma visão negativa do que é envelhecer. A forma como vivemos também tem muito a ver.

No entanto, isso não vem de agora. Um exemplo é que, há muitos anos, uma mulher tinha que ter filhos mais jovem, o que diminuía muito a possibilidade de desfrutar sua juventude. Também devia se casar jovem pois, com a idade, ninguém se interessaria por ela.

Ideias que ficaram no passado, mas que, de alguma forma, se transformaram.

Você tem tempo para si? O trabalho faz com que não tenhamos o tempo necessário para nos cuidar, para cultivar nosso interior, para dar um passeio na natureza ou apenas para ler um bom livro.

Desde crianças, somos levados a frequentar incontáveis aulas extra-escolares para poder aprender tudo o que é necessário para sermos competentes na vida.

 

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À medida que os anos passam, nada disso muda. Deveres que se tornam trabalho, depois projetos que se realizam fora de aula, que se traduzem em horas extras.

No fim, o tempo passa e não o desfrutamos. Os dias transcorrem sob estresse e pensamos apenas em terminar tudo ou, pelo menos, adiantar tudo para o dia seguinte.

Você realmente desfruta o presente? Já pensou nisso alguma vez?

O futuro é o nosso presente

O aqui e agora não existe, se transformou num amanhã repleto de expectativas e coisas para fazer que, às vezes, não chegam a acontecer.

Tendemos a adiar o que nos agrada para dar prioridade a nossas responsabilidades. Esgotamo-nos e mergulhamos em tarefas que, muitas vezes, não podemos realizar.

Como o seu tempo não vai passar rápido? Quando criança, você desfrutava o momento. Não pensava no amanhã, mas se centrava no agora, em aprender e crescer.

Seus cinco sentidos se concentravam no presente, desfrutando de cada sensação, de cada estímulo, surpreendendo-se constantemente.

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Não perca: Trabalhe para viver, não viva para trabalhar

Talvez o problema tenha sido esse. Nada mais é novo para nós, e adotamos rotinas aborrecidas que nos impedem de parar e descansar.

No entanto, isso não quer dizer que você tenha que abandonar o que gosta de fazer ou aquelas responsabilidades que não há outra saída a não ser atender.

Estamos nos referindo ao fato de que você precisa aprender a sentir, a crescer e a ver.

Não tema o envelhecimento: sinta, experimente, viva, cresça…

Não pense no passado, tampouco no futuro. Faça como quando era criança e concentre-se no agora. Se fizer isso, esquecerá que existe um amanhã e se dará inteiro para hoje mesmo.

Você não ficará abatido por muito tempo e se sentirá muito bem, notando-se produtivo em seu trabalho. Esforce-se para desfrutar de tudo e de todos, pense no que sente e respire profundamente.

Se gostar de dar uma volta ao sair do trabalho, faça isso. Se quiser se dar um capricho, faça isso também.

O hoje existe; do amanhã, nada sabemos. Você vai deixar passar a oportunidade de viver este dia ao máximo?

Esquecemo-nos de fazê-lo, a rotina é como nossa zona de conforto. Ela começa a anular nossas emoções e nossos sentimentos, e nos torna pessoas cinzentas.

 

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Isso não nos ajuda a crescer, pois não nos enriquece, mas sim o contrário. Torna-nos pessoas superficiais, continuamente descontentes e tristes.

Se você se preocupa com o envelhecimento, pare para pensar em como vive o seu dia a dia. Que o tempo passe lentamente ou depressa é uma concepção nossa. Quando estamos numa fila, passa terrivelmente devagar, quando estamos de férias, passa muito depressa.

Aprenda a apreciar tudo o que você faz, inclusive cada passo que você dá.

Porque o medo, a pressa e a despreocupação com nosso bem-estar interior fazem com que tenhamos medo do que tanto desejávamos um dia: sermos adultos, crescer…

 

https://asminhasdicas.org/9554/nao-se-preocupe-com-o-envelhecimento-preocupe-se-em-crescer-267/

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8 jogos de relaxamento para criar crianças emocionalmente fortes

Em uma época em que usamos os tablets para acalmar as crianças, torna-se ainda mais indispensável treinar os nossos filhos em técnicas de relaxamento. Podemos fazer isso através de jogos que, ao mesmo tempo em que desenvolvem recursos para a vida das crianças, também permitem que elas se divirtam.

Assim, tendo em conta que vivemos em uma sociedade que fomenta a pressa, os estímulos rápidos e a gratificação imediata, é de suma importância que tenhamos à mão recursos que favoreçam um maior autocontrole.

Por isso, com base nessa premissa, compilamos neste artigo alguns jogos que servem como técnicas de relaxamento para as crianças da família. Vamos ver em que consistem:

1. Soprar a vela!

Este jogo consiste em aprender a respirar de maneira profunda, ou seja, tomando ar pelo nariz, inflando a barriga, e expulsando aos poucos o ar enquanto sopramos a vela com intenção de apagá-la. Assim que a criança compreende as instruções, pedimos para ela se sentar em uma cadeira a dois metros da vela, que estará acesa em cima de uma mesa.

Ela não pode se levantar nem se inclinar, por isso esperamos que ela não consiga apagar a vela. Assim, aproximamos cerca de meio metro a cadeira da mesa. Iremos aproximar a cadeira de forma progressiva até que a criança consiga apagar a vela. Assim, teremos um jogo de uns 5 minutos em que a criança irá adquirir a habilidade de respirar fundo.

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2. O jogo do balão

A técnica do balão é um jogo maravilhoso que nos ajuda a fomentar o relaxamento através de uma respiração correta. O que vamos precisar? Apenas um espaço amplo e balões coloridos. O que devemos fazer? Encher um balão até ele explodir, depois encher outro e expulsar o ar lentamente manipulando a boca do balão.

Depois, pediremos para as crianças fecharem os olhos e imaginarem que estão se transformando em balões enquanto tomam ar. Em seguida, pediremos que elas expulsem o ar lentamente, como se fossem balões.

Depois de fazer isso, pediremos às crianças que nos contem situações nas quais se sentem como balões, situações em que elas não conseguem suportar ou tolerar algo. Então, pediremos que expliquem como resolveram isso, oferecendo alternativas se precisassem de ajuda para tomar consciência dessas situações.

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3. O jogo da semente

Com música relaxante de fundo e luz fraca, simbolizaremos o crescimento de uma árvore. Começaremos por colocar os joelhos no chão, inclinar a cabeça e estender os braços para a frente, como se fôssemos gatos se espreguiçando.

Somos uma semente que, ao som da música, vai crescendo e se transformando em uma árvore grande com belos galhos, que serão nossos braços estendidos para cima quando estivermos de pé. Este exercício é ideal para fazer com eles à noite, antes de irem para a cama.

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4. O conto da tartaruga

O conto da tartaruga, desenvolvido por Schneider, é magnífico para fomentar habilidades de autocontrole. Trata-se da história de uma pequena tartaruga que se irritava por tudo e que perdia o controle com grande facilidade.

Um dia, depois de se sentir sozinha e isolada, ela se encontra com uma sábia tartaruga que lhe dá uma dica para se controlar quando estiver com raiva: entrar em sua carapaça, contar até se acalmar, frear seus pensamentos e relaxar.

Este conto é ideal para ser narrado a crianças entre os 3 e os 7 anos de idade. Para facilitar a implementação desta habilidade, podemos lhes dar uma etiqueta ou um pedaço de papel com uma tartaruga sempre que elas realizarem o exercício em uma situação de tensão.

5. O pote da calma

Chamamos “pote da calma” um frasco em que colocamos água, silicone líquido para dar densidade ao conteúdo e, por exemplo, purpurina. Podemos fabricá-lo com as crianças como um trabalho manual, e é ideal para que elas o contemplem tanto em momentos de tensão, como em momentos que podemos chamar de “zen“.

A criança agita o pote e observa o movimento, depois disso explicaremos que a purpurina é como suas emoções, que se agitam e agitam até se tranquilizarem. É ideal para fomentar a reflexão.
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O simples ato de observar a purpurina se movendo lentamente lhes ajudará a se concentrar e a relaxar sua mente após momentos de grande ativação. Deixamos um vídeo que explica como fazer esse pote e como pode ser usado. Não se esqueça de fechar o pote com cola extraforte para impedir que ele se abra e derrame todo o conteúdo!

6. O jogo do soprador de bola gigante

Mais um recurso para se divertir e aprender a respirar fundo é o jogo do soprador. Consiste em que a criança mantenha a bola no ar por mais tempo possível. Divertido, não é? Este jogo é adorado pelas crianças e é muito funcional para favorecer o relaxamento.

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7. Amassar papéis, apertar bolas, rabiscar

Rabiscar, amassar papéis ou apertar bolas macias como bolas antiestresse é outro jogo maravilhoso para ajudar as crianças a canalizar suas emoções negativas. Além disso, ao mesmo tempo favorecemos o desenvolvimento das habilidades motoras finas, já que lhes ajudamos a fortalecer os músculos das mãos.

8. Pintar mandalas

Pintar mandalas favorece não só o relaxamento e a reflexão, mas também a capacidade de concentração e a habilidade criativa. Em livrarias e na internet encontramos inúmeras alternativas adequadas para as crianças que elas irão adorar.

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Essa é a compilação de hoje, esperamos que estes jogos e recursos sejam de grande utilidade na criação de seus filhos. Não se esqueça de que é mais fácil criar crianças fortes do que consertar adultos destroçados, e que a nossa maior responsabilidade é o fato de a natureza nos confiar a criação das crianças.

 

https://amenteemaravilhosa.com.br/8-jogos-relaxamento-criancas/

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Enquanto você não amar um animal, sua alma estará adormecida

Enquanto você não descobrir o que implica amar um animal, não terá conseguido compreender o que é a nobreza e o despertar de emoções que podem curar a alma. Dar amor a um cão, a um gato ou a qualquer ser vivo por menor, mais inquieto e singular que seja, é se enriquecer e descobrir que eles podem ter sentimentos tão valiosos quanto os nossos.

Todos já lemos inúmeras vezes sobre os benefícios de ter um animal de estimação em casa. Agora, o que é mais interessante ainda é descobrir que tudo isso tem um claro impacto com relação à economia na saúde pública. Segundo diversas pesquisas, os animais nos poupam diversas visitas ao médico, o que ajuda a saúde a economizar cerca de 3 milhões de euros por ano em países como Alemanha e Áustria.

Amar um animal é ver-se refletido no seu olhar que espera tudo de nós, que convida a um carinho, que arranca um sorriso e emoções nobres. A única coisa que ele pede em troca é amor.

Cada um de nós poderia relatar com grande carinho esse momento em que alguém muito especial chegou em casa e a deixou do avesso. Do mesmo jeito que com nossos corações. Alguma coisa desperta em nosso interior quando adotamos um cão, quando resgatamos um gatinho da rua, faminto, sujo e precisando de afeto.

É como se uma luz lá do fundo se acendesse, como se um mecanismo peculiar movesse as engrenagens da mudança para nos ajudar também a sermos pessoas melhores.

O animal “remédio” e as terapias milagrosas

Começaremos contando o caso de Claudia, uma paciente com Alzheimer que havia deixado de sentir interesse pelo mundo. Nenhuma atividade que realizava na sua residência produzia mudança no seu estado, exceto uma: quando os técnicos de animação sociocultural traziam 4 cadelinhas treinadas para este tipo de terapia.

Claudia tinha preferência por uma das cadelinhas. Só de vê-la o seu olhar se acendia e a sua energia despertava para se conectar com força à realidade. Nunca falhava. Segundo depois, esta paciente pegava este animal nos braços, o beijava e lhe contava inúmeras coisas. Graças a esta interação foi possível diminuir a administração de diversos remédios orientados para a resposta física, cognitiva e emocional. Os animais são verdadeiros remédios para as pessoas.

Segundo um estudo publicado na revista “Frontiers in Psychology” este “despertar” pode estar relacionado à ativação da ocitocina, conhecida como o hormônio do amor, do afeto e do carinho. Quando seus níveis aumentam, surge uma série de disparadores psicológicos e psicofisiológicos que favorecem que as pessoas estejam mais presentes e, por sua vez, que sejam mais receptivas a tudo que implique aspectos emocionais (abraços, carícias, palavras carinhosas…).

Olhar dos nossos animais

Às vezes um animal pode até mesmo estabelecer uma melhor conexão emocional com o olhar do que uma pessoa.

Um animal tem uma capacidade de conexão emocional realmente incrível, seja através de um simples gesto ou de um olhar. De fato, sabe-se que o contato visual entre um cão e o seu dono é tão genuíno e sincero que, graças a isto, o vínculo entre ambos se fortalece.

Existem muitos tipos de amor, mas o que se pode sentir por um animal é uma coisa excepcional que tira o melhor de nós mesmos e que, por sua vez, nos ajuda a sermos melhores pessoas.

Segundo uma pesquisa interessante publicada na revista “Science“, os cães reconhecem o sorriso da pessoa, mostram empatia e inclusive sabem interpretar nossas emoções só de nos olhar nos olhos. Tudo isso seria resultado de tantos anos de evolução em comum, nos quais criou-se um vínculo excepcional que vai além de raças ou tamanhos. Emerge diretamente dos genes e do coração.

Nos transformamos naquilo que vemos no olhar dos nossos animais de estimação

Dizem que o olhar do nosso cão é o melhor espelho para ver o reflexo das nossas próprias almas. É uma verdade tão verdadeira que merece a nossa atenção.

Se algum dos animais que criamos se esquiva e o seu olhar tem o reflexo do medo, com certeza existe alguma coisa que não anda bem. O temor se nutre de um impacto emocional negativo.

 

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