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Caixa de Pandora: como a curiosidade arruinou a humanidade

Faz parte da curiosidade humana querer saber como e porque as coisas acontecem no mundo da maneira que elas ocorrem.

Muitos mitos, em diferentes culturas, tentam explicar os primórdios dos seres humanos e porque há coisas más como doenças, ódio e guerras no mundo. Em vários deles, esses males são liberados porque os humanos desobedeceram aos deuses, como no mito de Pandora, que nos mostra como a curiosidade, que nos incentiva a aprender e a explorar, também pode nos trazer resultados negativos.

O surgimento dos mortais

Criação do homem
A criação do homem e dos animais

O mito da Caixa de Pandora começa com a história de Zeus, Prometeu e Epimeteu, em uma época onde não existiam mortais, apenas deuses e titãs.

Prometeu e seu irmão Epimeteu eram titãs, que juraram lealdade à Zeus e aos deuses olímpicos e ficaram ao seu lado durante a guerra entre os titãs. Como recompensa por sua lealdade, Zeus deixou que Prometeu e Epimeteu criassem as primeiras criaturas para viver na Terra. Epimeteu criou os animais e deu a cada um uma habilidade especial e uma forma de proteção.

Prometeu demorou mais tempo, moldando o homem do barro e da água, e quando ele terminou já não havia sobrado nenhuma proteção para dar ao homem, pois seu irmão havia usado todas. Mas Prometeu sabia que o homem precisava de algo para se proteger e perguntou à Zeus se ele poderia deixar o homem utilizar o fogo.

Zeus negou seu pedido, dizendo que o fogo pertencia apenas aos deuses. Porém Prometeu, convencido de sua ideia, roubou o fogo dos deuses e entregou aos homens.

Pandora: a primeira das mulheres

Prometeu foi punido pelos seus atos sendo amarrado em uma montanha, onde todos os dias uma águia comia seu fígado, que crescia novamente durante a noite. Mas Prometeu não foi o único a ser punido. Zeus acreditava que os humanos também tinham culpa por aceitarem o dom do fogo de Prometeu, e, para punir o homem, Zeus criou a primeira mulher, que foi chamada de Pandora.

Ela foi moldada para se parecer com a bela deusa Afrodite, e recebeu diversos dons de todos os deuses, como a sabedoria, beleza, bondade, paz, generosidade e saúde.

Pandora e Epimeteu
Pandora foi entregue para ser esposa de Epimeteu

Zeus então a enviou para a Terra para ser esposa de Epimeteu, e embora Prometeu o tivesse alertado para nunca aceitar presentes dos deuses, o titã ficou encantado com a beleza da mulher e quis se casar com ela de qualquer maneira.

Caixa de Pandora: a maldição dos deuses

Pandora e a caixa
Pandora abrindo a caixa

Como presente de casamento, Zeus deu uma caixa para Pandora, mas advertiu que ela nunca poderia abri-la. Pandora, que foi criada para ser curiosa, não pode ficar longe da caixa, e depois de muito resistir, sucumbiu ao desejo de abrir o presente.

Nesse momento, coisas horríveis saíram da caixa, incluindo a ganância, inveja, ódio, dor, doença, fome, pobreza, guerra e a morte.

Quando Pandora viu o que havia feito, rapidamente ela fechou a caixa, deixando apenas uma coisa dentro. Pandora então escutou uma voz chamando-a da caixa, suplicando que fosse solta. Epimeteu concordou que nada que estivesse dentro da caixa poderia ser pior do que os horrores que já haviam sido liberados, então eles a abriram mais uma vez.

Tudo o que restava na caixa era a esperança, que voou da caixa, tocando as feridas criadas pelos males e curando-as. Embora Pandora tenha liberado dor e sofrimento no mundo, ela também permitiu que a esperança surgisse na humanidade.

Porém, esse mito tem muitas versões, e em uma delas Pandora não teria aberto novamente a caixa, e por isso a esperança permanece até hoje guardada.

Por que havia Esperança na Caixa de Pandora?

Muito se questiona sobre a presença da Esperança junto aos males, na Caixa de Pandora. Na maioria das vezes ela é interpretada por um lado positivo, pois nossa Esperança estará sempre guardada conosco, nos impedindo de desistir. Daí surge o famoso ditado que diz que “a esperança é a última que morre”.

Porém, Nietzsche trouxe uma nova interpretação ao mito, onde a Esperança também seria uma forma de punição dos deuses, pois assim, por mais torturados que eles fossem, eles teriam esperança de que iria melhor e assim continuariam a se deixar torturar.

O que esse mito nos conta

A história da Caixa de Pandora é um mito de origem, ou seja, a tentativa de explicar o início de algo. Os antigos gregos usaram esse mito não apenas para alertar sobre as fraquezas do homem, mas também para explicar as coisas terríveis que acontecem à humanidade, como a doença e a guerra.

O mito de Pandora nos conta que o homem vivia em um mundo sem preocupação, e os males foram causados por causa da desobediência humana sobre as instruções de Deus. Essa história se repete em diversas outras culturas, como em Adão e Eva, onde Eva ao desrespeitar as regras de Deus e comer a maçã, fez com que os homens fossem expulsos do paraíso.

 

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Energia Chi, Qi, Ki, Energia Vital…

O conceito de Chi…

O significado etimológico do ideograma qi (” 氣”) na sua forma tradicional mais conhecida é uma imagem do “vapor ( 气) subindo do arroz ( 米) enquanto cozinha”. É frequentemente traduzido como “ar” ou “respiração”, por exemplo, o termo chinês que significa “respiração” é tiānqì, ou a “respiração do céu”. Concepções filosóficas do qi são encontradas desde o início da história registada do pensamento chinês. Referências ao Qi ou conceitos filosóficos semelhantes relativos a um tipo de energia metafísica que permeia e sustenta os seres vivos são encontradas em vários sistemas de crenças, presentes em culturas de todo o mundo, especialmente na Ásia.

Uma das mais importantes figuras da mitologia chinesa é Huang Di, ou o Imperador Amarelo. Ele é considerado um herói cultural que colectou e formalizou muito do que subsequentemente se tornou conhecido como medicina tradicional chinesa.

A compreensão do conceito de  é um fundamento desta forma de medicina tradicional. Apesar do conceito de qi ser muito importante em diversas filosofias orientais, sua descrição é variada e inclui aspectos conflitantes entre as diferentes versões. Algo natural considerando-se os milhares de anos, os diversos países e grupos sociais que participam da elaboração desta tradição. Uma questão significativa é a de se o qi existe como uma força separada da matéria, se o qi surge a partir da matéria ou se a matéria surge do qi. Alguns budistas e taoistas são a favor do terceiro conceito, alguns budistas acreditam que a matéria é uma ilusão.

Os neoconfucionistas assumem outra posição: criticam a noção de que o qi exista separado da matéria, acreditam que o qi emerge das propriedades da mesma. A maioria das teorias do qi como uma metáfora das propriedades físicas fundamentais do universo foram sistematizadas e promulgadas nos últimos milhares de anos pelos neoconfucionistas e transmitidas com o apoio das dinastias chinesas.

O Chi é a força da vida, a energia imaterial omnipresente que no seu fluxo anima todos os seres vivos e permeia o Universo, ligando todas as coisas como um todo. A energia Chi ou energia vital é a energia de vida que o corpo de qualquer ser vivo produz, proveniente de diversas fontes como o ar, a água, os alimentos e o sol, estando o seu estado de saúde dependente do maior ou menor grau de harmonia e fluidez dessa energia.

Para os chineses o Chi é percebido funcionalmente pelo que faz. Esta energia tem tantas designações quantas as culturas existentes; por exemplo, os Russos chamam-lhe Energia Bioplasmática, os Hunas da Polinésia chamam-lhe Mana, os Índios Iroqueses Americanos chamam-lhe Orenda, na Índia chama-lhe Prana, nos Países Islâmicos designam-na por Baraka e por Chi na China.

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O Chi é uma energia que circula livremente alimentando os ambientes e os seres deste fluxo de energia vital. Sem o fluxo de Chi não existiria vida no planeta. Porém estados de desarmonia física, mental, espiritual e / ou emocional levam a que a passagem do Chi seja obstruída em determinados locais do nosso corpo, e então, os reflexos a nível físico dão-se sob a forma daquilo que normalmente designamos de doenças. Enquanto um ser está vivo, possui força vital circulando-o e cercando-o; quando o Chi deixa o organismo, a vida cessa. Se a sua força vital está fraca, ou se existe bloqueios no seu fluxo, você se sentirá mais fraco, deprimido e estará mais vulnerável a doenças. Quando está alta, e a fluindo livremente, dificilmente adoecerá e sentir-se-á forte, confiante e preparado para enfrentar a vida.

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O equilíbrio da nossa energia Chi, é assim essencial para que o organismo tenha um funcionamento perfeito pois está constantemente a ser desequilibrado com angústias, depressões, pensamentos e atitudes negativas, alimentação incorreta, preocupações excessivas, falta de autoconfiança, de amor-próprio e auto-estima, de entre outros factores. Recebemos Chi pelo ar que respiramos, pela nossa alimentação, a luz solar e pelo sono. É possível também aumentar o nosso Chi através de exercícios físicos, técnicas de respiração e de meditação.
O Chi é usado por atletas das marciais no seu treino físico e desenvolvimento espiritual.
É usada em exercícios de respiração meditativos chamados Prana-yama, e pelos xamãs de todas as culturas para adivinhação e ciência, manifestação e cura psíquicas. Todos os terapeutas holísticos trabalham com a energia Chi, embora cada um a chame e a entenda como quiser. Os efeitos orgânicos que muitos atribuem à energia Chi são considerados até mesmo pela medicina moderna.

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O fluxo de Chi sobre um organismo é diretamente proporcional à qualidade dos pensamentos e sentimentos do indivíduo. São os nossos pensamentos e sentimentos negativos que causam interrupções no fluxo de Chi no nosso corpo. Os locais onde pensamentos e sentimentos negativos se concentram são onde o fluxo de Chi se restringe.
Nesses pontos o organismo funciona mal e podem surgir doenças. Mesmo a medicina ocidental moderna reconhece a influência da mente sobre a condição orgânica e muitos médicos ocidentais apontam 98% das doenças como consequência direta ou indireta do estado de espírito do doente.

Deve ser compreendido que a mente não existe apenas no cérebro; este é apenas seu centro funcional, mas o sistema nervoso estende a consciência e subconsciência a cada órgão e tecido do corpo. Ademais, a parapsicologia sabe que a mente se estende num subtil campo de energia de cerca de 60 a 90 centímetros chamado Aura. Por causa disso, não se pode analisar separadamente a mente do corpo, já que estão ligados. Tal como o estado da mente é influenciado pelo estado do corpo, este é influenciado pelo estado de espírito.
No Extremo Oriente, a compreensão e controlo do fluxo do Chi (energia) é a base de sistemas de cura tradicionais como, por exemplo, a Acupunctura, e ainda artes marciais, como o Tai Chi, o Qi Kung. Pelo que, nestas artes os exercícios que realizam visam desenvolver e aumentar o nosso Chi ou Energia de Vida. Opte por uma modalidade que vá de encontro às necessidades do seu corpo e da sua mente.

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Existem três fontes de Chi em nós…

  • 1ª) Vem de nossos pais, que nos transmitiram o Chi Original, ou Pré-Natal, na hora da concepção, este Chi é o responsável por nossa constituição física e fica armazenado nos rins.
  • 2ª) Fonte é o Chi dos grãos e líquidos, ou seja essa fonte é dependente de nossa alimentação é a essência absorvida dos alimentos, metabolizada e transformada em energia útil  que será utilizada nos trabalhos celulares em geral.
  • 3ª) Fonte de Chi vem do Ar, conseguimos absorver através da respiração feita pelos pulmões, uma boa mecânica respiratória promove uma boa captação do Chi do ar, daí a importância de se respirar direito, de não fumar ou de morar em uma região que o ar é mais puro livre de poluição.

Dentro de nós o Chi assume uma variedade de funções, entre elas cinco se sobressaem que são:

  • Ele é fonte de tudo que se movimenta em nosso corpo.
  • Ele nos aquece.
  • Nos protege contra agentes patogênicos.
  • Governa a retenção de substâncias e mantém os órgãos no lugar.
  • Garante a harmonia das transformações internas.

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O Chi circula livremente no universo e dentro de nós, quando seu fluxo é impedido, retido ou bloqueado, surgem as desarmonias que se manifestarão no plano mental, emocional e chegará ao plano físico como dor ou doença. O problema é que vivemos em ambientes propícios ao surgimento de bloqueios, e pior não fazemos por onde recuperar a harmonia e o livre fluxo do Chi.

Não nos alimentamos corretamente na correria do dia a dia, não nos exercitamos com a intensidade e a frequência necessária para manter a saúde, nem ao menos nos damos conta de respirarmos corretamente durante o dia, nossa respiração é mecânica curta e insuficiente para nutrir bem nosso organismo de Chi.

 

O estado de homeostasia orgânica não é algo estático, na verdade nossa homeostasia é extremamente dinâmica, nosso corpo está sempre reagindo tentando voltar ao estado de equilíbrio mais adequado para as situações do momento.

Qualquer desequilíbrio de alguma função orgânica pressupõe a intervenção do próprio organismo para corrigi-la ou cuidados médicos para corrigi-la …

Um exemplo, se entrarmos em um ambiente frio começamos a tremer, esses tremores são uma tentativa do nosso corpo aumentar ou manter nossa temperatura,  se entrarmos em um ambiente muito quente começamos a suar, o suor é uma tentativa de resfriamento do nosso corpo. Se estamos frente uma situação de perigo, nosso organismo libera a adrenalina e o cortisol, substâncias que promovem reação de luta ou de fuga.

Existem tantas ações nas tentativas de se aproximar do estado de equilíbrio que não seria prudente tentar enumera-las aqui, no entanto o que fica claro é que para ocorrerem necessitam de energia ou seja do Chi. O tempo todo estamos consumindo essa energia porém não a repomos na mesma medida que gastamos.

Ficamos doentes, físico ou mentalmente, envelhecemos mais rápido, perdemos o nosso humor, tudo isso dia pós dia, sem ao menos nos darmos conta que, medidas simples podem nos recarregar dessa maravilhosa energia.

O que fazer?
Comece pela alimentação, você é o que come, se ingere alimentos poucos sudáveis, verá o reflexo em seu corpo e em seus pensamentos. Dê preferencia a alimentos ricos em nutrientes, coloque os cinco sabores nas refeições do dia, são eles o sabor ácido, amargo, doce, picante e salgado, tudo com bastante prudência é claro.

Respire de forma adequada, dedique um tempo de seu dia para uma meditação ou uma pratica corporal onde a respiração é priorizada, isso oxigenará melhor suas células, seu cérebro e pode trazer um grande impacto positivo na sua vida. Posso ser mais direto, pratique Lian Gong em 18 Terapias, é uma ótima ginástica que beneficia a respiração e faz circular o Chi.

Cuide de seus Rins, beba mais água ao invés de álcool, ingira frutas ricas em água, crie o hábito de andar com uma garrafinha, dessa forma fica mais fácil saber a quantidade de água ingerida no dia.

Busque um estilo de vida voltado ao beneficiamento do Chi, pois enquanto tiver Chi circulando de forma livre em você a vida também circula livre. Pense nisso e se cuidem-se sempre!

 

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O Qi na Medicina Tradicional Chinesa…

ENERGIA VITAL, segundo a medicina chinesa e as constatações ocidentais através da máquina Kirlian, o corpo humano possui meridianos energéticos – ou linhas – distribuídos no nível subcutâneo. Esses meridianos têm seus terminais principais nas extremidades do corpo, ou seja, nos pés e nas mãos.

As técnicas orientais de tratamento de doenças – como shiatsu, do-in, moxabustão e acupuntura – utilizam os pontos ao longo dos meridianos do corpo, das mãos e dos pés para reequilibrar a energia do organismo.

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Conforme diz o mestre Juracy Cançado: A energia que corre por esses canais é denominada ki, que para os orientais resulta da combinação de duas forças opostas: yang (ativa ou positiva) e yin (passiva ou Negativa), criadas continuamente do tao (unidade primordial ou origem do Universo).

  • Yang e yin são dois princípios antagônicos que se atraem e geram a energia concretizadora da matéria e de todos os seres vivos. Isso se compara à teoria da Grande Explosão, respaldada pelos cientistas para explicar a origem do Universo.
  • Yin e yang geram movimentos de contração e expansão, correspondendo às forças centrípeta e centrífuga, respectivamente. São a pulsação do Universo. Essa pulsação propaga a energia que, por sua vez, dispersa-se e condensa-se, criando e modificando a matéria.

A teoria da Medicina Tradicional Chinesa afirma que o corpo tem padrões naturais de Qi que circulam por canais denominados meridianos em Português. Não é possível entender completamente o conceito de Qi em Medicina Tradicional Chinesa sem compreender também o conceito de Yin e Yang, já que os teóricos da Medicina Tradicional Chinesa, como Zhang Zai (1020-1077 d.C) e Xun Kuang (313-238 a.C.), consideravam Qi como uma coisa material e imaterial ao mesmo tempo, e que tem capacidade de se manifestar de diferentes formas, dependendo apenas de sua tendência para Yin ou Yang.
Sintomas de diversas doenças são atribuídos a bloqueios, desequilíbrios e rupturas no movimento da energia vital através dos meridianos, assim como às deficiências e desequilíbrios do Qi nos vários órgãos e vísceras Zang Fu.
A Medicina Tradicional Chinesa geralmente procura aliviar estes desequilíbrios ajustando a circulação do Qi no corpo empregando diversas técnicas terapêuticas, por exemplo:

  • a tratamentos com medicamentos à base de ervas,
  • alimentação baseada na Teoria dos Cinco Elementos,
  • os treinos físicos como o qigong, o Tai Chi Chuan e outras artes marciais que incluem o conceito de Chi entre seus princípios filosóficos e o trabalham tanto para a autodefesa como para assegurar a saúde,
  • a massagem Tui Na como método efetivo para desfazer bloqueios e revigorar o paciente,
  • Acupuntura, como método para redirecionar ou equilibrar o qi através de finas agulhas de metal inseridas na pele.

 

 

 

 

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A saúde depende da respiração…

Faz menos de um século que a grande maioria dos chineses veio a conhecer energia elétrica. Eles não tinham muito conhecimento nessa área mas há mais de três mil anos sabiam dos benefícios da respiração correta e da definição da energia universal: Qi, Chi, Ki ou prana.

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Imagine os tibetanos, que desde 1948 estão sob ocupação e ainda vivem com lamparinas à base de óleo animal e vegetal, mas já tinham tratados de medicina, de fitoterapia e de psicologia. Essa informação serve para valorizar ainda mais todo o conhecimento sobre medicina em geral, vindo dessas civilizações antigas, repassado pelos xamãs, monges, monges-médicos, diretamente conectados com a espiritualidade porque não havia ciência do jeito que ela se define hoje no Ocidente. Isso é difícil de ser entendido por algumas camadas da sociedade brasileira, especialmente as elites da medicina oficial por causa de uma falha na nossa cultura, por causa da nossa idade: Temos cerca de 500 anos e não herdamos um conhecimento mais profundo dos nossos antepassados indígenas, que não conheciam a escrita, e já avançamos muito no conhecimento da energia como um todo, até nuclear, sempre importado, e ainda falta muito.

Eles sabiam o que era energia universal e a ela deram o nome de Chi ou Qi em chinês, ki em japonês e prana nas línguas indianas. O estudo do Qi é parte essencial da medicina oriental e de todas as terapias vindas do Oriente como acupuntura, Chi Kung (QiQong), Reiki, massagem medicinal, fitoterapia. Qi é a energia que vem do ar e alimenta a todos os seres vivos, inclusive plantas, minerais, animais.

No ser humano, além do Qi que vem do ar e respiramos, existe o Qi herdado dos nossos pais, e o Qi de tudo que comemos ou bebemos – coisas fritas e supercozidas perdem o Qi. Cada órgão humano tem um Qi diferente, que interage com os demais. O Qi do ar e o Qi dos alimentos se misturam e então é chamado de Qi do Fogo (ou Fogo do Qi, o elemento Fogo). É o Qi do Fogo que nos faz viver e esse Qi precisa ter qualidade, tanto do ar que respiramos quando dos alimentos que ingerimos (e a relação com os cinco elementos).

Pessoas que respiram mal ou não sabem respirar e ou comem mal produzem baixa qualidade de energia (Qi do Fogo) e assim se candidatam ao enfraquecimento e às doenças. Aqui os praticantes de Reiki logo compreendem porque a terapia precisa de uma iniciação: porque o KI do Rei-Ki é outra corrente eletromagnética de Qi, que só é repassada através da iniciação, feita por um mestre credenciado.

Uma pessoa não-iniciada pode transmitir apenas o Qi do ar e dos alimentos, mas não o Qi eletromagnético da cura. Esse eletromagnetismo vem pelo ar e se transforma na mente. É sutil, isto é, não é material, é transmissível e está relacionado ao espírito (Shen, em chinês). O praticante de Chi Kung, ou uma pessoa não iniciada em Reiki, pode transmitir energia para outra pessoa com a finalidade de equilibrar um órgão físico e essa energia é a que ele treinou através dos exercícios de Chi Kung, isto é, a energia Qi dele mesmo – do ar e dos alimentos. A agulha de acupuntura ativa a energia Qi física.

Quem não sabe respirar? Aquelas pessoas que respiram pelos pulmões! Sim, a respiração correta não é pelos pulmões e sim pelo diafragma. Todos os bebês nascem respirando corretamente pelo diafragma, isto é: quando respiram a barriga aumenta, quando exalam a barriga encolhe. São os pais e educadores que fazem a criança começar a respirar erradamente. Lembrem-se das aulas de educação física, onde os instrutores diziam: respirem, encham o pulmão de ar!

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A respiração pelo pulmão torna esse órgão deficiente nas suas principais funções, entre as quais, misturar o Qi do ar com o Qi dos alimentos e enviar essa energia para o coração (Qi do Fogo do Coração), que a transporta para todo o corpo.

Este texto é para o público em geral, então não explicarei com detalhes esse processo que é mais complexo ainda. Basta saber que se a respiração não é realizada corretamente o dióxido de carbono que vem no ar e respiramos não é expelido corretamente pelo sangue e é revestido para o adoecimento. Quando o diafragma faz a respiração, a energia universal vital Qi percorre toda a circulação e alimenta todas as células e órgãos do corpo. Nunca é tarde para re-aprender a respirar usando o diafragma: respira e empurra a barriga para a frente. Expira e empurra a barriga para dentro. Com a prática o corpo reaprende e a diferença na qualidade de vida é enorme, inclusive mental.

Deficiência respiratória, herdada ou nos idosos, é exatamente porque o pulmão perdeu a força e o diagrama nunca foi utilizado corretamente. Então, ensine às crianças a respirar. O pulmão é quem ajuda no movimento dos demais órgãos. É Qi quem comanda o sangue. A energia Qi percorre o sangue como se fosse uma aura.

Quando Qi é eficientemente trabalhado entre diafragma e pulmão, a pele se renova e a imunidade aumenta. Quando Qi é deficiente afeta todos os líquidos do corpo: incontinência urinária (deficiência do Qi dos Rins), excesso de suor, inclusive noturno (deficiência do Qi do pulmão), corrimento vaginal (deficiência do Qi do Baço), problemas musculares. Depressão, ansiedade e problemas mentais estão diretamente relacionados pela deficiência Qi, por má alimentação e má respiração. Congestionamento das vias respiratórias deve ser tratado com fitoterapia e exercícios físicos ao ar livre, em área livre de poluição, e pode ter outras implicações, quase todas elas emocionais – falta de vontade de viver, medo, angustia prolongada… Má alimentação significa falta de frutas, verduras, legumes, proteínas cozidas.

A respiração errada ou o congestionamento dos pulmões por ar impuro, fumaça, fumo, etc., é responsável por doenças degenerativas, envelhecimento, perda de memória, problemas emocionais profundos. Fumantes podem ter longa vida, mas sem qualidade, só vegetam. Daí porque viciados em maconha e em outras drogas são profundamente afetados na saúde mental e física.

  • A emoção está diretamente ligada à respiração porque o nosso corpo foi feito para respirar oxigênio. A má respiração ou a falta de oxigênio gera confusão mental, insônia, pesadelos, sonhos em excesso, falta de clareza nos pensamentos, incapacidade de ver a realidade de si mesmo, dor-de-cabeça e irritação – o Fogo não circula corretamente ou simplesmente pára.
  • A emoção também se relaciona com os órgãos internos, por exemplo: Raiva retira a energia Qi do fígado; Medo retira a energia Qi da Bexiga e dos Rins. Isto é, pessoa que tem infecção constante nessa área pode ter passado por traumas prolongados ligados ao medo. O Dr. Jwing-Ming, autor do livro “As raízes chinesas do Qiqong” diz que “para regular as suas emoções, a equilibrar a mente, e ter uma longa vida com qualidade, você precisa respirar corretamente”. Comece a treinar isso hoje e depois de diga os resultados positivos.

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https://novaconscincia.wordpress.com/2016/07/10/energia-chi-qi-ki-energia-vital/

 

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O que é Mettā

 

O desejo de desfrutar de paz e êxito em sua vida é mettā. O desejo de estar livre de dor é mettā. E esta boa intenção deve ser desenvolvida e estendida aos membros de sua família e amigos. À medida que você progride, deve estendê-la gradualmente ao mundo todo, incluindo seus inimigos. O desejo de vê-los bem e felizes é o espírito de mettā.

Você deseja progredir social, econômica e espiritualmente. Isto é mettā. Quando nos desejamos boa saúde e prosperidade, estamos simplesmente desenvolvendo a consciência de benevolência a nós mesmos – promovendo amor para nós mesmos e evitando o perigo, a dor e a inimizade.

Não Comece Pelo Mundo Inteiro

Mettā é uma bondade (empatia e boa vontade para com os demais) mediante a qual se deseja o bem-estar dos seres. Neste mundo, todas as criaturas vivas amam a si mesmas e deveriam ter consciência deste sentimento. Deveriam, a seguir, estender esse sentimento àqueles seres próximos tais como parentes, membros da família, filhos, filhas, irmãos, irmãs e mestres. Essa é a forma de começar a estender ou expandir mettā. Há alguns que começam dizendo: “Que todas as criaturas no Leste estejam bem e sejam felizes”. Alguns praticam mettā somente com o mundo inteiro como objeto de meditação, passando por alto as pessoas mais próximas e mais queridas para eles. Se não somos capazes de desenvolver mettā para nós mesmos e para nossos amigos, como podemos esperar estender mettā ao mundo inteiro? Não é lógico. Isso poderia se tornar um esforço inútil e, às vezes, quase uma peça destinada a mera exibição pública.

A Dimensão Universal de Mettā

Dado que mettā é universal por natureza, como disse anteriormente, temos que ter um sentimento sadio não só para com nós mesmos, mas também para com os demais. Do contrário, mettā poderá perder sua verdadeira natureza e ser vencida por seu agressor invisível: o apego e o egoísmo. Ela, então, deixará de ser mettā.

Mettā, por sua própria natureza, facilita a diminuição gradual da fronteira entre você e seus familiares, amigos e desconhecidos, e entre você mesmo e o inimigo. O preconceito, o favoritismo e o medo são manifestações adversas de mettā; criam uma divisória mental entre aqueles de quem você gosta e aqueles de quem você não gosta. Mettā ajuda a reduzir e eliminar esse preconceito e discriminação. Mettā dá uma dimensão universal a nossa forma de pensar e agir. Mettā implica virtudes como bondade e honestidade. Alguém que tenha desenvolvido suficientemente mettā é excepcionalmente atento, cuidadoso e amoroso. É paciente e está disposto a ouvir o ponto de vista do outro [1]. Mettā busca transformar o caráter interno de uma pessoa à medida que oferece paz e uma atitude confiante perante a vida.

Traduzido pelo Grupo de Tradução do Nalanda

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Mettā (Páli: मेत्ता em Devanagari)ou maitrī (Sânscrito: मैत्री) é benevolência, afabilidade, amizade, bondade, união mental próxima (sinergia), e interesse ativo nos outros.[1]

É um dos dez pāramīs da Escola Teravada de Budismo e o primeiro dos quatro estados sublimes (Brahmavihāras). Este é o amor sem apego (upādāna).

 

http://sobrebudismo.com.br/amorosidade-de-voce-para-o-universo/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mett%C4%81

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A Biografia do Mooji

                                                               

Você Está no Vazio, ou Você é o Vazio?

Mooji: Este vazio não é uma coisa trivial. É o estado o mais supremo. Mas na consciência há esta coceira, e eu uso este termo: a mente do pé do atleta. Existe um pensamento vindo na mente, há esta coceira, e sente-se a necessidade de dar uma coçadinha, você sabe! Como uma questão surgindo, algo mais a ser resolvido. Mas eu digo: permaneça somente como Isto (vazio), e essa coceira desaparecerá. Quando esta coceira está lá, existe a tentação de começar a coçá-la, mas isso apenas faz com que ela se torne mais machucada e horrível. Então apenas tome consciência disto por este momento, mas permaneça como você é, já que você não pode melhorar este vazio. Assim, muitos dos seres estão buscando ser este vazio, retornar a este vazio, você percebe, conscientemente. Quando você vai dormir, você deixa de lado todos seus cuidados e seus interesses sobre você e sua vida. E você ama Ser sem estas pré-ocupações. Quanto dinheiro nós gastamos com a cama, com o quarto, para ter o melhor sono e assim esquecer-se de tudo? E quando o despertar surge há um frescor no ser, percebe, porque põe de lado todos estes interesses e pré-ocupações. Este vazio que você fala a respeito agora parece ter sido ocultado por seus interesses e onde você põe sua atenção, e enquanto você está se pré-ocupando com seus interesses e atividades do dia-a-dia na verdade você está sendo perturbado. Assim um pequeno bocado de meditação ou de auto-investigação retorna-o a esta afirmação em Seu ser, a este reconhecimento: tudo que há é apenas uma forma de vazio, além até do conceito de vazio.

E então, há como você pisar fora deste vazio agora?

Q: Não de minha própria vontade. Eu sei que eu posso. Eu nunca tentei escapar…

M: No vazio, o que é você? Você está no vazio como você está neste quarto, ou você é o vazio?

Veja, se você disser que você está em algo, então há como dois: há um sentido de Eu e um sentido que Eu estou em algo. É esta a direção que eu estou apontando, porque se você sente que está dentro de algo, logo o vazio transforma-se num tipo de experiência, e você permanece como o experienciador, e há uma forma de dualidade nisto. Assim se faz possível o sentido de sair do vazio, isso se torna muito mais vivo e real, uma possibilidade. É por isso que eu lhe estou perguntando: no vazio, o que é você? Que forma você está vestindo no vazio? Você está nele, ou você é ele?

Q: Eu sou ele.

M: Então se você é ele, como você pode pisar fora?

Q: Algo vem e o cobre. Lixo.

M: Você percebe? Se você estiver na terra, você poderá dizer: uma nuvem cobriu o sol. Mas o sol não conhece isso. Não conhece a sensação que Eu estou sendo coberto.

Q: Ok. Então o importante é quem está vendo.

M: Sim. Quando você diz: Eu estou coberto, é como se eu estivesse escondido de mim mesmo. Eu estou apenas fazendo com que você olhe, e isto é muito importante realmente. É simplesmente através desta sutil negligência que esta dor se infiltra, esta sensação de separação, esta sensação de divisão em seu Ser. Mas quando você a investiga realmente, isto é exposto como um tipo de fraude. Você é apenas você. Ontem nós falamos sobre isso, que a faca pode cortar muitas coisas, mas não pode cortar-se porque é um consigo própria. E o olho pode ver muitas coisas, mas não pode ver-se porque é um consigo mesmo. E uma balança pode pesar muitas coisas, mas não pode pesar-se porque é um. E você é você mesmo, você não pode perceber-se. Você pode somente perceber alguma idéia de você. Você é esta unidade, percebe? Não há nenhuma divisão em você. Somente por esta função da consciência é que parece como se você estivesse se transformado em algo qualitativo, algo que você pode avaliar. Mas o que quer que você possa ver não pode ser você.

Q: Inclusive o vazio?

M: O vazio é somente uma ideia neste momento. Uma palavra na consciência. Mas aponta para algo que na realidade você sente intuitivamente. De certa forma é como o vazio estivesse percebendo o vazio. Ou a consciência percebendo a consciência. Não há realmente uma forma que está sendo observada nisto. Não há nenhuma palavra realmente adequada para expressar isto. Neste momento você está na periferia da linguagem, e as palavras estão esgotando sua própria energia porque nenhuma palavra servirá. Apenas este reconhecimento Eu Sou, mas o que Eu Sou eu não posso dizer. Você não pode definir o que este SER é.

Algum distúrbio?

Q: Sim, eu estou me sentindo desconfortável…

M: Não sinta que você não deva se sentir assim. Às vezes você sente: “bom eu estaria bem se somente…” Hoje nós comentamos um exemplo, um amigo ligou: “Alô, como você está?” – “eu estou muito bem, e você?” – “na verdade eu ainda estou no trabalho e foi um dia muito estressante e eu tenho ainda um par de horas a fazer, mas não importa porque em breve eu estarei em casa e tomarei um banho, e tudo estará bem…” Eu disse: – “não, não; não deixe que sua mente te engane por mais três horas!” Nós sempre estamos fazendo este tipo de coisa: “quando as crianças crescerem, daí então eu começarei a viver novamente, terei minha vida de volta!” ou “se somente eu pudesse arranjar este financiamento…” “Quando… e então…” sempre esta promessa, você percebe? É um ladrão. Então eu disse: – “Não, agora mesmo Você é”. E imediatamente sua resposta foi: -“Obrigado”. Ele necessitou apenas disto para despertar outra vez. Foi o bastante, a argumentação parou, percebe? Ás vezes esta borbulha está fervendo mas se você não a alimenta, pode ignorá-la. É como se você estivesse cozinhando um ensopado, você desliga o fogo, mas ele continua ainda borbulhando. Mas eventualmente tudo se acalma porque a fonte, o combustível, foi esgotado, você vê? Desta forma esta desconexão é somente a sua convicção: – “O que quer que esteja surgindo, Não, isto não sou eu”. Ainda sim: “bla, bla, blá, bla!” Isto seguramente diminuirá, mas você não estará esperando.

Q: Eu necessito que você me lembre.

M: Não, você não necessita. Você aprecia. Você não necessita de coisa alguma. Você aprecia ser lembrado. Obrigado!

Fontes:

http://advaita-nao-dualidade.blogspot.com/search/label/Mooji
http://ventosdepaz.blogspot.com/2014/02/onda-de-amor-papaji.html
https://mooji.org/pt/a-biografia-do-mooji/

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Papaji (H. W. L. Poonja)

Hariwansh Lal Poonja nasceu em 1913, perto de Lyalpur, uma cidade que ficava na Índia, mas que, em 1947 passou a fazer parte do Paquistão. Em 1919 a família Poonja fez uma viagem para Lahore, e foi lá que Hariwansh teve sua primeira grande experiência de despertar espiritual (ainda na infância). Espontaneamente Hariwansh teve uma experiência direta do Eu Real, tornando-se paralisado. Permaneceu incapaz de mover-se ou falar, ficando absorto neste estado por três dias. Hariwansh descreveu essa experiência como uma experiência de pura felicidade e beleza. Uma vez que teve esse contato com a felicidade do Eu Real ele passou muito de seus anos seguintes tentando experimentar esse estado novamente, sendo ocasionalmente puxado de volta para o mesmo, espontaneamente.
Sua mãe, que era uma ardente devota de Krishna, convenceu-lhe que a devoção a Krishna lhe devolveria o estado de felicidade. Seguindo seu conselho,Hariwansh começou a concentrar-se em krishna com tanta intensidade que a forma física deste passou a aparecer na sua frente, de maneira tão sólida que ele poderia tocá-la. Embora mais ninguém na família pudesse ver krishna, todos eles viam Hariwansh brincar com o seu amigo “invisível”. Hariwansh tornou-se tão apegado à forma de Krishna, que por muitos anos o seu principal desejo espiritual era que Krishna aparecesse a fim de que ele pudesse usufruir da beatitude de estar na presença da divindade.
Hariwansh era o filho mais velho da família. Quando ele tinha 16 anos, passou pelo tradicional casamento arranjado e começou a trabalhar como comerciante, pois seu pai não tinha dinheiro para lhe mandar para o ensino médio. Seu trabalho o levou a Bombaim, quando ele passou boa parte dos anos de 1930, ganhando dinheiro suficiente para sustentar sua esposa e filhos, e também outros membros de sua família, que viviam em Lyalpur.
No início da década de 1940, Hariwansh inscreveu-se para ser um oficial no exército britânico. Ele acreditava que os combatentes pela liberdade indiana, dos anos 20 e 30 haviam falhado porque não tinham o treinamento militar adequado. Assim, apresentando-se para lutar pelos ingleses na Segunda Guerra, ele pretendia obter um treinamento militar adequado a fim de posteriormente lutar contra a ocupação britânica em seu país. Durante todos os seus anos como membro do exército e como homem casado, trabalhando em Bombaim, hariwansh nunca abandonou seu amor por Krishna ou o desejo de ter visões dele. Com o tempo, percebendo que o serviço militar era incompatível com seu estilo de vida, ele abandonou a comissão de que participava a fim de encontrar um Guru que lhe ajudasse a ver krishna o tempo todo.
Sua busca o levou por toda a Índia, inclusive o fez visitar alguns dos mais famosos mestres da época, mas nenhum deles conseguiu responder-lhe satisfatoriamente a sua pergunta padrão: “Você já viu Deus? Senão, conhece alguém que o tenha visto?“. Depois de muitos fracassos, um tempo após retornar para casa, um sadhu [monge mendicante] apareceu em sua porta de casa em Lyalpur, mendigando. Hariwansh o fez a mesma pergunta de sempre. O sadhu respondeu “Sim, eu conheço uma pessoa que pode lhe mostrar Deus. Se você o visitar, tudo estará bem para você. Seu nome é Ramana Maharshi“.Hariwansh informou-se com o sadhu e descobriu que Ramana Maharshi vivia em Tiruvannamalai, no sul da Índia. Como ele já havia gasto todo o seu dinheiro nas suas viagens anteriores à busca de um Guru, ele financiou sua presente jornada conseguindo um emprego em uma empresa que ficava em Madras, uma cidade a poucas horas de distância de Tiruvannamalai.
Quando ele chegou no ashram de Ramana Maharshi, em 1944, ele descobriu, para a sua frustração, que Ramana Maharshi era a mesma pessoa que apareceu para ele, como um sadhu, em Lyalpur. Sentindo-se enganado, ele estava prestes a deixar o ashram, quando foi informado, por um devoto que lá residia, que Ramana Maharshi jamais havia deixado Tiruvannamalai nos últimos 50 anos. Intrigado, ele decidiu ficar.
A primeira vez que ele falou com Ramana Maharshi, ele perguntou: “Você é o homem que apareceu para mim na minha casa em Punjab?“, mas Sri Ramana permaneceu em silêncio. Então ele perguntou: “Você já viu Deus? Caso positivo, pode mostrá-Lo para mim?“. Maharshi respondeu: “Eu não posso lhe mostrar Deus porque Deus não é um objeto a ser visto. Deus é o sujeito. Ele é aquele que vê. Não se preocupe com aquilo que é visto. Descubra quem é aquele que vê“. E acrescentou: “Apenas você é Deus“.
Muito embora Hariwansh não estivesse disposto a seguir tal conselho, ele permaneceu no ashram por tempo suficiente para ter uma experiência transformadora na presença de Sri Ramana. Assim ele a descreve:
Suas palavras não me impressionaram. Elas me pareceram mais uma desculpa na longa lista daquelas que eu já havia ouvidos de diversos swamis em todo o país. Ele me prometeu mostrar-me Deus [quando apareceu em minha casa em Punjab], mas agora ele diz que não apenas não pode me mostrar Deus, como ninguém pode. Eu o teria abandonado imediatamente sem pensar duas vezes, se não fosse pela experiência que eu tive imediatamente após ele me dizer para descobrir quem era o “eu” que queria ver Deus. Ao concluir as suas palavras, ele olhou para mim, e na medida em que ele olhou profundamente em meus olhos, todo o meu corpo começou a tremer. Uma vibração de energia nervosa atravessou meu corpo. Sentia como se minhas terminações nervosas estivesse dançando, e meus pelos se arrepiaram. Tornei-me consciente do Coração espiritual dentro de mim. Este não é o coração físico. É, isto sim, a fonte e apoio de tudo o que existe. Dentro do coração eu senti ou vi algo como um botão de flor fechado. Ele era brilhante e azulado. Com o Maharshi me olhando e eu em um estado de silêncio interior, senti esse botão abrir-se e florescer. Eu uso a palavra “botão”, mas essa não é uma descrição exata. Seria mais correto dizer que algo que parecia um botão abriu e floresceu em meu Coração.
Apesar de tal experiência, Hariwansh decidiu que os ensinamentos de Sri Ramana não eram para ele. Então foi para o outro lado de Arunachala e continuou suas meditações em krishna. Krishna apareceu para ele inúmeras vezes.
Antes de retornar para Madras, decidiu parar no Sri Ramanasramam e ver o Bhagavan mais uma vez. Hariwansh disse novamente que tinha visões constantes de krishna. Sri Ramana perguntou: “Você o vê neste momento?“.
Não, respondeu o devoto. “Então qual é a utilidade de uma divindade que surge e desaparece? Se ele é um Deus real, ele deve estar contigo o tempo todo“, retorquiu o mestre.
Hariwansh retornou para Madras para começar seu trabalho novo. Ele intensificou sua prática de repetir o nome de krishna, coordenando-a com sua respiração, até que chegou em um estágio em que repetia o mantra de Krishna 50.000 vezes todos os idas. Então, de uma forma surpreendente, os deuses RamSita e Lakshman apareceu na sua frente em sua casa em Madras, e ali passaram durante toda a noite, enquanto Hariwansh passou atirado a seus pés, em um estado em que perdera a noção de tempo. Depois que as divindades o deixaram, ele sentiu-se incapaz de continuar com a repetição dos mantras. Perplexo com esse novo desenvolvimento em sua prática decidiu retornar ao Ramanasramam para explicar seu predicado a Maharshi. Lá chegando, ele detalha o que ocorreu ao Guru, e Sri Ramana responde lhe dizendo que a sua prática foi como um trem que o levou ao seu destino. Assim Hariwansh descreve o encontro:
Sri Ramana disse: “O trem [de Madras a Tiruvannamalai] o trouxe até sua destinação. Você desceu dele porque não mais precisava do veículo. Ele já o trouxe ao local que você queria chegar… É isso que ocorreu com a sua prática. Seu japa [repetição do nome de Deus], suas leituras, sua meditação, trouxeram-lhe a sua destinação espiritual. Você não mais precisa delas. Você não as abandonou: as práticas o deixaram por si só, porque elas alcançaram seu propósito. Você chegou”.
Então ele me olhou atentamente. Eu conseguia sentir que todo o meu corpo e mente estavam sendo lavados com ondas de pureza. Eles estavam sendo purificados pelo seu olhar silencioso. Eu sentia ele olhando diretamente para o meu coração. Sob o efeito daquele olhar encantador sentir cada átomo do meu corpo sendo purificado. Era como se um novo corpo estivesse sendo criado para mim. Um processo de transformação estava ocorrendo – o velho corpo estava morrendo, átomo por átomo, e o novo corpo estava sendo criado no seu lugar. Então, repentinamente, eu entendi. Compreendi que este homem com quem havia falado era, na realidade, o meu verdadeiro Ser, aquilo que sempre fui. Ocorreu um súbito reconhecimento, na medida em que me tornei consciente do Eu Real. Eu uso a palavra “reconhecimento” propositadamente uma vez que eu sabia, assim que essa experiência me foi revelada, que este era o mesmo estado de paz e felicidade no qual eu tinha ficado absorto quando era um garoto em Lahore. O olhar silencioso de Maharshi restabeleceu em mim este estado original. O desejo de buscar um Deus externo desapareceu sob a luz do conhecimento do Eu Real, que o Maharshi me revelou. (…). Eu sabia que minha busca espiritual havia terminado.
Hariwansh voltou a Madras e retomou seu trabalho, visitando o Ramanasramam sempre que possível.
Em 1950, depois de Sri Ramana ter falecido, Hariwansh foi a Tiruvannamalai com a intenção de viver lá como um sadhu. Mas o destino tinha outros planos para ele. Após uma breve visita ao Sri Ramanasramam, ele viajou a Bangalore, onde lhe foi oferecido um trabalho como gerente de uma companhia de mineração. Ele o aceitou, principalmente para ter os recursos para sustentar sua família. Trabalhou em inúmeras minas em Karnataka e Goa até o ano de 1966, quando se aposentou.
Assim que abandonou seu emprego, Hariwansh começou a viajar por toda a Índia. Muito embora, nunca tenha anunciado a si mesmo como um mestre, ele sempre atraiu um pequeno número de devotos onde quer que fosse. Esses números gradualmente começaram a crescer. Entre 1970 e 1990 viajou extensamente, tanto dentro da Índia como fora, sendo a maioria das viagens feitas a pedido dos devotos que queriam vê-lo. Ele resistiu a todas as tentativas de fundarem um centro ou ashram em seu nome.
Embora tenha visitado praticamente todos os principais centros espirituais da Índia e muitos no Ocidente, ao ser questionado sobre quantos jnanis (seres Iluminados) Papaji havia encontrado, mencionava: “Ramana Maharshi, um sufi que havia encontrado em Madras, um Mahatma que havia encontrado na floresta entre tiruvannamalai e Bangalore, e Nisargadatta Maharaj“. David Godman, seu biógrafo oficial, refere que a “lista de iluminados” podia expandir ou diminuir de acordo com os “humores” do mestre, mas que nunca excedia a sete pessoas.
No final da década de 80, quando a debilidade física o preveniu de viajar sozinho, ele estabeleceu-se em Lucknow. Foi lá que ele permaneceu os últimos anos de sua vida, dando satsangs diários, e ocasionalmente viajando para breves visitas ao Ganga. Foi por volta de 1990 que ele recebeu o título de “Papaji”, significando “pai respeitado”. Faleceu em setembro de 1997.
[Bibliografia traduzida e interpretada a partir do texto da introdução do livro “The Fire of Freedom – Satsang with Papaji I, editado por David Godman].

Fonte: http://www.advaita.com.br/papaji/

http://advaita-nao-dualidade.blogspot.com/2010/05/biografia.html

O NÃO-CAMINHO É O ÚNICO CAMINHO – PAPAJI

“Eu confio que vocês todos são leões.
Toda ignorância começou com os pastores.
Pastores são para ovelhas.
Eu confio que vocês são leões. Leões não são para serem arrebanhados; aonde eles andam é sua própria trilha.
Não há rebanho de leões; há somente rebanho de ovelhas. Vocês são todos leões – então vá pelo seu caminho.
Não andem em caminhos batidos feito ovelhas; um após o outro.
Não sigam nenhum caminho.
Leões, não seguem um ao outro como as ovelhas.
A maioria das pessoas são ovelhas, seguem pastores pelo mundo todo.
A religião começou com pastores e as pessoas os seguem como ovelhas.
Mas aonde vocês forem serão leões, e não há caminhos para leões.
Onde o leão andar, é o caminho.
Para o leão o não-caminho, é o único caminho.
Então não se coloque no meio de ovelhas precisando de um pastor.
O seu caminho é o não-caminho – isso é saber quem você é.
Isto é não seguir como uma ovelha. Este é um novo caminho, decididamente desconhecido. Uma vez conhecido, isto é bem conhecido.
Aquele que sabe completou o propósito do esforço de toda vida humana.
Ele é feliz e em paz.
 Ele aproveita ambos: aqui e depois.
Por favor, não se torne uma ovelha.
Não siga ninguém.
Não olhe aqui e ali.
Não olhe para nenhum lugar.
Pare de procurar. Pare toda sua imaginação pelo futuro e conceitualização do passado.
Mantenha seu ser neste momento, que é um não-momento.
Descubra de onde esse momento vem, de onde o tempo vem, de onde o pensamento surge, e você verá que você sempre esteve em casa.
Você não precisa de mais nada!”
Papaji em Satsang
http://ventosdepaz.blogspot.com/2015/12/o-nao-caminho-e-o-unico-caminho-papaji.html

jijijiji

10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO EM MASSA UTILIZADAS DIARIAMENTE CONTRA VOCÊ

manipulação em massa é pensada e estrategiada por pequenos grupos da “elite” mundial.

Noam Chomsky é um linguista, filósofo, cientista cognitivo, comentarista e ativista político norte-americano.

Mas quando você não pode controlar as pessoas pela força, você tem que controlar o que as pessoas pensam, e a maneira típica de fazer isso é através da propaganda (fabricação de consentimento, criação de ilusões necessárias), marginalizando o público em geral ou reduzindo-a a alguma forma de apatia” (Chomsky, N., 1993)

Inspirado nas idéias de Noam Chomsky, o francês Sylvain Timsit elaborou a lista das “10 estratégias mais comuns de manipulação em massa através dos meios de comunicação de massa

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1. A Estratégia da Distração


O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio, ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes.

A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir o público de interessar-se por conhecimentos essenciais, nas áreas da ciência, economia, psicologia, neurobiologia e cibernética.

Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real.

Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais.


2. Criar problemas e depois oferecer soluções


Este método também é chamado “problema-reação-solução“. Se cria um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja aceitar.

Por exemplo: Deixar que se desenvolva ou que se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas desfavoráveis à liberdade.

Ou também: Criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos. (qualquer semelhança com a atual situação do Brasil não é mera coincidência).

 


3. A estratégia da gradualidade


Para fazer que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos.

Foi dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas, neoliberalismo por exemplo, foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990.

Estratégia também utilizada por Hitler e por vários líderes comunistas.  E comumente utilizada pelos grandes meios de comunicação.


4. A estratégia de diferir


Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e necessária“, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura.

É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente.

Depois, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “amanhã tudo irá melhorar” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegue o momento.


5. Dirigir-se ao público como crianças


A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantismuitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse uma criança de pouca idade ou um deficiente mental.

Quanto mais se tenta enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante.

Por quê? “Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como as de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade.”


6. Utilizar o aspecto emocional muito mais do que a reflexão


Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e finalmente no sentido crítico dos indivíduos.

Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou injetar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos.


7. Manter o público na ignorância e na mediocridade


Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão.

“A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores e as classes sociais superiores seja e permaneça impossível de ser revertida por estas classes mais baixas.


8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade


Promover ao público a crer que é moda o ato de ser estúpido, vulgar e inculto. Introduzir a idéia de que quem argumenta demais e pensa demais é chato e mau humorado, que lhe falta humor de sorrir das mazelas da vida.

Assim as pessoas vivem superficialmente, sem se aprofundar em nada e sempre ter uma piadinha para se safar do aprofundamento necessário a questões maiores.

A idéia é tornar qualquer aprofundamento como sendo desnecessário. Pois qualqueraprofundamento sério e lúcido sobre um assunto pode derrubar sistemas criados para enganar a multidão.


9. Reforçar a auto-culpabilidade


Fazer com que o indivíduo acredite que somente ele é culpado pela sua própria desgraçapor causa da insuficiência de sua inteligência, suas capacidades, ou de seus esforços.

Assim, no lugar de se rebelar contra o sistema econômico, o indivíduo se auto desvaloriza e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E, sem ação, não há questionamento!


10. Conhecer aos indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem


No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado uma crescente brecha entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dominantes.

Graças à biologia, a neurobiologia a psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado sobre a psique do ser humano, tanto em sua forma física como psicologicamente.

O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior que dos indivíduos sobre si mesmos.

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Quanto mais disperso o ratinho. Mais facilmente cai na ratoeira


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http://yogui.co/10-estrategias-de-manipulacao-em-massa-utilizadas-diariamente-contra-voce/

Fonte de parte do texto: elblogdegerman
Fotos: FotodeCapaFoto1Foto2

 

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A União entre Shiva e Shakti

 

No sistema das divindades Hindus, Shiva e Shakti entrelaçam-se num estado constante de paixão divina, representando a regeneração eterna das forças do universo. Eles também representam as polaridades universais dentro de nós todos: Shiva, a força sem limites da consciência pura; e Shakti, a energia primordial da criação. Quando Shiva e Shakti se unem, Shiva dá poder ao potencial inerente de Shakti. A união deles cria a todos os niveis manifestação e realização do eterno estado de estar no coração.
Shiva e Shakti primeiro encontram-se no Anahata, o lugar do coração. Shiva, residindo na coroa (topo), está contente e a sonhar no seu próprio domínio, sendo regente de tudo o que supervisiona.Shakti chama Shiva, dizendo: “Acorda, meu Senhor, e desce para a vida comigo. Confia em mim, meu senhor, eu só estou aqui unicamente para a nossa união e para realização dos teus sonhos mais altos; por favor acredita que os teus sonhos são também os meus.” “Dentro de mim reside a realização de todo o teu potencial bem como também a coragem para enfrentares os teus medos de deixar o luxo e o conforto do teu próprio céu. Através de mim reside o caminho da tua própria transformação.”

“Se não acreditas em mim, permanecerás, sonhando eternamente, no reino de céu. Se escolheres não te manifestares na criação, não respondas ao meu apelo. Se tu não te queres tornar-te em tudo o que está destinado para ser, escolhe, então, permanecer a dormir”.

E ouvindo-a, Shiva escolhe responder-lhe ao chamado.

Chakra a Chakra, ela puxa-o da sua cabeça e do seu coração, para fora do seu intelecto e do seu idealismo. Unida à sua irmã negra, a feroz e sexual Kali, despertam Shiva do seu sono e o trazem para o centro violento da sua resistência e do seu medo.

Através do fogo e da paixão da Kali e com o encaminhar amoroso da sábia Shakti, Shiva encontra o seu lar em Shakti e através dela ele alcança plenamente todo o seu potencial atingindo a sua meta. É desta união que toda a criação flui eternamente. Quando é permitido fluir com segurança, a paixão traz-nos o presente da alegria. É o néctar dos deuses, compartilhar a alegria é um sacramento potente, é como uma bebida nutritiva que leva a energia para os chakras superiores, abrindo o coração e trazendo a união e a graça.

http://tara-estreladecompaixao.blogspot.com/2008/09/unio-entre-shiva-e-shakti.html

 

 

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O Super Homem – Nietzche

Por que demoramos tanto para falar do super-homem? Bem, não é tão fácil, este conceito tão famoso de Nietzsche (e tão mal interpretado) exige a articulação de tantos conceitos que seria impossível começar por ele. São necessárias a noção de Eterno Retorno, como ferramenta para se chegar ao Super Homem, a ideia de amor-fati, para superar todo o ressentimento, e, claro, o conceito de Vontade de Potência.

É por isso que aconselhamos antes a leitura destes textos, sem eles, jamais teríamos a capacidade de entender o que significa dizer que “o homem é uma corda, atada entre o animal e o super-homem – uma corda sobre o abismo” (Nietzsche, Assim Falou Zaratustra, p. 13). Nietzsche matou Deus, e agora quer dar fim aos seguidores dele:

“Grande, no homem, é ele ser uma ponte e não um objetivo: o que pode ser amado, no homem, é ser ele uma passagem e um declínio”

– Nietzsche, Assim Falou Zaratustra, p. 13

As duas traduções mais comuns para Übermensch são super-homem e além-do-homem; nenhuma delas é perfeita, mas as duas trazem a ideia de superação, de alguém que se eleva, a criação de um novo tipo. Usaremos aqui os dois nomes como sinônimos. O super-homem não é uma forma superior de homem, mas é aquele que deixa a forma homem para trás, se desfaz desta casca que se tornou demasiadamente apertada.

Ao desenvolver este conceito, Nietzsche estabelece plena oposição com o europeu moderno. Este é o alvo de sua crítica, o filósofo também o chama de último-homem, ou homens-superiores. Zaratustra ridiculariza este homem apaixonado por sua cultura, suas leis e seus valores cristãos (já escrevemos aquisobre a psicologia do homem do ressentimento). O último-homem (último poque depois dele vem o além-do-homem) é o europeu domesticado, obediente, anestesiado, entupido de cultura, aferrado ao seu tempo. Este está em franco declínio, e Zaratustra ama aqueles que querem declinar, pois é deles que nascerá o super-homem: valente, impetuoso, ativo, vivaz.

O niilismo está em seu estágio mais avançado: o homem não quer mais ir para além de si, não quer criar, “seu solo ainda é rico o bastante para isso, mas um dia este solo será pobre e manso, e nenhuma árvore alta poderá nele crescer” (Nietzsche, Assim Falou Zaratustra, p. 18). O super-homem é aquele que vence o niilismo, supera a forma homem, velha e desgastada, supera todos os humanismos, toda a cultura que o prende em si mesmo, é ele quem “lança a flecha do seu anseio por cima do homem” (Nietzsche, Assim Falou Zaratustra, p. 18). Já o homem do ressentimento é aquele cujas forças reativas predominam, ele é escravo de seu tempo, não consegue ir para além da conservação.

O homem moderno orgulha-se demais de si próprio, está acomodado, conformado, abraça seus ídolos supersticiosos como único meio de sobrevivência. Chegamos ao extremo da massificação e uniformização. Também existe, claro, muito medo e insegurança, poucos aventureiros. O valor dos valores deve ser revisto: é afundados nesta sociedade moralista que devemos viver? Não! A afirmação do super-homem é a negação dos valores vigentes: ousadia no lugar de segurança, auto-disciplina ao invés e auto-piedade, esquecimento em vez de ressentimento. Zaratustra aconselha ao homem mergulhar dentro de si para encontrar a potência necessária para declinar, deixar esta forma velha e empoeirada e criar novos valores. Isto fica claro nesta famosa passagem:

Eu vos digo: é preciso ter ainda o caos dentro de si, para poder dar à luz uma estrela dançante, eu vos digo: tendes ainda o caos dentro de vós”

– Nietzsche, Assim Falou Zaratustra, p. 18

O além-do-homem é aquele que supera todo o ressentimento, é a criança da última das três metamorfoses, é a inocência do devir. Todos os modelos são deixados para trás, todos os ídolos são quebrados: só há espaço para a criação. O homem se torna artista, dono de si; não qualquer espécie de ditador, desmentindo qualquer vínculo com o nazismo (pobres daqueles que leram duas linhas de Nietzsche e o acham pessimista ou próximo do nazismo, este ainda tem um longo percurso pela frente).

O super-homem é aquele que apreendeu o verdadeiro sentido do eterno retorno: o retorno da diferença. Há um completo domínio das forças reativas, elas obedecem ao além-do-homem, faz-se uma hierarquia. As forças que querem criar se tornam mais fortes que as forças que querem conservar. Expressão da diferença no lugar de conservação do igual. O ser passa a se afirmar na diferença, o devir é o devir da potência na diferença.

Os mais preocupados perguntam hoje: ‘como conservar o homem?’. Mas Zaratustra é o pimeiro e único a perguntar: ‘Como superar o homem?’”

– Nietzsche, Assim Falou Zaratustra, p. 272

É necessário o dizer-sim do bom jogador, amor-fati, aquele que aprendeu a jogar não pelo resultado do lance de dados, mas pelo prazer que o jogo proporciona, independente do resultado. A dor o cativa, o torna mais forte, ele não amaldiçoa o sofrimento, ele o abençoa, pois é sua possibilidade de provar-se e ir além. Todo “acaso é cozinhado em sua panela”, ele pode aproveitar-se até mesmo da dor, é um tempero a mais na vida, é mais uma tonalidade que ele dispõe ao pintar novos horizontes.

Mas Nietzsche nos avisa desde cedo, não há super-homens ainda (até porque ele é muito mais uma atitude do que uma estado de ser). Nascemos em um lodaçal onde podemos nos aprimorar e tornarmo-nos mestres de nós mesmos, o super-homem é uma possibilidade circunscrita que acontece esporadicamente. Quem sabe não estamos abrindo caminho para ele? Quando a Vontade de Potência se manifesta plenamente, podemos dizer que o além-do-homem se anuncia através de nós.

Ir para além do homem é ir para além da forma homem pregada pelos humanismos que existem por aí, ultrapassar as ideias fechadas, os conceitos que mais parecem prisões. O que pode o homem? Mais nada, o melhor a fazer é ultrapassá-lo.

Após a morte de Deus, seu trono ficou vago, e foi preenchido por toda sorte de superstições. O niilismo ainda está presente, mas o além-do-homem atravessa todo este lodaçal como um raio de luz que não se deixa contaminar pelo niilismo. O além-do-homem atinge o ponto definitivo da morte de deus. Finalmente toda transcendência é deixada de lado: deus, religião, moral, lei, castração, verdade, ciência, humanismo, justiça, bem e mal.

A morte de deus foi anunciada, mas só com o advento do super-homem ela se torna definitiva. Com o declínio do último-homem, o ocaso de seus valores, o homem supera a si mesmo superando deus e todos os valores ascéticos. Por fim, a longa e gelada noite termina com os primeiros raios de sol, anunciando a filosofia do meio-dia.

O homem se acha no meio de sua rota, entre animal e super-homem, e celebra seu caminho para a noite como a sua mais alta esperança; pois é o caminho para uma nova manhã./ Então aquele que declina abençoará a si mesmo por ser um que passa para lá; e o sol do seu conhecimento permanecerá no meio-dia/ ‘Mortos estão todos os deuses: agora queremos que viva o super-homem’”

– Nietzsche, Assim Falou Zaratustra, p. 76

 

https://razaoinadequada.com/2014/03/08/nietzsche-o-alem-do-homem-ou-o-super-homem/

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O Significado do Mantra Hare Krishna

Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada

 

A vibração transcendental estabelecida pelo cantar de Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare/ Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare é o método sublime para se reviver a nossa consciência transcendental. Como almas espirituais, nós todos somos originalmente entidades conscientes de Krishna, mas, devido à nossa associação com a matéria desde tempos imemoriais, a nossa consciência está adulterada pela atmosfera material. A atmosfera material, na qual todos nós estamos agora vivendo, é chamada de maya, ou ilusão. Maya significa “aquilo que não é”. E o que é essa ilusão? A ilusão é que nós todos estamos tentando ser senhores da natureza material, ao passo que a verdade é que estamos sob o jugo de suas leis estritas. Quando um servo artificialmente tenta imitar o mestre todo-poderoso, é dito que ele está em ilusão. Tentamos explorar os recursos da natureza material, mas, na verdade, nós ficamos cada vez mais atados, enredados em suas complexidades. Portanto, embora ocupados em uma árdua luta para conquistar a natureza, estamos sempre mais dependentes dela. Essa luta ilusória contra a natureza material pode ser parada de uma só vez ao revivermos a nossa eterna consciência de Krishna.

Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare é o processo transcendental para se reviver essa consciência pura e original. Cantando essa vibração transcendental, podemos eliminar todas as dúvidas do nosso coração. O princípio básico de todas essas dúvidas é a falsa consciência de que somos o senhor de tudo o que está ao nosso alcance.

A consciência de Krishna não é uma imposição artificial à mente. Essa consciência é a energia original e natural da entidade viva. Quando ouvimos essa vibração transcendental, essa consciência revive. Esse método, o mais simples, é recomendado para esta era. Ademais, através da experiência prática, a pessoa pode perceber que, por cantar esse maha-mantra, a grande oração para a libertação, ela pode sentir o êxtase transcendental advindo da dimensão espiritual.

No conceito material de vida, estamos ocupados na gratificação dos sentidos, como se estivéssemos no inferior estado de vida animal. Uma pessoa um pouco acima desse estado de gratificação dos sentidos é aquela ocupada em especulação mental com o objetivo de se libertar das garras da matéria. Um pouco acima desse estado especulativo, quando se é inteligente o suficiente, está aquele que tenta encontrar a suprema causa de todas as causas, interna e externamente. E quando está verdadeiramente no plano da compreensão espiritual, ultrapassando todos os níveis dos sentidos, da mente e do intelecto, tal pessoa está no plano transcendental.

O cantar do mantra Hare Krishna advém da plataforma espiritual, e, deste modo, essa vibração sonora ultrapassa todos os níveis inferiores de consciência: sensorial, mental e intelectual. Não há necessidade, portanto, de entender a língua do mantra, nem há necessidade alguma de especulação mental ou qualquer ajuste intelectual para o cantar do maha-mantra. É espontâneo, originário da plataforma espiritual, e, portanto, todos podem participar do cantar, não sendo necessária qualquer qualificação prévia.

No início, pode não haver a presença de todos os êxtases transcendentais, que são em total de oito: aturdimento, transpiração, arrepio dos pelos corpóreos, balbuciência, tremor, palidez, choro em êxtase e estado de transe. Contudo, não há dúvidas de que o cantar, mesmo que seja breve, pode levar a pessoa imediatamente à plataforma espiritual, e, desta forma, ela mostra o primeiro sintoma disso na vontade de dançar juntamente com o cantar do mantra. Nós vemos isso acontecer. Até mesmo uma criança pode participar do cantar e do dançar. Se a pessoa estiver muito enredada na vida material, é certamente necessário um pouco mais de tempo para que chegue ao nível padrão, mas até mesmo um homem absorto no modo de vida materialista pode alcançar a plataforma espiritual muito rapidamente. Quando o mantra é cantado de modo amoroso por um devoto puro do Senhor, ele produz a maior eficácia nos ouvintes, em virtude do que esse mantra deve ser ouvido a partir dos lábios de um devoto puro do Senhor, para que então efeitos imediatos possam ser obtidos. Tanto quanto possível, o canto dos não-devotos deve ser evitado. Leite tocado pelos lábios de uma serpente possui efeitos venenosos.

A palavra “Hara” é a maneira de se dirigir à energia do Senhor, e as palavras “Krishna” e “Rama” são formas de se dirigir ao próprio Senhor. Ambas as palavras “Krishna” eRama” significam “o prazer supremo”, e “Hara” é a suprema energia do Senhor, a qual, conjugada no vocativo, torna-se “Hare”. A Suprema energia de prazer do Senhor nos ajuda a alcançar o Senhor.

 

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A energia material, chamada maya, é também um das muitas energias do Senhor. E nós, as entidades vivas, também somos energia, a energia marginal do Senhor. As entidades vivas são descritas como superiores à energia material. Quando a energia superior entra em contato com a energia inferior, uma situação incompatível surge, mas, quando a energia marginal superior entra em contato com a energia superior, Hara, ela se estabelece em felicidade, sua condição normal.

Estas três palavras “Hare”, “Krishna” eRama” são as sementes transcendentais do maha-mantra. O cantar é um chamado espiritual para o Senhor e Sua energia darem proteção à alma condicionada. Esse cantar é exatamente como o choro genuíno de uma criança pela presença de sua mãe. A mãe Hara ajuda o devoto a alcançar a graça do pai, e o Senhor Se revela para o devoto que canta esse mantra sinceramente.

Nenhum outro meio de perfeição espiritual é tão efetivo nesta era de desavenças e hipocrisia quanto o cantar do maha-mantra: Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare/ Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare.

 

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O Encontro das Almas

Vem.

Conversemos através da alma.
Revelemos o que é secreto aos olhos e ouvidos.
Sem exibir os dentes,
Sorri comigo, como um botão de rosa.
Entendamo-nos pelos pensamentos,
Sem língua, sem lábios.
Sem abrir a boca,
Contemo-nos todos os segredos do mundo,
Como faria o intelecto divino.
Fujamos dos incrédulos
Que só são capazes de entender
Se escutam palavras e vêem rostos.
Ninguém fala para si mesmo em voz alta.
Já que somos todos um,
Falemos desse outro modo.
Como podes dizer à tua mão: “toca”,
Se todas as mãos são uma?
Vem, conversemos assim.
Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma.
Fechemos, pois, a boca e conversemos através da alma.
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo.
Vem, se te interessas, posso mostrar-te.

Texto extraído do livro “Poemas Místicos” – do brilhante poeta sufi Jalal Ud-Din Rumi