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O que é Mettā

 

O desejo de desfrutar de paz e êxito em sua vida é mettā. O desejo de estar livre de dor é mettā. E esta boa intenção deve ser desenvolvida e estendida aos membros de sua família e amigos. À medida que você progride, deve estendê-la gradualmente ao mundo todo, incluindo seus inimigos. O desejo de vê-los bem e felizes é o espírito de mettā.

Você deseja progredir social, econômica e espiritualmente. Isto é mettā. Quando nos desejamos boa saúde e prosperidade, estamos simplesmente desenvolvendo a consciência de benevolência a nós mesmos – promovendo amor para nós mesmos e evitando o perigo, a dor e a inimizade.

Não Comece Pelo Mundo Inteiro

Mettā é uma bondade (empatia e boa vontade para com os demais) mediante a qual se deseja o bem-estar dos seres. Neste mundo, todas as criaturas vivas amam a si mesmas e deveriam ter consciência deste sentimento. Deveriam, a seguir, estender esse sentimento àqueles seres próximos tais como parentes, membros da família, filhos, filhas, irmãos, irmãs e mestres. Essa é a forma de começar a estender ou expandir mettā. Há alguns que começam dizendo: “Que todas as criaturas no Leste estejam bem e sejam felizes”. Alguns praticam mettā somente com o mundo inteiro como objeto de meditação, passando por alto as pessoas mais próximas e mais queridas para eles. Se não somos capazes de desenvolver mettā para nós mesmos e para nossos amigos, como podemos esperar estender mettā ao mundo inteiro? Não é lógico. Isso poderia se tornar um esforço inútil e, às vezes, quase uma peça destinada a mera exibição pública.

A Dimensão Universal de Mettā

Dado que mettā é universal por natureza, como disse anteriormente, temos que ter um sentimento sadio não só para com nós mesmos, mas também para com os demais. Do contrário, mettā poderá perder sua verdadeira natureza e ser vencida por seu agressor invisível: o apego e o egoísmo. Ela, então, deixará de ser mettā.

Mettā, por sua própria natureza, facilita a diminuição gradual da fronteira entre você e seus familiares, amigos e desconhecidos, e entre você mesmo e o inimigo. O preconceito, o favoritismo e o medo são manifestações adversas de mettā; criam uma divisória mental entre aqueles de quem você gosta e aqueles de quem você não gosta. Mettā ajuda a reduzir e eliminar esse preconceito e discriminação. Mettā dá uma dimensão universal a nossa forma de pensar e agir. Mettā implica virtudes como bondade e honestidade. Alguém que tenha desenvolvido suficientemente mettā é excepcionalmente atento, cuidadoso e amoroso. É paciente e está disposto a ouvir o ponto de vista do outro [1]. Mettā busca transformar o caráter interno de uma pessoa à medida que oferece paz e uma atitude confiante perante a vida.

Traduzido pelo Grupo de Tradução do Nalanda

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Mettā (Páli: मेत्ता em Devanagari)ou maitrī (Sânscrito: मैत्री) é benevolência, afabilidade, amizade, bondade, união mental próxima (sinergia), e interesse ativo nos outros.[1]

É um dos dez pāramīs da Escola Teravada de Budismo e o primeiro dos quatro estados sublimes (Brahmavihāras). Este é o amor sem apego (upādāna).

 

http://sobrebudismo.com.br/amorosidade-de-voce-para-o-universo/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mett%C4%81

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A Biografia do Mooji

                                                               

Você Está no Vazio, ou Você é o Vazio?

Mooji: Este vazio não é uma coisa trivial. É o estado o mais supremo. Mas na consciência há esta coceira, e eu uso este termo: a mente do pé do atleta. Existe um pensamento vindo na mente, há esta coceira, e sente-se a necessidade de dar uma coçadinha, você sabe! Como uma questão surgindo, algo mais a ser resolvido. Mas eu digo: permaneça somente como Isto (vazio), e essa coceira desaparecerá. Quando esta coceira está lá, existe a tentação de começar a coçá-la, mas isso apenas faz com que ela se torne mais machucada e horrível. Então apenas tome consciência disto por este momento, mas permaneça como você é, já que você não pode melhorar este vazio. Assim, muitos dos seres estão buscando ser este vazio, retornar a este vazio, você percebe, conscientemente. Quando você vai dormir, você deixa de lado todos seus cuidados e seus interesses sobre você e sua vida. E você ama Ser sem estas pré-ocupações. Quanto dinheiro nós gastamos com a cama, com o quarto, para ter o melhor sono e assim esquecer-se de tudo? E quando o despertar surge há um frescor no ser, percebe, porque põe de lado todos estes interesses e pré-ocupações. Este vazio que você fala a respeito agora parece ter sido ocultado por seus interesses e onde você põe sua atenção, e enquanto você está se pré-ocupando com seus interesses e atividades do dia-a-dia na verdade você está sendo perturbado. Assim um pequeno bocado de meditação ou de auto-investigação retorna-o a esta afirmação em Seu ser, a este reconhecimento: tudo que há é apenas uma forma de vazio, além até do conceito de vazio.

E então, há como você pisar fora deste vazio agora?

Q: Não de minha própria vontade. Eu sei que eu posso. Eu nunca tentei escapar…

M: No vazio, o que é você? Você está no vazio como você está neste quarto, ou você é o vazio?

Veja, se você disser que você está em algo, então há como dois: há um sentido de Eu e um sentido que Eu estou em algo. É esta a direção que eu estou apontando, porque se você sente que está dentro de algo, logo o vazio transforma-se num tipo de experiência, e você permanece como o experienciador, e há uma forma de dualidade nisto. Assim se faz possível o sentido de sair do vazio, isso se torna muito mais vivo e real, uma possibilidade. É por isso que eu lhe estou perguntando: no vazio, o que é você? Que forma você está vestindo no vazio? Você está nele, ou você é ele?

Q: Eu sou ele.

M: Então se você é ele, como você pode pisar fora?

Q: Algo vem e o cobre. Lixo.

M: Você percebe? Se você estiver na terra, você poderá dizer: uma nuvem cobriu o sol. Mas o sol não conhece isso. Não conhece a sensação que Eu estou sendo coberto.

Q: Ok. Então o importante é quem está vendo.

M: Sim. Quando você diz: Eu estou coberto, é como se eu estivesse escondido de mim mesmo. Eu estou apenas fazendo com que você olhe, e isto é muito importante realmente. É simplesmente através desta sutil negligência que esta dor se infiltra, esta sensação de separação, esta sensação de divisão em seu Ser. Mas quando você a investiga realmente, isto é exposto como um tipo de fraude. Você é apenas você. Ontem nós falamos sobre isso, que a faca pode cortar muitas coisas, mas não pode cortar-se porque é um consigo própria. E o olho pode ver muitas coisas, mas não pode ver-se porque é um consigo mesmo. E uma balança pode pesar muitas coisas, mas não pode pesar-se porque é um. E você é você mesmo, você não pode perceber-se. Você pode somente perceber alguma idéia de você. Você é esta unidade, percebe? Não há nenhuma divisão em você. Somente por esta função da consciência é que parece como se você estivesse se transformado em algo qualitativo, algo que você pode avaliar. Mas o que quer que você possa ver não pode ser você.

Q: Inclusive o vazio?

M: O vazio é somente uma ideia neste momento. Uma palavra na consciência. Mas aponta para algo que na realidade você sente intuitivamente. De certa forma é como o vazio estivesse percebendo o vazio. Ou a consciência percebendo a consciência. Não há realmente uma forma que está sendo observada nisto. Não há nenhuma palavra realmente adequada para expressar isto. Neste momento você está na periferia da linguagem, e as palavras estão esgotando sua própria energia porque nenhuma palavra servirá. Apenas este reconhecimento Eu Sou, mas o que Eu Sou eu não posso dizer. Você não pode definir o que este SER é.

Algum distúrbio?

Q: Sim, eu estou me sentindo desconfortável…

M: Não sinta que você não deva se sentir assim. Às vezes você sente: “bom eu estaria bem se somente…” Hoje nós comentamos um exemplo, um amigo ligou: “Alô, como você está?” – “eu estou muito bem, e você?” – “na verdade eu ainda estou no trabalho e foi um dia muito estressante e eu tenho ainda um par de horas a fazer, mas não importa porque em breve eu estarei em casa e tomarei um banho, e tudo estará bem…” Eu disse: – “não, não; não deixe que sua mente te engane por mais três horas!” Nós sempre estamos fazendo este tipo de coisa: “quando as crianças crescerem, daí então eu começarei a viver novamente, terei minha vida de volta!” ou “se somente eu pudesse arranjar este financiamento…” “Quando… e então…” sempre esta promessa, você percebe? É um ladrão. Então eu disse: – “Não, agora mesmo Você é”. E imediatamente sua resposta foi: -“Obrigado”. Ele necessitou apenas disto para despertar outra vez. Foi o bastante, a argumentação parou, percebe? Ás vezes esta borbulha está fervendo mas se você não a alimenta, pode ignorá-la. É como se você estivesse cozinhando um ensopado, você desliga o fogo, mas ele continua ainda borbulhando. Mas eventualmente tudo se acalma porque a fonte, o combustível, foi esgotado, você vê? Desta forma esta desconexão é somente a sua convicção: – “O que quer que esteja surgindo, Não, isto não sou eu”. Ainda sim: “bla, bla, blá, bla!” Isto seguramente diminuirá, mas você não estará esperando.

Q: Eu necessito que você me lembre.

M: Não, você não necessita. Você aprecia. Você não necessita de coisa alguma. Você aprecia ser lembrado. Obrigado!

Fontes:

http://advaita-nao-dualidade.blogspot.com/search/label/Mooji
http://ventosdepaz.blogspot.com/2014/02/onda-de-amor-papaji.html
https://mooji.org/pt/a-biografia-do-mooji/