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Coloque o Feng Shui em prática hoje mesmo

Na pronúncia correta em mandarim diz-se “fong xuei”. Esta expressão traduz-se como ‘vento e água’. Isto se refere à energia que vem do céu a Terra, a ligação que existe entre ambos e os efeitos disto sobre o ser humano. Alguns também entendem como sendo a energia vital (chamada de Chi) que circula pela casa, carregada pelo vento através os ambientes e circulando como as águas de um rio.

“Para entender a arte do Feng Shui, é importante conhecer as poderosas forças que nos rodeiam” – citação do livro ‘Feng Shui no trabalho’, de Darrin Zeer
Acredita-se que o primeiro dos cinco imperadores lendários e míticos da pré-história chinesa, que trabalhava na irrigação do Rio Amarelo, avistou uma tartaruga saindo das águas e entendeu que isto era um sinal de bom agouro. Na sua antiga cultura acreditava-se que as tartarugas e cágados possuíam as imagens dos deuses gravados em seus cascos. O imperador achou o casco desta tartaruga muito interessante, pois suas marcas lembravam o quadrado mágico.O Feng Shui é uma técnica oriunda da China e que vem sendo desenvolvida há milênios. Neste tempo o homem era mais vulnerável à natureza. Ele observava suas forças quase destrutivas e acreditava que delas poderia vir tanto a fortuna quanto a desgraça.

E o que é o quadrado mágico? É uma tabela com números inscritos em progressão aritmética. Se somado os números de cada coluna, ou de cada linha, ou das diagonais, resulta no número quinze.

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“Primeiro vem o destino, depois vem a sorte, em terceiro vem o Feng Shui, ao qual se segue a filantropia e a educação” – Antigo ditado chinês.

Os sábios do império analisaram estas marcas do casco da tartaruga. Seus estudos serviram de base inclusive para a criação do I Ching, o Livro das Mutações (no qual falaremos em outro momento). Estes especialistas na área eram chamados de geomantes. Muitos deles se dedicavam a encontrar locais auspiciosos para o sepultamento dos ancestrais falecidos e para si próprios. Outros se dedicavam ao “design” das edificações visando o acúmulo de riquezas e crescimentos das famílias mais nobres.

 

“Como em cima, como embaixo, como à frente, como atrás” – citação da Escola da Forma

No Feng Shui sempre se utilizou muito os processos de meditação e observação. Quando esta técnica foi criada, num primeiro momento, era utilizada para a avaliação geográfica da paisagem. Isto deu origem a Escola da Forma. Num segundo momento, após a invenção da bússola, a avaliação foi focada na localização favorável para as moradias. Isto deu origem à Escola da Bússola. Destas duas escolas (Forma e Bússola) originaram-se diversas outras escolas, sendo a mais conhecida a do Chapéu Negro.

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Quando você descobrir quanto sua casa pode te afetar para melhor ou pior, ficará fascinado e quererá aprender mais.
O Feng Shui é considerado a arte de harmonizar e equilibrar o fluxo das energias naturais. Ele se utiliza de representações simbólicas da natureza para ajudar em suas análises. Com o Feng Shui consegue-se a harmonização da energia da casa, levando de forma adequada o chi (força vital) para todos os ambientes. Todas as suas técnicas visam criar efeitos benéficos para a melhoria do lar e de seus ocupantes, trazendo mais prazer, alegria e saúde.Não é milagre, religião, pílula ou regra construtiva. O Feng Shui faz parte das oito ramificações da medicina chinesa. Quem o pratica estuda todas as relações visíveis e invisíveis existentes no universo, seus elementos, formas, cores e materiais. Já faz quase 30 anos que esta técnica migrou para o ocidente, sendo chamada aqui de “a arte da localização”. Suas curas para as violações foram adaptadas para o estilo de vida moderno, o que não foi uma tarefa muito fácil. Hoje se pensa mais na relação do homem versus a natureza e a conservação ecológica.

Quando compreender que uma coisa é verdadeira, a vontade de usá-la se fortalecerá.

Muitas faculdades de arquitetura americanas já possuem o estudo do Feng Shui na grade curricular. Os arquitetos podem aplicar estes conhecimentos para “escutar” os desejos dos lugares, exercitando sua sensibilidade. Com isso conseguem projetar de maneira mais receptiva, captando desejos e necessidades das pessoas e a vocação dos lugares. Um projeto de arquitetura com bom Feng Shui proporciona qualidade estética, beleza; e bem estar físico, mental e emocional aos seus ocupantes.

Nosso mundo interior é reflexo do mundo exterior

O ambiente faz a pessoa e vice-e-versa

O Feng Shui pode estar presente em todas as fases de uma construção, do projeto à aplicação dos móveis. Cada ambiente é uma expressão da nossa história. Mudando o astral dos ambientes podemos melhorar nossa história. É importante entender o que nos afeta, mesmo que de forma inconsciente. Com os devidos ajustes pode-se transformar o interior e o exterior das pessoas, suas moradias e áreas de trabalho.

 

http://fengshuiideias.blogspot.com.br/2013/07/por-que-utilizar-o-feng-shui-no-seu-lar.html

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Nikola Tesla - O inventor esquecido

Quem foi Nikola Tesla ? parte III

III – O MAIOR HACKER DE TODOS OS TEMPOS

 

A questão vem à tona de tempos em tempos. “Quem foi o maior hacker?”. Bem, há um monte de opiniões sobre isto. Alguns dizem que foi Steve Wozniak, do famoso Apple II. Pode ser Andy Hertzfeld, do Sistema Operacional do Mac [Macintosh]. Richard Stallman, dizem outros, do MIT. Entretanto, quando às vezes menciono quem eu penso que seja o maior dos hackers, cada um concorda (contanto que o conheçam), e não há mais argumentações. Assim, deixem-me apresentá-lo a vocês, e ao seu maior hack. Devo avisá-los que será de estarrecer. A propósito, tudo que vou dizer a vocês pode ser verificado em sua biblioteca local [nos EUA – N.T.]. Não se preocupem – não vamos contar uma história de aterrissagem de UFO da Shirley MacLaine. Só de um engenheiro eletricista de primeira…

A CENA: COLORADO SPRINGS, COLORADO.

Colorado Springs fica no sul do Colorado, e cerca de 110 quilômetros ao sul de Denver. Naqueles dias era conhecida como o centro de várias corporações de pesquisas de discos ópticos e do NORAD, o Comando de Defesa de Mísseis sob a montanha Cheyenne. (Eu tenho um interesse pessoal em Colorado Springs; minha esposa Sandy cresceu lá). Estes eventos tiveram lugar algum tempo atrás em Colorado Springs. Um cientista tinha se mudado para a cidade e montado um laboratório em Hill Street, nas cercanias do sul. O laboratório tinha uma antena de cobre de pouco mais de sessenta metros esticada sobre ele, que se parecia com uma antena de radioamador. Ele mudou-se e começou a trabalhar. E estranhas coisas elétricas começaram a acontecer perto do laboratório. Pessoas caminhavam perto dele, e centelhas saltariam do chão para os seus pés, através das solas dos sapatos. Um garoto pegou uma chave de fenda, segurou-a perto de um hidrante, e arrancou dele uma centelha de quatro polegadas. Algumas vezes a grama à volta do laboratório brilharia com uma sinistra coroa azul, ou Fogo de Santelmo. O que eles não sabiam era que aquilo era só o começo. O homem no laboratório estava meramente sintonizando o seu aparato. Ele estava preparando-se para jogar-se em uma experiência que classifica-se entre as maiores e as mais espetaculares de todos os tempos. Um efeito colateral de sua experiência foi estabelecer um recorde para um raio produzido pelo homem: cerca de 42 metros de comprimento.

O HOMEM: NIKOLA TESLA

Seu nome era Nikola Tesla. Ele era um imigrante do que se tornou [e voltou a deixar de ser – N.T.] a Iugoslávia; existe um museu de suas obras em Belgrado. Ele é virtualmente desconhecido nos Estados Unidos, apesar de suas realizações. Não tenho certeza da razão disto. Alguns acham que foi uma conspiração, os mesmos que gostam das teorias sobre conspiração. Mas acho que foi mais porque Tesla, apesar de ser um brilhante inventor, era também um péssimo negociante; ele terminou na miséria. Negociantes que vão à falência desaparecem dos olhos do público; vemos isto na indústria dos computadores todo o tempo. Edison, que não chegava nem perto do inventor que Tesla era, mas que era um excelente homem de negócios, é bem lembrado, assim com a sua General Electric. Mesmo assim, deixem-me listar um pouco dos trabalhos de Tesla, assim vocês poderão compreender quão brilhante ele era. Ele inventou o motor de C.A. e o transformador (pense em cada motor que existe em sua casa). Ele inventou a eletricidade de 3 fases e popularizou a corrente alternada, o sistema de distribuição elétrica usado em todo o mundo. Inventou a bobina de Tesla, que cria a alta voltagem que energiza o tubo de vídeo de seu computador. Atribui-se a ele agora a invenção do rádio, também; a Suprema Corte derrubou a patente de Marconi em 1943, em favor de Tesla.

Tesla, em resumo, inventou a maioria dos equipamentos que trazem a energia para a sua casa todo dia, de grande distância, e muito do que usa esta eletricidade em seu lar. Suas invenções fizeram de George Westinghouse (Westinghouse Corp.) um homem rico. Finalmente, a unidade de fluxo magnético no sistema métrico é o “Tesla”. Outras unidades incluem o “faraday” e o “henry”, então você compreenderá isto como uma honra dada a poucos. Então não estamos falando de um desconhecido aqui, e sim de um genuíno engenheiro eletricista. Tesla, muito cedo em sua vida, envolveu-se com um monte de invenções. Ele interessou-se cada vez mais pela ressonância, com um tipo particular de ressonância elétrica. Tesla achou-a fascinante. Se você coloca um circuito elétrico em ressonância, coisas estranhas acontecem, de fato. Tome, por exemplo, a bobina de Tesla. Este transformador elevador [de voltagem] lançará algumas centenas de volts em freqüências de rádio. A voltagem irá sair do topo de sua bobina como uma descarga luminosa, ou de efeito “corona”. Uma pequena [bobina] provoca uma faísca de seis polegadas; uma grande lançará faíscas à distâncias de alguns metros. Ainda mais, Tesla podia atrair as faíscas para seus dedos sem feri-los – a alta freqüência da eletricidade conserva-se na superfície da pele, e evita que a corrente provoque qualquer dano. Tesla começou a pensar sobre ressonância em larga escala. Ele já tinha sido o pioneiro do sistema de distribuição de energia elétrica que usamos hoje em dia, e isto não é pensar pequeno; quando pensar em Tesla, pense grande. Ele pensou, ‘vamos dizer que eu envie uma carga elétrica para o solo. O que acontecerá a ela?’ Bem, o solo é um excelente condutor de eletricidade.

Deixem-me gastar um momento nisso, para que compreendam, porque muitos acham que o solo não é muito condutor. O chão é um maravilhoso escoadouro para a eletricidade. Este é o motivo para o pino “terra” em seus aparelhos; o terceiro pino (redondo) em cada tomada C.A. de sua casa é literalmente ligado direto para a terra [apenas nos EUA. No Brasil, um dos dois pinos é ligado à terra – N.T.].

Tipicamente, o cabo de força de seu aparelho é aterrado desta maneira, e se alguma coisa entra em curto-circuito no aparelho e o cabo é energizado, a corrente flui para a terra, ao invés de ir para você. Há muito tempo que a terra vem sendo usada desta maneira, como um condutor.

Tesla gerou um poderoso pulso de eletricidade, e drenou-o para o chão. Devido ao solo ser condutor, ele não é bloqueado. Além disso, espalha-se como uma onda de rádio, viajando à velocidade da luz, 300.000 km por segundo. E mantém sua propagação, porque é uma onda poderosa; ela não enfraquece após uns poucos quilômetros. Ela passa através do núcleo de ferro da Terra quase sem problema. Afinal de contas, ferro fundido é um bom condutor. Quando a onda alcança o outro lado do planeta, ela é refletida de volta, exatamente como uma onda na água, quando alcança uma obstrução. Devido a isto, ela faz uma viagem de volta; eventualmente, retorna para o ponto de partida. Hoje, esta idéia pode parecer extravagante. Mas não é ficção científica. Fizemos refletir ondas de radar na Lua nos anos 50, e mapeamos Vênus através de radar nos anos 70. Aqueles planetas estão distantes milhões de quilômetros. A Terra tem apenas 4.800 km de diâmetro; enviar uma onda eletromagnética através dela é uma facilidade. Podemos sentir terremotos por todo lado através do planeta, pelas vibrações que eles provocam e viajam por toda essa distância. Assim, o que a princípio parece ser espantoso, na realidade não o é. Mas, como eu disse, isto é um exemplo típico de como Tesla pensava. E então ele teve uma de suas típicas idéias.

Ele pensou, quando a onda retorna para mim (cerca de um trigésimo de segundo após enviá-la), ela estará consideravelmente enfraquecida pelo percurso. Por que não enviar uma outra carga neste ponto, fortalecendo a onda? As duas se combinarão, irão em frente e serão refletidas juntas. E então ele a reforça várias vezes seguidas. A onda aumentará em potência. É como empurrar um balanço de brinquedo. Você dá uma série de empurrões cada vez que ele volta, e aumenta a oscilação com esta série de pequenos empurrões. Já tentou parar um balanço quando ele está no máximo? Ele queria encontrar o limite superior para a ressonância, mas veio a ter uma surpresa.

 

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O HACK: A BOBINA DE TESLA

Então Tesla mudou-se para Colorado Springs, onde um de seus geradores e sistemas elétricos tinha sido instalado, e montou o seu laboratório. Por que Colorado Springs? Bem, seu laboratório em Nova Iorque tinha queimado, e ele estava deprimido por isso. E um fato aconteceu. Um amigo em Colorado Springs, que dirigia a companhia de eletricidade, Leonard Curtis, ofereceu-lhe energia de graça. Quem poderia resistir a isto? Depois de montar seu laboratório, ele esteve sintonizando sua gigantesca bobina de Tesla naquele ano, tentando faze-la entrar em perfeita ressonância com a terra abaixo. E o povo da cidade percebeu aqueles estranhos efeitos; Tesla estava eletrificando o chão abaixo de seus pés no retorno da onda refletida. Eventualmente, ele conseguiu sintonizá-la, mantendo-a a uma baixa potência. Mas no espírito de um verdadeirohacker, uma vez que ele tenha decidido, ele vai em frente, só para ver o que acontecerá. Então, qual era o limite máximo da onda que ele estava formando, e que se refletia para frente e para trás no chão planeta abaixo? A antena de 60 metros acima dele estava ligada ao solo, e ele tinha toda a energia que queria diretamente do gerador da cidade. Tesla foi para fora para observar (usando solas de borracha de três polegadas como isolação), e seu assistente, Kolman Czito, ligou a Bobina. As filas de capacitores a óleo zumbiram, e um ronco veio dos arcos elétricos grossos como um punho, que saltaram pelo espaço. Dentro do laboratório o ruído era ensurdecedor. Mas Tesla estava do lado de fora, observando a antena. Qualquer oscilação elétrica que voltasse à área se acumularia na antena e saltaria como um relâmpago. Acima da antena relampejava um raio de cerca de um metro e oitenta centímetros de comprimento. O raio se conservava em um arco estável, embora diferente de um raio comum. E aqui Tesla observava cuidadosamente, porque ele queria ver se a potência iria aumentar, se sua teoria de ondas funcionaria. Logo os relâmpagos tinham seis metros de comprimento, e em seguida, quinze metros. A oscilação estava se tornando cada vez mais poderosa. Vinte e quatro metros – agora trovões se seguiam a cada relâmpago. Trinta metros, trinta e seis metros; o raio subia pela antena acima. Trovões podiam agora ser ouvidos à volta de Tesla (eles foram ouvidos a cerca de 35 quilômetros de distância, na cidade de Cripple Creek). A campina na qual Tesla estava de pé estava iluminada por uma descarga elétrica muito semelhante ao Fogo de Santelmo, lançando um brilho azul. Sua teoria estava certa! Não parecia existir um limite para as oscilações; ele estava criando a mais poderosa oscilação elétrica jamais criada pelo homem. Naquele momento ele conseguiu o recorde, o qual ainda permanece, para raios artificiais. Então tudo parou. As descargas de raios pararam, o trovão se foi. Ele correu para dentro, e descobriu que a companhia de eletricidade tinha desligado sua energia. Ele chamou-os, gritou com eles – eles estavam interrompendo a sua experiência! O capataz replicou que Tesla tinha sobrecarregado o gerador e feito ele pegar fogo, que seus rapazes estavam ocupados apagando o fogo da rede elétrica, e que o inferno esfriaria antes que Tesla tivesse qualquer energia grátis da companhia de força de Colorado Springs novamente!

Todas as luzes em Colorado Springs tinham se apagado. E aquilo, leitores, é para mim o maior feito hack da história. Eu tenho visto espantosos [feitos] hack. O SO [sistema operacional] Atari de 8 bits. O SO Mac. Computadores da companhia telefônica – bem, montes de computadores. Mas eu nunca vi ninguém fazer o maior raio do planeta e desligar a energia de uma cidade inteira, “só para ver o que aconteceria”. Por uns poucos momentos, lá em Colorado Springs, ele conseguiu uma coisa jamais feita antes. Ele tinha usado o planeta inteiro como um condutor, e enviou um pulso através dele. Naquele momento do verão de 1899, ele fez história. Está certo, em 1899 – que diabo, perto de um século atrás. Bem, você pode dizer para si mesmo, é uma bela história, e estou certo que George Lucas poderia fazer um danado de filme sobre ele, com efeitos especiais e tudo o mais. Mas isto não é relevante hoje. Ou é? Segure firme o seu chapéu.

* * *

O SDI E A BOBINA DE TESLA

O mês passado falamos a respeito de um espantoso feito hack que Nikola Tesla tinha realizado – refletindo uma onda elétrica através do planeta, em 1899, e fazendo o maior raio artificial já feito. Este mês, deixem-me dar uma pequena fundamentação política. Em outubro último fui ao Hackercon 2.0, uma reunião de hackers de computador, os quais vêm de todo lugar. Foi um fim-de-semana informal em um acampamento nas colinas a oeste de Santa Clara. Uma das mais interessantes recordações do Hackers 2.0 foram as numerosas diatribes contra o Strategic Defense Initiative [Iniciativa de Defesa Estratégica, mais conhecido por Guerra nas Estrelas – N.T.]. A maioria dos locutores afirmava que ele era impossível, mencionando problemas técnicos. Assim, muitas pessoas sentiram-se obrigadas a queixar-se contra o SDI, referindo-se jocosamente à conferência como “SDIcon 2.0″. Provavelmente, o ponto alto (?) da conferência foi Jerry Pournelle e Timothy Leary no palco debatendo sobre o SDI. Deixarei a descrição à sua imaginação – foi tudo que vocês podem pensar, e muito mais. Pessoalmente, eu estava perturbado de ver tantos talentosos hackers adotando a atitude de “não vamos nem mesmo tentar”. Não foi assim que os micros surgiram. Mencionei a um jornalista da revista Time que, se alguém podia fazer o SDI funcionar, eram os hackers que estavam ali. Eu também acreditava que o maior de todos oshackers, Nikola Tesla, tinha resolvido o problema técnico do SDI já em 1899. O fato ocorreu há muito tempo atrás, e foi tão espantoso, que é bem capaz de ter sido esquecido; descrevi-o no último número [artigo anterior – N.T.]. Deixem-me apresentar meu caso sobre a Bobina de Tesla e o SDI.

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O USO PELOS SOVIÉTICOS* DA BOBINA DE TESLA

Você se lembrará que eu disse que Tesla tinha nascido na Iugoslávia (na época, a “Servo-Croácia”). Ele não é desconhecido lá; ele é lembrado como um herói nacional. Vejam o museu Nikola Tesla em Belgrado, por exemplo. Tem sido captadas interferências deste lado do planeta, as quais estão causando problemas nas faixas de radioamadores. Equipamentos radiogoniômetros tem rastreado uma interferência na faixa de SW [ Single Wave – Onda Contínua, geralmente usada para comunicações em Código Morse – N.T.], de duas fontes na União Soviética, as quais são aparentemente duas Bobinas de Tesla de alta potência. Por que estariam os soviéticos mexendo com Bobinas de Tesla? Há uma estranha teoria de que eles estão sujeitando o Canadá a uma interferência elétrica de baixo nível, para causar mudanças de atitude [comportamento]. (Suspiro). Em direção contrária, há uma outra teoria, bem mais crível, que eles estão conduzindo pesquisas em radares “além do horizonte”, usando as idéias de Tesla (os soviéticos certamente não irão dizer o que eles estão fazendo). Quando li sobre estes testes, fiquei preocupado. Não acho que eles estão mexendo com controle de atitude ou com radar. Acho que eles estão fazendo exatamente o que Tesla fez em Colorado Springs.

COMPUTADORES E ATERRAMENTO

É tempo de outra discussão sobre aterramento. Considere o seu computador. Você sem dúvida já foi avisado sobre eletricidade estática, e de sempre ligar-se à terra (descarregando a estática para a terra, um escoadouro elétrico) antes de tocar o seu computador. Empresas fabricam spray anti-estática para os tapetes. A [eletricidade] estática tem uma faixa de 20.000 a 50.000 volts. Chips de computador funcionam com cinco a doze volts. A isolação interna é feita para aquela voltagem máxima. Quando eles são atingidos por [eletricidade] estática em um escala de milhares de volts, a isolação é perfurada, e o chip é arruinado. Incontáveis computadores tem sido danificados desta forma.

Leia qualquer manual de chips de memória do PC, e você verá avisos sobre [eletricidade] estática; é um grande problema. Mas Tesla estava trabalhando com faixas de milhões de volts. E sua idéia especial – de que o solo em si mesmo podia ser o condutor – adquire agora relevância, aproximadamente um século após a sua dramática demonstração em Colorado Springs. Então, você vê, em nossa sabedoria nós temos aterrado nossos computadores, para protegê-los da [eletricidade] estática.

Nós sempre assumimos que o solo é um escoadouro de eletricidade. Então, com nosso plugues de três pinos, nós aterramos qualquer coisa – os dois pinos redondos na tomada da parede vão para a fiação de energia elétrica (vivo e neutro); o terceiro, o pino redondo, vai direto para a terra. Aquele terceiro pino é comumente ligado através de um fio grosso para um cano de água [metálico], que efetivamente o aterra.

Tesla provou que você pode aplicar ao chão uma carga terrível, de milhões de volts de eletricidade em alta freqüência (Tesla fez sua enorme bobina funcionar em 33 KHz). Lembrem-se, os relâmpagos que saíam de sua Bobina estavam vindo da onda refletindo-se acima e abaixo pelo planeta. Em resumo, ele estava modificando o potencial elétrico do solo, transformando-o de um escoadouro elétrico para uma fonte elétrica.

Tesla fez sua experiência em 1899. Lá não haviam, à época, computadores pessoais com chips delicados ligados à terra. Se houvessem, ele teria fritado cada um deles, em Colorado Springs. Havia, contudo, um equipamento elétrico ligado, à época da experiência, à terra: o gerador da cidade. Ele podia queimar e dar fim à experiência de Tesla. A causa desta falha também é interessante. Ele queimou por causa do “high frequency kickback”, uma coisa que muitos engenheiros eletricistas conhecem. Tesla esqueceu que um gerador alimenta-se de potência, e ele estava energizando-o com alta freqüência de sua Bobina. Alta freqüência rapidamente aquece o isolamento; um forno de microondas funciona pelo mesmo princípio. Em poucos minutos, a isolação dentro do gerador aqueceu tanto que ele queimou. Quando as luzes se apagaram em Colorado Springs, esta foi a primeira prova de que a idéia de Tesla tinha possibilidades estratégicas.

É assustador. Imaginem uma Bobina de Tesla, ocupada bombeando uma onda elétrica na Terra. Deste lado do planeta, ele estava conseguindo raios de 39 metros, os quais possuem um diabo de um monte de voltagem e de corrente. E uma simples teoria de ondas mostrará a vocês que aquela espécie de potencial existe também do outro lado do planeta. Lembrem-se, a onda estava se refletindo para lá e para cá, sendo reforçada de cada vez. A grande questão é: quão concentrado o pólo elétrico oposto será. Ninguém sabe. Mas parece provável que a área alvo no solo do lado mais distante poderia ser sujeita a uma considerável interferência elétrica. E se um equipamento computadorizado é ligado à terra, esperançosamente assumindo que a terra jamais será uma fonte de eletricidade, isso será muito ruim para esse equipamento.

Esta espécie de interferência elétrica torna a estática insignificante, por comparação. E não é preciso muita diferença em potencial de terra para destruir um computador ligado a ela. Descargas de raios causam uma cintilação temporária na voltagem de terra; lembro-me de trocar chips de driver em uma rede de computadores que tinha sido atingida por um raio, quando eu morava em Austin. Imaginem o efeito em relativamente delicados [circuitos] eletrônicos, se alguém liga uma Bobina de Tesla no outro lado do planeta, e submete o solo a abruptas mudanças elétricas. As aplicações militares são bastante óbvias – aqueles ICBM [Inter-Continental Ballistic Missile – Mísseis Balísticos Inter-Continentais – N.T.] no Dakota do Norte, por exemplo. É possível que eles possam ser danificados em seus silos, e a partir de uma distância de milhares de quilômetros. Fazendo funcionar duas ou mais Bobinas, você não tem de estar, tampouco, exatamente do outro lado do planeta. Efeitos de interferência podem dar-lhe os pontos remotos que precisar, com sintonias variadas. Pode ser, apenas pode ser, que os soviéticos não estejam fazendo radares “além do horizonte”. Pode ser que eles só estejam se ocupando na leitura das anotações de Tesla. E pode ser que eles estejam sintonizando uma grande e real surpresa com as suas bobinas gêmeas.

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“GUERRA NAS ESTRELAS” E A BOBINA DE TESLA

Vocês já ouviram sobre a Strategic Defense Initiative [SDI], ou “Guerra nas Estrelas”. Nós estamos procurando por uma maneira de parar um ataque nuclear. Exatamente agora, estamos tendo toda espécie de projetos de pesquisa em alta potência, com ênfase em “nova tecnologia”. Laser Excimer [excimer – uma molécula diatômica em um nível acima do menor estado energético possível – N.T.], técnicas de destruição cinéticas, e mesmo idéias mais exóticas. Como sabem muitos de vocês que têm escrito programas para computadores, é danado de difícil fazer alguma coisa “nova” funcionar. Pode ser um erro, apegar-se exclusivamente ao “novo”. Não seria alguma coisa, se a solução para o SDI estivesse cem anos no passado, no brilho esquecido de Nikola Tesla? Por certo agora nós podemos imobilizar [o equipamento] eletrônico de instalações de metade do planeta. A tecnologia para fazer isto foi conseguida em 1899, e prontamente esquecida. Lembrem-se, não estamos falando aqui de algo vago, ou de teorias não provadas. Estamos falando do recorde mundial de raios, e do inventor daqueles sistemas de energia que acendem as luzes de sua casa à noite.

A BOBINA DE TESLA FUNCIONA.

Tudo que temos que fazer é construí-la. Você pode não acreditar na história sobre Tesla em Colorado Springs, e no ele fez. É realmente espantosa. Por causa dela, ele foi esquecido. E não tenho certeza se você quer ouvir sobre a conexão SDI. Mas, quando você trabalhar em um computador, deve lembrar dele. Sua bobina de Tesla fornece a alta voltagem para o tubo de imagem [monitor] que você usa. A eletricidade para o seu computador vem de um gerador de C.A. de Tesla, enviada através de um transformador, e chega à sua casa através de um transformador de força de três fases de Tesla. As invenções de Tesla… elas ainda estão por aí…

 

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Quem foi Nikola Tesla ? parte II

II – Pequena História de Nikola Tesla

Excerto do vol. 6, no. 4, “Power and Resonance”, do “Journal of the International Tesla Society”. Para maiores informações sobre os tópicos discutidos abaixo: The Tesla Book Co.”, Box 1649, Greenville, Texas 75401 [nota do texto em inglês].

Este é um arquivo destinado a corrigir enganos e desinformações que vem ocorrendo há vários anos, sobre quão supostamente “grande” Edison foi, e como Nikola Tesla foi varrido para debaixo do tapete do poderio capitalista.

Edison era um ladrão, empregando toda espécie de pessoas para pensarem por ele; ele roubava suas invenções, suas idéias, tanto ou mais, e não está claro hoje o que Edison realmente inventou, e o que foi roubado de outros.

O Instituto Elétrico Edison (Edison Electric Institute) foi formado para perpetuar a noção de que Edison foi o inventor do gramofone, e ter certeza de que os textos escolares, etc, somente mencionariam ELE em conexão com todas estas invenções. Exatamente como os Laboratórios Bell (Bell Labs) fazem hoje em dia.

Mas Nikola Tesla era realmente um gênio; depois de ter feito muitos melhoramentos nos bondes elétricos e trens em seu país, ele veio para a América à procura de emprego, e eventualmente terminou indo trabalhar para Edison.

Edison tinha um contrato com a cidade de Nova Iorque para construir usinas de força de Corrente Contínua (C.C.) em cada milha quadrada ou mais, como também para iluminar as lâmpadas que ele supostamente tinha inventado. Iluminação pública, de hotéis, etc. Escavando buracos por toda a cidade para assentar os cabos de cobre, tão largos quanto os bíceps de um homem, ele disse a Tesla que se este pudesse economizar dinheiro re-projetando certos aspectos da instalação, ele daria a Tesla uma porcentagem dos lucros. Um acordo verbal. Depois de aproximadamente um ano, Tesla foi ao escritório de Edison e mostrou-lhe os lucros acumulados (US$100.000,00 ou mais, o que naqueles dias era muita grana) como resultado direto de seus projetos, e Edison fingiu ignorar qualquer acordo. Tesla saiu. Dali em diante, tornaram-se inimigos.

Tesla inventou a utilíssima Corrente Alternada (C.A) que todos usamos hoje, em um mundo onde Edison e outros já tinham feito um enorme investimento na energia de C.C.

Tesla fez proselitismo da energia de C.A. e teve algum sucesso construindo usinas de força e fornecendo energia para várias entidades. Uma destas foi a prisão de Sing Sing, no interior de Nova Iorque. Tesla forneceu energia de C.A. para a “cadeira elétrica” de lá. Edison publicou vários artigos nos jornais de Nova Iorque dizendo que a energia de C.A. era uma perigosa “assassina”, e em geral, trouxe má fama para Tesla.

Para responder a este golpe, Tesla exibiu sua própria campanha de marketing, aparecendo na Exposição Mundial em Chicago (1880? [sic] ), passando por seu próprio corpo uma energia de alta freqüência da C.A. “perigosa”, e fazendo acender lâmpadas diante do público. Ao disparar enormes e longas centelhas de sua “bobina de Tesla”, e tocando-as, etc, ele “provou” que a energia de C.A. era segura para o consumo público.

A vantagem da energia de C.A. era que você podia enviá-la a longas distâncias através de fios de calibre razoável com pequenas perdas, e se você os juntasse, colocando-os em “curto-circuito”, somente o lugar onde eles se tocavam derretia e provocava faíscas, até que eles deixassem de se tocar.

A energia C.C., por outro lado, necessitava de enormes cabos para atravessar qualquer distância, os quais esquentavam quando estavam levando energia. Quando em curto, os cabos derretiam-se por todo o caminho até a casa de força, e as ruas tinham que ser escavadas outra vez para novos cabos serem lançados. Se um curto ocorria em uma simples lâmpada, ela usualmente começava um incêndio, e queimava o hotel ou destruía o que quer com que entrasse em contato! Isto era muito lucrativo para os negócios de energia com C.C., e muito bom para os envolvidos com construção, escavação, etc.

Tesla inventou a Corrente Alternada de 2 e de 3 fases. Ele imaginou motores girando em círculo, de modo tal que as seções condutoras, montadas na armadura a 180 graus, dissipariam menos calor e gastariam menos eletricidade. Ele estava certo.

1929 chegou, o mercado de capitais quebrou, e banqueiros, advogados, qualquer um que tivesse perdido seus bens e não tivesse saltado pela janela, procurava trabalho, se tivessem sorte como trabalhadores comuns, ganhando um dólar por dia. Tesla encontrou-se escavando fossas na companhia de ainda influentes ex-investidores de Wall-Street. Durante o curto período do almoço, ele falava a seus camaradas acerca eletricidade de C.A. em fases, como ela era eficiente, etc. Por volta de 1932, ele estava trabalhando em um pequeno gerador em uma loja reconstruída de Nova Iorque, e um dos banqueiros que costumava escavar fossas com ele encontrou-o e levou-o para o Sr. Westinghouse, para quem ele contou suas histórias. Westinghouse comprou 19 patentes completas e deu a Tesla um dólar por cavalo-vapor para qualquer motor elétrico que ele fabricasse e usasse o sistema de 3 fases de Tesla.

Tesla finalmente tinha o dinheiro para começar a construir os seus laboratórios, cinco, e realizar as experiências com a energia livre [grátis] da terra. A idéia que realmente tornou-o impopular.

Alguma coisa grátis, que os mestres da guerra e dos negócios não podem controlar? Eles não poderiam aceitar aquilo! Então, em seguida Tesla morreu em 1943, seu enorme laboratório em Long Island incendiou-se misteriosamente, nenhum registro se salvou, e o que sobrou foi destruído pelos tratores para sumir com qualquer equipamento que tivesse restado. Foi um exagero, com a “energia grátis”

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Quem foi Nikola Tesla? parte I



[Nota do tradutor: este texto, cujo título é QUEM FOI NIKOLA TESLA?, é composto de três artigos diferentes]



I – Nikola Tesla, Gênio Humanitário

Excerto do vol. 6, no. 4, “Power and Resonance”, do “Journal of the International Tesla Society”. Para maiores informações sobre os tópicos discutidos abaixo: The Tesla Book Co.”, Box 1649, Greenville, Texas 75401[nota do texto em inglês].

Pergunte a qualquer garoto de uma escola: “quem inventou o rádio?”. Se você obtiver uma resposta, ela será sem dúvida Marconi – uma resposta com a qual as enciclopédias e os livros de texto concordam. Ou faça uma outra: “quem inventou os materiais que compõem sua tostadeira, seu som estéreo, a iluminação pública, e permite às fábricas e escritórios funcionarem? Sem hesitação, Thomas Edison, certo? Errado em ambos os casos. A resposta correta é Nikola Tesla, uma pessoa que você provavelmente nunca ouviu falar. Há mais. Parece que ele descobriu os raios-X um ano antes que W. K. Roentgen o fizesse na Alemanha, ele construiu um amplificador a válvula antes de Lee de Forest, estava usando luzes fluorescentes em seu laboratório 40 anos antes que a indústria os “inventasse”, e demonstrou os princípios usados nos fornos de microondas e radar décadas antes que eles se tornassem uma parte integral de nossa sociedade. Não obstante, não associamos o seu nome com nenhum deles.

Por cerca de 20 anos na virada do século, ele foi conhecido e respeitado nos círculos acadêmicos mundiais, correspondeu-se com físicos eminentes de sua época, incluindo-se Albert Einstein, foi citado e consultado em matéria de ciência elétrica, adotado pela alta sociedade de Nova Iorque, respaldado por gigantes das finanças e da indústria tais como J. P. Morgan, John Jacob Astor e George Westinghouse. Teve como amigos eminentes artistas, tais como Mark Twain e o pianista Ignace Paderewski. Contam-se às dúzias os seus graus honoríficos, prêmios (inclusive o Nobel) e outras citações.

Tesla nasceu em Smijlan, Croácia, em 1856, filho de um clérigo e de uma inventiva mulher. Ele tinha uma extraordinária memória, que tornou-lhe fácil aprender seis idiomas. Entrou para a Escola Politécnica em Gratz, onde por quatro anos estudou matemática, física e mecânica, confundindo mais de um professor pela sua extrema compreensão da eletricidade, uma ciência ainda na infância, naqueles dias. Sua carreira prática começou em Budapeste, Hungria, em 1881, onde fez sua primeira invenção elétrica, um telefone repetidor (um alto-falante comum), e concebeu a idéia de um campo magnético rotativo, o qual mais tarde tornou-o mundialmente famoso, na forma de um moderno motor de indução. O motor de indução polifásico é que fornece energia para virtualmente todas as aplicações industriais, de correias transportadoras a guinchos para máquinas operatrizes.

As habilidades mentais de Tesla requerem alguma menção, desde que, não somente ele tinha uma memória fotográfica, como também possuía a habilidade de usar uma visualização criativa com uma intensidade fantástica. Ele descreve em sua autobiografia, quão hábil ele era para visualizar um aparato em particular, testá-lo realmente, desmontá-lo e checá-lo, para que funcionasse na prática! Durante a fabricação de suas invenções, ele trabalhava com todos os planos e especificações em sua cabeça. O invento, após ser montado sem nenhuma modificação, funcionava perfeitamente. Tesla dormia apenas uma ou duas horas por dia, e trabalhava continuamente em suas invenções e teorias sem descanso e sem tirar férias. Podia avaliar as dimensões de um objeto ao centésimo de polegada, e realizar difíceis cálculos em sua cabeça, sem ajuda de régua de cálculo ou tábuas matemáticas. Muito longe de ser um intelectual em sua torre de marfim, ele tinha muita consciência do mundo à sua volta, fazia questão de tornar acessíveis as suas idéias ao público em geral, através de freqüentes artigos escritos para os jornais, e em seu próprio âmbito, através de palestras e artigos científicos.

Ele decidiu vir para este país (EUA) em 1884. Trouxe com ele vários modelos dos primeiros motores de indução, que depois de um breve e infeliz período trabalhando para Edison, foram mostrados a George Westinghouse. Foi nas oficinas de Westinghouse que o motor de indução foi aperfeiçoado. Numerosas patentes foram tiradas desta invenção inicial, todas sob o nome de Tesla.

Tesla trabalhou brevemente para Thomas Edison quando veio para os estados Unidos, criando muitos melhoramentos nos motores e geradores de C.C. [corrente contínua] de Edison, mas deixou-o após muitas controvérsias, e de Edison ter-se recusado a honrar suas promessa de pagar bônus e direitos. Este foi o começo de uma rivalidade que veio a ter péssimas conseqüências mais tarde, quando Edison e seus financiadores fizeram tudo ao seu alcance para deter o desenvolvimento e a instalação do sistema de Tesla, muito mais eficiente e prático, de distribuição de energia urbana através de energia de C.A. [C.A. – corrente alternada. É curioso que Edison fez com Tesla o mesmo que os antigos fornecedores de iluminação pública à gás fizeram contra ele, tentando desprestigiá-lo e ao seu invento: a iluminação pública por C.C. – N.T.]. Edison levou às cidades um tipo de show no qual tentava retratar a C.A. como perigosa, chegando ao ponto de eletrocutar animais pequenos e grandes (em um caso, um elefante) perante grandes audiências. Como resultado desta campanha de propaganda, o estado de Nova Iorque adotou a eletrocussão por C.A. como método para executar condenados. Tesla ganhou a batalha, ao demonstrar a segurança e a utilidade da C.A., quando iluminou e forneceu eletricidade à Feira Mundial de Nova Iorque de 1899.

O mais importante trabalho de Tesla ao final do século dezenove foi um sistema original de transmissão de energia através de antena. Em 1900, Tesla obteve suas duas patentes fundamentais sobre transmissão de energia sem fio, que envolviam o uso de quatro circuitos sintonizados. Em 1943, a Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu a Nikola Tesla plenos direitos sobre a patente de invenção do rádio, substituindo e anulando qualquer reclamação anterior de Marconi e outros, em relação à “patente fundamental do rádio”. É interessante notar que Tesla, em 1898, descreveu não somente a transmissão da voz humana, mas também de imagens, e posteriormente projetou e patenteou dispositivos que envolviam as fontes de energia que fazem funcionar os tubos de TV atuais. As primeiras e primitivas instalações de radar, em 1934, foram construídas seguindo os princípios, principalmente os relativos a freqüência e potência, já descritos por ele em 1917.

Em 1889 Tesla construiu uma estação experimental em Colorado Springs, onde ele estudou as características da alta freqüência, ou de freqüências de rádio em corrente alternada. Lá ele desenvolveu um potente rádio transmissor em um projeto singular, e também um número de receptores “para individualizar e isolar a energia transmitida”. Ele realizou experiências para estabelecer as leis da propagação das ondas de rádio, as quais estão atualmente sendo “redescobertas”, e mesmo verificadas, após alguma controvérsia, nas altas energias da física quântica.

Tesla escreveu em “Century Magazine” de 1900: “…que a comunicação sem fio para qualquer ponto do globo era possível. Minhas experiências mostraram que o ar em sua pressão normal torna-se um condutor, e isto abre um panorama maravilhoso para a transmissão de grandes quantidades de energia elétrica para propósitos industriais a grandes distâncias sem o uso de fios… sua realização prática poderia significar que a energia estaria disponível ao uso humano em qualquer ponto do globo. Não posso conceber nenhum avanço técnico que poderia, melhor do que este, unir toda a humanidade, ou que poderia mais e mais economizar a energia humana… “. Isto foi escrito em 1900! Depois que terminou os testes preliminares, o trabalho começou em uma estação tamanho gigante em uma praia recuada de Long Island. Tivesse entrado em operação, ela poderia prover enormes quantidades de energia elétrica para os circuitos receptores. Depois da construção de um prédio de geração (ainda de pé) e uma torre de transmissão de cerca de 55 metros de altura (dinamitada durante a Primeira Guerra Mundial, sob o dúbio pretexto de ser uma referência potencial para a navegação de barcos alemães, os U-boats), o suporte financeiro para o projeto foi repentinamente cortado por J. P. Morgan, quando tornou-se manifesto que tal projeto de fornecimento de energia não poderia ser medido e nem cobrado.

Uma outra das invenções de Tesla, que é familiar a qualquer um que já tenha possuído um automóvel, foi patenteada em 1898 sob o nome de “ignição elétrica para motores a gasolina”. Mais comumente conhecida como o sistema de ignição do automóvel, seu principal componente, a bobina de ignição, permanece praticamente sem mudanças desde o seu aparecimento, na virada do século.

Nikola Tesla também projetou e construiu protótipos de uma máquina rotativa por queima de combustível incrível, baseada em um projeto anterior de uma bomba rotativa. Testes recentes que tem sido realizados na turbina a disco sem hélice indicam que, se construída usando materiais cerâmicos para alta temperatura recentemente desenvolvidos, colocar-se-ia entre os mais eficientes motores a gasolina do mundo, sobrepujando nossos atuais motores de combustão interna a pistão, em economia, longevidade, adaptabilidade a diferentes combustíveis, e relação custo/potência.

A generosidade de Tesla eventualmente deixou-o sem fundos suficientes para prosseguir realizando as suas invenções. O seu idealismo e humanismo deixavam-no desanimado com as intrigas do mundo industrial e financeiro. Seu laboratório de Nova Iorque foi destruído por um incêndio misterioso. Referências ao seu trabalho e às suas realizações foram sistematicamente expurgadas da literatura científica e dos livros de texto. Levado a um exílio fechado em um hotel de Nova Iorque entre as duas guerras, 20 anos de uma potencialmente rica e produtiva contribuição foram tiradas de nós. As únicas ocasiões em que aparecia em público eram nas entrevistas anuais à imprensa na data de seu aniversário, que ele descreveria invenções espantosas e de grande alcance, e sobre as possibilidades da tecnologia. Elas eram distorcidas pela imprensa sensacionalista, particularmente quando ele descrevia sistemas de armas avançadas às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Morreu na obscuridade em 1943. Somente o FBI percebeu: eles vasculharam seus papéis (em vão) procurando pelo projeto da “máquina do raio da morte”. É interessante notar que a motivação para nosso sistema de defesa “Guerra nas Estrelas” foi baseado no receio de que os soviéticos tivessem começado a empregar armas baseadas nos princípios de alta energia de Tesla. Relatos públicos de “ofuscamento” de satélites de vigilância dos EUA, bolas de fogo e relâmpagos anômalos a altas altitudes, interferências de ondas de rádio ELF [Extremely Low Frequency – Freqüência Extremamente Baixa (geralmente, abaixo de 300 Hz) – N.T.], e outros casos, emprestaram crédito a esta interpretação.Créditos devem ser dados onde eles são devidos, [ou seja,] para as invenções humanitárias e que poupam o esforço humano, tais como a máquina universal de C.A., que foi verdadeiramente incorporada à nossa vida diária, como também àqueles que estão à disposição, mas que não tem sido largamente utilizados pela sociedade.

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Low Carb

O que comer na Dieta Low Carb
Eu poderia ficar horas, dias, até anos dizendo o que não comer na dieta low carb. Mas para simplificar nossa “aula de hoje” vou citar os grupos de alimentos que podem ser comidos. Os que não forem citados, você pode considerar retirados da dieta.

Você vai notar que estão presentes todos os alimentos naturais, ou seja, que vem da natureza, do reino vegetal, mineral e do reino animal. Nada industrializado entra aqui, lembrando que na dieta low carb nós sempre comemos COMIDA DE VERDADE!

Frutas e Vegetais Folhosos (Principalmente as brássicas)

Na dieta estes alimentos são os responsáveis pela desintoxicação do organismo. Vivemos em uma sociedade estressada e rodeada de poluição, por isso é importante consumir alimentos saudáveis que auxiliem o corpo a fazer a sua “detox” diariamente. Além disso estes alimentos também são ricos em vitaminas, minerais e compostos antioxidantes que combatem o envelhecimento e os radicais livres.

Algumas frutas devem ser evitadas por pessoas com problemas de glicemia, principalmente a banana e a melancia. O suco de frutas também causa picos de insulina, e dependendo do objetivo da dieta deve ser evitado. Mas se você não tem nenhum problema de saúde e busca simplesmente emagrecimento e vida saudável, pode comer frutas a vontade. Principalmente o abacate, que além de tudo também é muito saciante.

Carnes, Ovos e Gorduras

Responsáveis principalmente pela nutrição do organismo e pela saciedade, estes alimentos também são ricos em vitaminas, minerais e gorduras saudáveis para o nosso corpo. O legal desta dieta é que você não precisa ficar controlando quantidades, porque os alimentos são muito saciantes e sem você reparar, você estará fazendo uma dieta que pode comer à vontade, e estará comendo menos. Sempre mantenha o foco que a sua principal fonte de energia a partir de agora são as gorduras, tanto as saturadas, quanto as monoinsaturadas e as poliinsaturadas. Lembrando que a única gordura que deve ser evitada é a gordura hidrogena/gorduras trans.

Alimentos fermentados

Por serem previamente “digeridos” estes alimentos são mais facilmente absorvidos pelo organismo, geram mais energia e aumentam a síntese de vitaminas e disponibilidade de aminoácidos livres. Além disso aumentam no equilíbrio da microflora intestinal o que influencia diretamente na saúde do indivíduo. (Irei fazer um futuro post só sobre este assunto).

Oleaginosas

Amêndoas, nozes e castanhas. Ricas em gorduras saudáveis e compostos antioxidantes. Também são muito saciantes. Aproveite ;)

Derivados de Leite

Primeiramente vou explicar por que o leite não está nesta lista. Ele é rico em lactose (açucar) e vai causar picos de insulina quando consumido. Por isso dê preferência aos derivados do leite fermentados, que além de ricos em proteínas, gorduras e minerais também são muito saciantes. Sem contar com os probióticos contidos no iogurte (natural e integral sempre) que auxiliam a sua flora intestinal e se manter saudável, fazendo com que você se mantenha com saúde. Os queijos também são muito bem vindos, quanto mais gordurosos, melhor.

É importante ressaltar que para muitas pessoas o leite e seus derivados podem ser inflamatórios. Cabe ao profissional competente reconhecer ou não esta intolerância do paciente.

Tubérculos de Baixo Índice Glicêmico, cereais e leguminosas

Aqui pode morar muita polêmica. Mas existem pessoas que não estão buscando emagrecimento por exemplo, que podem sim consumir alguns tubérculos, antes da academia por exemplo para ganhar energia. Não que um organismo acostumado com a cetose (queima de gordura como fonte de energia) não tenha energia o bastante, o importante é a pessoa avaliar, junto a um profissional competente, quais os seus objetivos e adaptar a dieta a eles.

Da mesma forma cereais como o arroz integral, e as leguminosas também são ótimos alimentos. Sempre acompanhados de gorduras para nossa fonte de energia devem ser consumidos sim, claro, adaptando ao objetivo de cada um na dieta. Eu mesmo por exemplo, não tenho problemas com peso, e preciso inclusive é de ganhar algum, logo estes alimentos consumo de forma normal.

Uma observação importante é Utilize sempre temperos naturais. Muitos também são ricos em compostos antioxidantes e além de um sabor especial também são capazes de trazer saúde para o organismo.

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Usem sem moderação ;)

Para mais acesse: http://maisgorduramenoscarboidratos.com e também http://nutridaspanelas.blogspot.com.br/

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Teoria do Risco

O prêmio Nobel de Economia de 2002, Daniel Kahneman, fez importante contribuição para entender como os humanos assumem os riscos. Ele descobriu que os humanos assumem riscos, mas detestam perdas.
E esta é uma confirmação de tudo que se vem falando desde 2500 anos neste planeta. Quando se fala para soltar, os humanos sentem uma aversão total ao conceito. E o trabalho dele provou isso. Esta é uma atitude irracional porque toda vez que se prende se perde. Todo apego gera perdas e sofrimentos desnecessários. Este universo foi feito para que ninguém perca. Todos podem ganhar se todos tiverem esse tipo de paradigma. Ganha Ganha.
Só que isso é tão contra o cérebro reptiliano (Complexo-R), que o ego imediatamente recusa sequer entender o que é soltar. Uma pessoa culta e inteligente comprou um livro sobre taoísmo. Teve de ler 8 vezes para poder entender o conceito. E ainda precisou de muita orientação para soltar os investimentos errados que tinha feito. A pessoa tinha feito investimentos que não conseguia mais pagar e ainda assim se recusava a solta-los. E continuar vivendo, pois caso contrário teria um infarto com certeza. E perderia tudo. Mas, não soltava. Achava que se soltasse perderia algo. Depois que soltou tudo melhorou e hoje está em excelente situação.
O medo da perda é um problema de confiança. Confiar que o universo funciona e que o Todo administra tudo para o melhor de todos sempre. Hoje em dia existe uma corrente de pensamento argumentando que este universo não funcionou. Que tem algo errado com o universo. Isso é acreditar que o Todo não sabe o que faz, não é onipotente, onisciente e onipresente. Traduzindo, achar que o Todo não é o Todo. Quando o Todo delega uma função Ele sabe exatamente o que está fazendo, pois foi Ele que emanou aquele Arquétipo. O Arquétipo é a perfeição do Todo naquele assunto, atividade ou habilidade em particular. Por exemplo, o Todo quer escalar montanhas. Ele emana um Arquétipo que é o alpinista perfeito. Este Alpinista Perfeito é o Todo escalando montanhas. Não comete erros, faz sempre o melhor, evolui sempre, tem alegria escalando, etc. É perfeito.
Toda a problemática se resume nisso. Em confiar no Todo. Mas, para isso primeiro é preciso entender o que é o Todo, quem é o Todo. E depois sentir o Todo dentro de si. Na Centelha Divina. Sem sentir todo conhecimento é nada. O Todo é um sentimento. Como se pode entender algo intelectualmente se a essência daquilo é um sentimento? Pode-se criar conceitos e conceitos intelectuais, mas eles não serão a verdade. Para entender o Todo é preciso sentir. E este é o problema central da humanidade desde sempre. Se sentir acha que haverá perda. Então resolve não sentir. Fecha os chakras, bloqueia tudo, levanta escudos e acha que assim evitará o sofrimento. Que assim não haverá perdas. Pois é. É justamente nesse ponto que as perdas aparecerão. Toda vez que se bloqueia a ação do Todo os problemas aparecem. Inevitável. Em todas as áreas. Será que o Todo quer que algum humano passe fome? As notícias mostram que existem frangos e porcos demais no mundo! É preciso mata-los para equilibrar o mercado. Enquanto isso quantos milhões passam fome! Evidentemente quem nunca passou fome não tem a menor ideia do que é isso. Portanto, não sente a dor de quem passa fome.
Então se pensa que tem algo errado com este universo! Pois tem gente passando fome, tem guerras no mundo, genocídios, mutilações, predadores, serial killers, exploração de trabalho infantil, exploração da prostituição, etc. (A lista é infinita). Se o planeta Terra é assim é porque o universo está errado? O planeta Terra é assim porque seus habitantes escolheram que seja assim. É um colapso de função de onda coletivo. Caso quisessem mudar mudaria num dia. Ou a União Soviética não acabou em dias? O que parecia impossível aconteceu em dias. Quando as pessoas deixaram suas casas, seus pertences, entraram nos trens e carros e foram para a fronteira do oeste. O muro desabou num dia. Quando as pessoas soltaram tudo. Enquanto foram apegados persistiu por quase um século. (Atenção: não estou julgando. É um fato histórico). E no oeste o problema é o mesmo. Haverá sofrimento, fome, crises, miséria, crimes, desemprego, etc. enquanto houver apego.
E o apego é tão grande que sequer essa ideia pode ser pensada. Buda e Lao Tsé tinham de fazer o que fizeram. Eles vêm fazer um trabalho e fazem. Não importa o custo que seja. Mas, o resultado levará milhares de anos. A humanidade decidirá quantos milhares de anos levará.
Como não se quer entender a Realidade Última e se acha que tem algo errado com o universo, a ideia é uma solução miraculosa que resolva tudo sem que tenha de haver evolução da consciência dos humanos. E a incoerência deste pensamento não é percebida. Se os humanos detestam perdas como eles aceitarão que uma civilização extraterrestre venha aqui e estabeleça o equilíbrio no planeta? John Nash provou o Equilíbrio de Nash e aconteceu o que? Nada. Porque o Equilíbrio de Nash dá uma ideia de perda. As pessoas pensam que perderão. E os humanos detestam perder. Vejam o filme “Uma mente brilhante”. Basta ver a cena do bar. Se não entende o que ele explica, se não aceita o que ele explica, como aceitará que os extraterrestres imponham uma civilização avançada onde ninguém passa fome, por exemplo. Basta pensar nessa questão: como o mundo tem de ser organizado para que ninguém passe fome? É essa organização que os extraterrestres teriam de impor. Ou seria por consenso? Imagine os extraterrestres tendo que fundar um partido político para defender suas ideias! Com milhões de anos de avanço em relação aos terrestres! De que adiantaria toda a tecnologia extraterrestre se nada poderia ser feito sem a aprovação dos humanos. Ficaríamos na mesma. Pois, hoje já existe tecnologia para que ninguém passe fome no mundo. E que acontece? Nada. Portanto, tem de ser como é em Jornada nas Estrelas A Nova Geração. A Primeira Diretriz proíbe que se intervenha num planeta até que estejam evoluídos o suficiente para aceitar a Federação.
Por exemplo, se a Federação trouxesse os replicadores de comida o que aconteceria com todas as empresas de alimentação? Com todas as fazendas? Com todos os empregos? Com a bolsa de valores? As pessoas admitiriam perder seus empregos por causa dos extraterrestres resolverem a fome no mundo? Então porque os humanos não doam os frangos e porcos para os que passam fome? A resposta normal é porque daí ninguém vai querer trabalhar. Vamos supor que os extraterrestres resolvessem tudo, o que as pessoas fariam com o tempo livre? Imagine todo o tempo do mundo só para pensar? Você com você mesmo? Autoconhecimento sem parar. Não há necessidade de trabalhar. Só lazer. O que os humanos fariam com o laser? Antes da revolução industrial se falava que quando houvessem máquinas os humanos poderiam ter tempo para a cultura, as artes, os esportes, a leitura, etc. Depois de 400 anos de revolução industrial quando já se tem máquinas para quase tudo, computadores, robôs, etc., o que aconteceu? Mais máquinas e computadores resolverão isso? Ou somente com a evolução da consciência haverá evolução realmente.
E em todas as outras áreas é a mesma coisa. Por isso, os extraterrestres positivos só observam. No dia em que os humanos decidirem pelo Equilíbrio de Nash eles poderão aparecer.

Hélio Couto
www.heliocouto.blogspot.com

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O QUE O SEU CACHORRO PENSA SOBRE VOCÊ IRÁ TE ABALAR

Eu sou o seu cão e tenho algo que gostaria de sussurrar em seu ouvido. Eu sei que vocês seres humanos levam uma vida ocupada. Alguns precisam trabalhar, outros têm filhos para criar. Parece que vocês estão sempre correndo aqui e ali e muitas vezes não conseguem perceber as grandes coisas na vida, o que realmente importa.

Quando sinto sua tristeza, eu tento te fazer sorrir. Se vejo que está alegre, como isso me faz feliz! Eu não sei qual é o melhor aroma no ar. Só sei que o seu perfume é o melhor. Nunca lhe pedi para me deixar bonito, nem para me adestrar… Também não lhe peço bons alimentos ou me levar no veterinário, nem isso nem coisa alguma… Se não puderes me comprar uma casinha, me conformo com um trapinho no chão… Aonde quer que você me colocar, eu sempre vou te proteger.

Mas olhe para mim agora, enquanto você está sentado aí no seu computador. Percebe a maneira como os meus olhos castanhos escuros olham para o seu? Eles são um pouco nublados agora. Isso vem com a idade. Os cabelos brancos estão começando a tocar meu focinho macio. Eu vejo o amor em seus olhos. O que você vê no meu? Você vê um espírito? Um alma aqui dentro que te ama como ninguém no mundo poderia amar? Um espírito que pode perdoar todas as suas ofensas e todos os seus defeitos? Eu sou o seu amor mais puro, inocente, sem querer nada em troca.

Isso é tudo que eu peço: pegue leve, mesmo que por alguns minutos, para estar comigo. Às vezes, nós envelhecemos tão lentamente diante de seus olhos que você não consegue perceber até que seja o fim.

Posso não estar aqui amanhã, posso não estar aqui na próxima semana. E você vai estar com raiva de si mesmo porque simplesmente não teve mais um dia ao meu lado.

Eu te amo tanto, mas sua tristeza também toca o meu espírito e me entristece. Nós podemos ter esse tempo juntos agora. Então venha, sente-se aqui ao meu lado no chão, e olhe profundamente em meus olhos. O que você vê? Vamos falar, você e eu, de coração a coração. Não venha até mim como “alpha”, “treinador” ou mesmo “mãe ou o pai”. Venha até mim como uma alma viva e deixe-nos olhar profundamente nos olhos um do outro, e conversar. Posso dizer-lhe algo sobre a diversão de correr atrás de uma bola de tênis, ou posso dizer-lhe algo profundo sobre mim mesmo, ou até mesmo a vida em geral. Você decidiu me colocar em sua vida porque você queria uma alma para compartilhar tais coisas. Alguém muito diferente de você, e aqui estou eu.

Eu posso ser um cão, mas eu tenho coração. Eu tenho sentimentos, emoções, fragilidades. Eu não penso em você como um “cão em dois pés”. Eu sei o que você é. Você é humano, em toda a sua estranheza, e eu ainda te amo.

Sim, eu sou um animal, sou um cachorro criado por Deus, porém também os cachorros sentimos e temos coração… Chegará o dia, em que partirei dessa vida, e quero que saiba que lá no céu dos cães, eu sempre serei grato por tudo o que você fez por mim, e principalmente pelos anos que passamos juntos…

Agora, venha sentar-se comigo no chão. Abra o seu coração e tenha tempo para mim. Olhe profundamente em meus olhos e sussurre para os meus ouvidos. Vamos compartilhar este precioso momento que ainda temos juntos.

Com amor,

Seu cachorro

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5 MENTIRAS QUE LHE MANTÉM PRESO NA SUA ZONA DE CONFORTO

Um rei foi presenteado com dois jovens falcões. Este, imediatamente contratou um mestre em falcões para treiná-los. Depois de vários meses, o instrutor disse ao rei que um dos falcões foi bem educado, mas não sabia o que estava acontecendo com o outro.

Desde que ele tinha chegado ao palácio, ele não havia se mudado de galho, ainda tinha que levar a comida diariamente a ele.

O rei chamou diversos curadeiros, especialistas em aves, mas nenhum pode fazer o pássaro voar. Desesperado, ele emitiu um decreto proclamando uma recompensa para aqueles que fizessem o falcão voar.

Na manhã seguinte, o rei viu o pássaro voando em seus jardins.

– Traga o autor deste milagre! Ordenou o rei. 

Apareceu diante dele um simples camponês. O rei perguntou:

– Como você conseguiu fazer o falcão voar? Você é um mago?

– Não foi muito difícil meu rei – disse sorrindo o homem. – Eu só cortei o galho que ele estava. Naquela ocasião, o pássaro foi deixado sem nenhuma outra alternativa senão levantar vôo.

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Esta fábula ensina-nos que às vezes é necessário permanecer em uma zona campo para recarregar, mas permanecer aí por um longo tempo, nunca saberemos o quão longe poderíamos chegar.

Portanto, precisamos expandir cada vez mais nossa zona de conforto. Nós só crescemos fora da zona de conforto.

Quer gostemos ou não, a capacidade de deixar conscientemente nossa zona de conforto e se atrever a descobrir novos horizontes e realizar nossos sonhos é o que nos torna diferentes dos outros, é o que nos permite ter novas experiências que enriquecem e dão sentido a nossas vidas.

Infelizmente, a maioria das pessoas preferem ficar em sua zona de conforto, o espaço em que eles se sentem mais ou menos confortável e seguro.

Para entender a zona de conforto pode imaginar dois círculos concêntricos, um pequeno dentro de um maior.

O pequeno círculo representa todas as coisas a que estamos acostumados, nossos hábitos e rotinas que normalmente visitam os locais e pessoas que frequentam. É nossa zona de conforto.

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À primeira vista, tudo pode parecer grande, mas o fato é que a permanência dentro desse círculo não é uma garantia de felicidade e não garante que no final de sua vida não terá arrependimentos.

Na verdade, ficar na zona de conforto limita você, porque não lhe permite descobrir nada de novo. Assim, você pode morrer um pouco a cada dia. Lembre-se de que a vida começa onde termina sua zona de conforto.

No entanto, há um círculo muito maior, composto de coisas que você não conhece, o desconhecido, seus sonhos, novos lugares … É o círculo da aprendizagem, ai que ocorre a expansão.

Para muitas pessoas dar esse salto assusta-os demasiadamente, porque não sabem o que vão encontrar no outro círculo, de modo que colocam em prática um mecanismo de auto-sabotagem, para permanecer em sua zona de conforto e não ser forçado a sair.

As mentiras que contamos a nós mesmos para não sair da zona de conforto:


 1. “Eu não tenho por que fazer”

É verdade, ninguém pode empurrá-lo para fora de sua zona de conforto e você não é obrigado a sair, mas se você ficar dentro da caixinha, não irá crescer.

Lembre-se que não crescemos simplesmente pelo passar dos anos, mas pelos os desafios que enfrentamos.

Quando você pensa em um projeto que representa um grande desafio e de repente sua voz interior lhe diz que você não tem porque fazer, em realidade o que você está expressando é uma resistência à mudança, porque uma parte de você deseja que fique dentro dos limites do conhecido.

No entanto, se você pensar que não há nenhuma razão para realizar algo novo, lembre-se que simplesmente fato de crescer e descobrir, são razões mais que suficientes.

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2. “Não é o momento certo”

Condições perfeitas para empreender algo raramente ocorrem, mas para perseguir um sonho significa lutar contra o vento e a maré, criando condições ao longo do caminho.

Quando você diz a si mesmo que não é o momento certo, você está ativando o medo, provavelmente um intenso medo do fracasso inoculado em você desde a infância.

Claro, não se trata de se lançar-se a uma aventura sem avaliar os prós e contras, mas se nós realmente queremos alçar vôo, devemos ser conscientes que não podemos ficar parados, precisamos ir em pequenos passos.

E quando percebermos já estamos caminhando  melhor.

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3. “Vou começar quando …”

Esta é uma das desculpas mais comuns para ficar seguro em nossa zona de conforto. Na prática, é o engano perfeito, porque não estamos desistindo do sonho ou do projeto que temos em mente, mas apenas colocando-o de lado até que determinada situação ocorre.

O problema é que essa desculpa leva diretamente a procrastinação, por isso é provável que quando a condição da demanda for atendida, criaremos outra, e mais outras.

Desta forma, mantemos a esperança viva, mas ao mesmo tempo, temos que trabalhar duro para tornar esse sonho uma realidade.

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4. “Não é para mim”

Basicamente, por trás dessa frase a ideia de que nós não somos o suficiente bom ou capazes. Esta é a desculpa perfeita para inseguros e pessoas com  baixa auto-estima.

Também é uma desculpa usada por pessoas que têm medo do mundo e se fecham para novas experiências. Em qualquer caso, você não pode saber se algo que você  gosta ou não até prová-lo.

Na verdade, é provável que em mais de uma ocasião tenha pensado que algo não foi feito para você, mas depois de provar, você amou e se tornou empolgado com a nova situação.

Portanto, não feche  para novas experiências nem se limite como uma pessoa. É a pior coisa que poderia fazer.

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5. “Eu não sei como fazer”

As coisas novas podem assustar, então uma das desculpas que inventamos para ficar em nossa zona de conforto é dizer-nos que não sabemos como enfrentar o desafio.

Podemos pensar que não temos habilidades ou que nunca podemos desenvolver. No entanto, lembre-se que quando você tem um “quê”, os “comos” vem sozinhos.

É verdade, para realizar determinados projetos a preparação é necessária, mas isso não significa que você não pode fazê-lo, significa apenas que levará mais tempo ou precisa de alguém para ajudá-lo.

Nenhuma habilidade vem do nada, todos tem na sua base muita paixão e esforço para o que a realiza, é assim com todos que atingiram esses patamares.

No fechamento, tenha sempre em mente o que Nelson Mandela disse: “Impossível é tudo aquilo que não se tenta” ou como disse Michel Jordan: “Você erra 100% das bolas que não arremessa

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http://yogui.co/5-mentiras-que-lhe-mantem-preso-na-sua-zona-de-conforto/

Tales Luciano Duarte

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Crença é um sentimento

Um cachorro e um escorpião estavam na beira de um rio. Os dois queriam atravessa-lo. O escorpião falou para o cachorro:
– Dá uma carona pra mim. Vou nas suas costas.
– Não posso fazer isso! Você é um escorpião, me picará e os dois morreremos.
– Por isso mesmo! Não vou pica-lo porque senão morrerei. Fica tranquilo.
O cachorro pensou que aquela argumentação tinha lógica e resolveu dar carona pro o escorpião. No meio do rio o escorpião picou o cachorro, que começou a afundar.
– O que você fez? Agora nós dois vamos morrer. Porque fez isso?
– É a minha natureza!
Toda vez que se fala em crença pode parecer que estamos falando de algo mental ou intelectual. De coisas que acreditamos serem verdades. A questão é que o mental só dá forma no que se deseja. Quem realmente põe a energia criativa é o sentimento, a emoção. Sem sentir é impossível criar algo.
Quando uma pessoa passa em frente de um restaurante o que ela sente? Que pode entrar ali ou que não tem dinheiro para isso? Não é o que ela acredita que cria a realidade. É o que ela sente. Todos os traumas são gravados no corpo emocional (temos 7 corpos). O corpo emocional é que indica a vibração (frequência) de fundo. Aquele ruído de fundo que todos temos. Ruído de felicidade ou tristeza. Essa específica frequência é que cria a prosperidade ou a pobreza. O emocional cria as auto sabotagens, que fazem com que sempre que algo possa dar certo, algo aconteça para estragar.
A informação de uma pessoa está gravada nos 7 corpos. Essa informação é o histórico da pessoa. O currículo dela. Eterno. A pessoa emite a frequência combinada dos 7 corpos. Sem limpar os 7 corpos ela emitirá frequências conflitantes, que não criarão o que ela quer. Na verdade, ela está criando exatamente o que ela é. Com os 7 corpos. O que limpa os 7 corpos? O amor incondicional. O que limpa os traumas? O amor incondicional. Desta forma é preciso deixar limpar todos os 7 corpos para que a pessoa sinta amor incondicional. Limpar é mudar de visão de mundo, mudar de paradigma, é deixar a Centelha Divina atuar na própria vida. É deixar sair toda a negatividade, sair todos os pensamentos negativos, sair todos os sentimentos negativos. Somente assim as soluções poderão ser encontradas. Mudando a forma de sentir tudo o mais mudará. E o que sentir é uma decisão de cada um. Todos temos livre arbítrio para escolher o que queremos sentir. Por exemplo: o que a pessoa sente ao ver uma criança de 4 anos levar um tiro de fuzil nas costas dado por um franco atirador? O que a pessoa sente ao ver uma criança de 3 anos morta afogada numa praia, por ser uma refugiada? O que a pessoa sente ao ver uma menina mutilada genitalmente? São inúmeras questões, mas fundamentalmente se resumem em ter ou não o sentimento que o Todo tem. O amor incondicional. Dar liberdade para cada um crescer como desejar. Aceitar que cada um é importante na Criação e que cada um tem uma contribuição a dar. Sentir amor incondicional é uma escolha que cada um faz.
A natureza do escorpião é o sentimento dele. Ele é assim. Desta forma mesmo fazendo algo que irá prejudica-lo ele o faz. Porque ele sente que é um escorpião. E um escorpião tem de agir assim. E isso cria um círculo vicioso eterno. Somente uma força externa pode mudar isso. É nesse ponto que o Todo atua. O Todo sempre cria condições para que a pessoa saia dos condicionamentos em que está. Que dê saltos de consciência, saltos de paradigma, expandindo sempre sua visão de mundo.
Se uma pessoa quer mudar sua condição de vida é preciso que ela mude seus sentimentos. Sente que é próspera ou não? Não importa se externamente tem crise ou não (isso é criado pelas crenças coletivas). O que vale é o sentimento da pessoa. Uma pessoa que se sente próspera sempre encontrará formas de prosperar. Fazendo uma coisa ou outra, prestando um serviço ou outro. Essa pessoa terá flexibilidade para encontrar os meios de que precisa para prosperar. Não ficará parada lamentando a situação. Agirá para encontrar a solução.
O sentimento é uma coisa interna que podemos mudar. Nossos pensamentos mudam a produção dos neurotransmissores e eles moldam as emoções. Se tivermos pensamentos alegres criaremos as endorfinas que farão com que nos sintamos alegres. Primeiro pensamos depois vem os sentimentos e emoções. Os sentimentos positivos mantidos continuamente produzirão mais cedo ou mais tarde as condições para a prosperidade. Agora, é preciso muita atenção ao seguinte conceito: toda ansiedade é medo. Todo medo cria exatamente o que se tem medo. Portanto, quando sentimos ansiedade qual é a crença que temos? De que o universo é um local hostil e que não podemos confiar nele. Este medo cria o problema. O sentimento criou o problema.
Apenas pensar ou visualizar algo não faz com que seja criado. É preciso sentir. Não é mágica, nem magia. A consciência cria desde que haja sentimento. Cem por cento de sentimento. Uma única dúvida cancela tudo. Uma única ansiedade cancela tudo. Um desespero cancela. Um medo cancela. Uma raiva cancela. etc. Todo sentimento negativo cancela o que se está tentando criar. É por isso que é preciso limpar toda a consciência para poder criar. Um Ser de Luz faz isso facilmente porque está emitindo (emanando) luz. Emanando uma frequência alta de amor incondicional. Essa frequência é que permite criar. Um co-criador consciente é exatamente assim. Só é um co-criador consciente porque sabe que é. Exatamente como o escorpião. É impossível para o co-criador consciente não emanar amor. É a sua natureza. Ele não tem como não fazer isso. É a sua natureza. Quando se dá saltos contínuos é nesse ponto que se chega. E depois continua a evolução. Mais amor mais luz mais amor mais luz…
Então o que realmente cria não é o que a pessoa acha que é. É o que ela sente que é. A autoimagem emocional dela. Nesse ponto não há a menor dúvida porque ela é daquela forma. Tem certeza absoluta de quem é.
Para se prosperar é preciso mudar os sentimentos. O sentimento que cria a prosperidade é o amor incondicional. Essa frequência altíssima que é a essência do universo.

Hélio Couto
www.heliocouto.com

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Por que as amizades masculinas podem ser tão vazias

“Quer ser meu amigo?”

Qual foi a última vez que você ouviu um homem fazer esta simples pergunta a outro homem? Crianças a fazem todos os dias no parquinho, mas, em algum ponto do ensino fundamental, os meninos param de fazer esta pergunta – a questão rapidamente se torna um convite para sarcasmo, rejeição e zombaria. Imagine que um sujeito chamado João vá a um bar com um grupo de homens colegas de trabalho. Um dos caras diz, “João, este é o Beto”. Eles conversam por um tempo e, então, João diz com alegria: “Beto! Que prazer te conhecer. Gostei de ti. Quer ser meu amigo?”.

Corta. Ao redor da cena, olhares abismados. João acabou de violar a regra tácita do “don’t ask, don’t tell” (Não pergunte, não conte). Não admita que você anseia por ou precisa de amigos. Não admita que você precisa de qualquer coisa. Seja confiante. Seja autossuficiente. Só quem não precisa de amigos é digno deles.

Não seja um caubói. A tentativa masculina de evitar o risco emocional ao fazer amigos muitas vezes resulta em amizades impessoais e não autênticas.
Não seja um caubói. A tentativa masculina de evitar o risco emocional ao fazer amigos muitas vezes resulta em amizades impessoais e não autênticas.

A pergunta que homens não querem fazer

A razão por que a maioria dos homens jamais solicitaria amizade diretamente a outro homem é que, desde meninos, temos pouca ou nenhuma oportunidade na vida para aprender esse tipo de tomada de risco. Esses momentos criam incertezas agonizantes para os homens. Pedir por amizade sugere vulnerabilidade, uma posição social flexível e até mesmo a disposição de admitir as necessidades. Todos estes valores condenados sem rodeios.

Desde cedo, os homens são ensinados a obter acesso às amizades de forma enviesada, agrupando-se em grupos, times ou organizações claramente definidos. Para os estadunidenses, as oportunidades para contato social surgem nos escoteiros, em times de beisebol ou nas escolas.

Esse tipo de organização social alinha grandes grupos e ensina os garotos a seguir regras claras e simples de como se comportar enquanto menino. Algumas organizações, como os escoteiros, chegam a distribuir pequenos manuais impressos pelos quais se pode determinar posição, status, comportamento e formas adequadas de expressão.

Dentro dessas organizações, até aqueles com dificuldades de socialização são aceitos, ainda que de forma mau humorada, independentemente de suas posições sociais. Rapidamente, os meninos aprendem a se posicionar. Os alfas no topo, os desajustados sociais ou meio nerds lá embaixo.

Também rapidamente, esses meninos aprendem que o avanço na organização não requer as habilidades complexas da compreensão de nuances ou de lidar com incertezas. Correr riscos sociais não é recompensado. Para ficar no topo, basta a aplicação da confiança, da autoafirmação e uma disposição para exercer a masculinidade de acordo com as normas.

A associação dos meninos a essas organizações ensina uma expressão de identidade social simplificada. Por extensão, as amizades formadas nestes espaços são, também, expressas de formas restritas ou simplificadas. São amizades que promovem a conformidade e desencorajam a autenticidade entre as pessoas.

Lema dos lobinhos: "Sim! Melhor, melhor, melhor, melhor"
Lema dos lobinhos: “Sim! Melhor, melhor, melhor, melhor”

Segurança em primeiro lugar

Na idade adulta, os homens continuam a procurar amigos nos contextos seguros e altamente conformistas do trabalho, esportes coletivos, igrejas ou conexões familiares e sociais de suas esposas.

Ficam amigos dos pais que conhecem em reuniões de pais e mestres. Amparam-se em clubes, nas repúblicas universitárias ou na tropa de escoteiros do filho. Conectam-se pelas organizações a que pertencem e buscam amizades por meios aprovados coletivamente.

Uma vez que tais amizades são fundadas em instituições, os homens acabam mantendo muito do que lhes é peculiar escondido, atendo-se à cultura daqueles grupos. Isso causa um elevado grau de homogeneidade na expressão e manutenção das amizades masculinas. José é meu amigo porque José vem ao boliche todas as semanas, e não porque José é alguém com quem eu me conecto em qualquer outro nível. Esse tipo de amizade, livre de riscos e baseada em proximidade, pode causar desconexão, fazendo com que o homem se esconda ou se frustre emocionalmente.

A conformidade organizacional garante o pertencimento, mas não a expressão.

É por isso que, para os homens, quando a participação numa organização acaba, muitos dos relacionamentos ou amizades embutidas nestas organizações também terminam – a não ser nos casos em que os vínculos emocionais já se desenvolveram.

A autenticidade emocional é a cola que mantém as amizades coesas. Sem ela, as amizades são superficiais ou frágeis demais para sobreviver além da mera conveniência.

Bem-vindo à Caixa do Homem

Na ausência de emoções reais, os homens se tornaram homogêneos ao se expressarem. Essa igualdade encoraja que eles vivam, por vontade própria ou não, no que muitos escritores chamam de Caixa do Homem.

A Caixa do Homem é um conjunto de expectativas rígidas que definem o que é “um homem de verdade”, especialmente na cultura estadunidense. É ele que ganha o pão. Ele é hétero. É apto com o corpo. Joga ou assiste esportes. É o participante dominante em qualquer troca. É um bombeiro, advogado ou CEO. É homem com H.

Quem decide o que significa “Homem que é homem...”?
Quem decide o que significa “Homem que é homem…”?

Um homem propõe sexo com uma mulher e aceita um “não” sem perder a pose. Um homem tenta convencer um cliente a comprar um produto e recebe um “não”, mas isso faz parte. Porém, pedir a outro homem “por favor seja meu amigo”, representa um risco social que é assustador demais para se tentar. Isso porque, no momento em que faz essa pergunta, o homem fracassou em ser o que se espera de todos os homens. Ele fracassou em ser, e preste bem atenção na palavra que usarei aqui, competente.

Os homens se movem em círculos de competência. A aptidão é um componente central para o posicionamento dos homens nas instituições em que confiam para conexão social – seja nos esportes, no trabalho e em qualquer churrasco de garagem ou quintal. Nos aproximamos uns dos outros não apenas em termos de interesses comuns, mas em termos de nossas habilidades nessas áreas. Importa, e muito, saber como fazer.

Além disso, só nos aproximamos uns dos outros com nossas questões pessoais bem amarradas e completamente formadas. Somos bem-sucedidos, inteligentes, felizes e cheios de conselhos sobre como fazer corretamente o que precisa ser feito. Por conseguinte, temos muitas amizades que já surgem prontas, nascidas magicamente de nosso charme e carisma masculinos naturais.

Treinados para nos esconder na barganha

O foco na competência anda junto com a crença de que nossas chances de sucesso aumentam quando alavancadas por algo que podemos usar em nosso favor. Nossa posição na empresa. Nosso sucesso financeiro. Nossa habilidade no golfe. Nossa disposição em avançar as metas da organização. Algo mais do que o simples fato de ser quem somos.

Abrimos a conversa com “você vai querer ser meu amigo pelas coisas que posso conseguir para você, não por minha pessoa em si” e levamos essa mesma dinâmica para os relacionamentos românticos, geralmente começando com a história de quesomos bons provedores. É por isso que pagamos pela refeição no primeiro encontro ou enraizamos os hábitos de abrir portas e prestar serviços para as mulheres.

No fundo, nós nos preocupamos em não ser suficientes sem o elemento financeiro ou da prestação de serviço. Ou, pior do que isso, nos preocupamos por que queremos manter diversos elementos de barganha em qualquer relacionamento que começamos.

De todo modo, isso diz respeito à insegurança masculina. Essa insegurança nasce do fato de que nunca nos foi ensinado a usar as emoções de nosso verdadeiro eu. Para entrar nesse mundo, ao invés de oferecer quem somos como seres humanos, estabelecemos um padrão cíclico no qual se espera sempre que os homens tragam, contribuam, produzam, provenham.

De forma a evitar a vulnerabilidade, somos convencidos de que é mais fácil comprar a entrada nos relacionamentos como se faz em uma transação. Nos oferecer é assustador demais e, coletivamente, criamos os homens para que sejam inseguros a não ser que possam jogar suas vantagens na mesa (tanto os homens quanto as mulheres participam desse ciclo de supressão emocional que atravessa várias gerações. É pagar para brincar).

Assim, tiramos nossas histórias pessoais do foco e dispomos nossas competências, nossas redes e nossas narrativas alfa em seus lugares. E se as amizades masculinas dizem respeito exclusivamente à confiança e competência, não podem, por definição, serem muito autênticas: ninguém é competente em tudo. Ninguém está totalmente livre de incerteza ou confusão.

Um brinde à você, meu amigo. Mas só por que você é foda.
Um brinde à você, meu amigo. Mas só por que você é foda.

Incerteza = Coragem = Amizade

Quando se compartilha a incerteza, começamos a fazer perguntas maiores. E é nessas conversas em que o homem fala com honestidade. Se engajar na incerteza é a forma mais elevada de coragem e, ao fazer isso, nos movemos na direção de certezas mais profundas e duradouras.

Se as amizades nas vidas dos homens parecem superficiais e transitórias, é porque muitos destes relacionamentos existem sem riscos emocionais e, como tais, lhes falta autenticidade. E a autenticidade é o que mantém as amizades mais profundas por mais tempo.

Por isso eu, por exemplo, estou buscando amizades por meios mais individualizados e diretos – fora de minha rede imediata, onde todos que encontro são parecidos comigo. Vou buscar amizades fora de minhas zonas de conforto. Vou me arriscar, já que o panorama insosso da conformidade social não é e nunca foi suficiente para mim.

Se eu receber um “não obrigado”, vou só seguir em frente e continuar tentando. Não vou mais iniciar minhas conversas com algo que se meça em valor. Não vou usar minha rede. Não vou usar minhas conexões. Não vou usar minha capacidade de obter aprovação ao me conformar com um conjunto de expectativas ou objetivos comuns.

Acima de tudo, estou apenas oferecendo a mim mesmo. Eu mesmo. Porque me orgulho de quem sou. Chegar aqui demandou um bocado de sangue, suor e lágrimas. E não vou esconder tudo isso só para garantir que os outros se mantenham confortáveis em suas escolhas.

Acima de tudo, quero viver uma boa vida. Quero correr riscos. Quero ser quem estou me tornando. E continuar a fazer amigos mais legítimos, com emoções verdadeiras.

 * * *

Nota do autor: Este artigo foi escrito em conversa com a terapeuta de casal e família Dra. Saliha Bava. Ela é demais.

Nota do editor: Este texto foi originalmente publicado no Goodmenproject.com e traduzido por nós com autorização do autor.


publicado em 19 de Setembro de 2014, 22:55

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Mark Greene

Editor Senior do Good Men Project, escreve e fala sobre assuntos do masculino na inserção entre sociedade, política, relacionamento e paternidade. No Twitter, você pode segui-lo em @megaSAHD.