Aurora by Alexander Semenov I

O que é a Aurora Boreal?

É um fenômeno luminoso natural que ocorre nos polos da Terra, no Polo Norte chamado Aurora Boreal, e no Polo Sul como Aurora Austral. Ela ocorre quando o vento solar (partículas carregadas – como elétrons e prótons – do envoltório luminoso do Sol) entram em impacto com átomos (como oxigênio e hidrogênio) da atmosfera da Terra, o que acaba excitando estes átomos, ou seja, passando energia das partículas para os átomos, que se “acendem”, e são canalizados pelo campo magnético (por isso ocorre apenas nos Polos).

As diferentes cores geradas, como verde, vermelho e violeta (visível apenas do espaço) podem variar conforme a altitude em que a colisão das partículas ocorre; esse fenômeno não é exclusivo da Terra, ocorrendo também em Vênus, Saturno, Marte e Júpiter, e também pode ser reproduzido artificialmente com explosões nucleares.

Aurora by Jónína Óskarsdóttir for NASA

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A Hipnose faz parte dos recursos oferecidos por hospitais de renome no mundo todo.

As indicações são amplas.

Só para citar algumas, além do câncer: dor crônica, transtorno do pânico, asma, tensão pré-menstrual, enxaqueca, analgesia em procedimentos dentários, alergias, problemas digestivos de fundo nervoso, fobias e insônia.

Esta entrada definitiva da hipnose pela porta da frente da medicina não ocorreu por acaso. O movimento está sustentado por uma gama de estudos comprovando sua eficácia nas mais variadas enfermidades. Um dos mais recentes foi conduzido na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e provou que o método pode ser usado com sucesso no diagnóstico de crianças com epilepsia. Os cientistas queriam saber se as oito participantes tinham mesmo crises da doença ou manifestavam os sintomas – muito parecidos com os provocados pela enfermidade – por causa de outros fatores, como stress profundo. Eles levaram as crianças a um estado hipnótico e as fizeram imaginar que estavam tendo uma crise. Enquanto isso, elas eram monitoradas por aparelhos de exame de imagem. Em todas, as áreas ativadas durante o transe não foram as tradicionalmente associadas à epilepsia. A conclusão foi a de que as crianças de fato não tinham a doença. Agora, os cientistas querem ensinar os pequenos a evitar as crises usando a hipnose.

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Quer ter um parto com hipnose, música e feng shui?

Hospital Pêro da Covilhã, do Centro Hospitalar da Cova da Beira, está a revolucionar o serviço de Obstetrícia. Recuperar a naturalidade sem pôr em causa a segurança é o objectivo

Viviane nasceu no dia 11 de Outubro às 14h25 no Hospital Pêro da Covilhã. A mãe, Malvaluna, não precisou de epidural e quando as contracções começaram a apertar não sentiu dor nem a pressão de as contar. A jovem timorense de 20 anos foi a primeira mulher a dar à luz hipnotizada no SNS.

José Martinez de Oliveira, o director do serviço de Ginecologia e Obstetrícia do hospital empenhado na revolução de tornar o parto um momento “mais feliz”, explica que não se trata de “hipnose espectáculo” mas de um processo médico, em que é induzido o relaxamento.

A unidade quer avançar com a oferta de hipnose às mães que assim o desejem, como complemento ou alternativa à epidural, em Dezembro. Malvaluna e Viviane terem sido as primeiras a beneficiar disso foi coincidência. A equipa tem estado a ter formação com especialistas em hipnose no parto. Malvaluna mostrou-se disponível para servir de exemplo prático e o enfermeiro Luís Abrantes, um dos formadores com experiência em preparação pré-parto, entrou em acção a meio da manhã. A indução da hipnose durou poucos minutos mas depressa se notaram as diferenças na reacção da mãe. Deixou de ter o rosto em tensão e acusar dor e assumiu apenas como um ligeiro desconforto.

O processo não tem relógios a baloiçar, estalidos de dedos ou pedidos para se imaginar lugares paradisíacos. Começa com técnicas simples como pedir para a mulher se focar num ponto e na voz do terapeuta, até começar a controlar a respiração ao ponto de não descompensar com as pontadas. Malvaluna, que já desejava um parto natural, foi boa “cobaia” e durante as três horas de trabalho de parto não tornou a falar de dor.

“A nossa intenção não é que a pessoa não esteja inconsciente mas que seja transportada para um estado em que é espectadora daquilo que está a viver. No fundo, como quando lembramos uma queda da nossa infância e temos percepção do desconforto, mas não nos dói de novo”, explica José Martinez de Oliveira, que aos 65 anos tem noção de estar a meter-se por caminhos que ainda esbarram em alguma incredulidade.

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Por Marta F. Reis
publicado em 24 Out 2014

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Benção, meu pai….

Washington, Paraná diz:

 

Eu via meu pai ir TODAS as noites cuidar do meu avô por mais de ano; frio, chuva, nunca importou para ele como estava o tempo.

Ele nos deixava todas as noites e ia cuidar do pai dele, meu avô.

Quando meu avô morreu, pela doença, nunca esqueci e nunca compreendi o que o meu pai disse, chorando, enquanto o caixão descia: “desculpa pai, por ter feito tão pouco pelo senhor, por não ter feito mais”.

Eu pensei: mais? Eu tinha aproximadamente uns doze anos, não entendia…

Hoje tenho 45, meu pai morreu há alguns anos e entendo o que ele falou no dia da morte do meu avô. Por isso, desculpa pai, por ter feito tão pouco pelo senhor, por não ter feito mais… E mais uma vez, aproveitando que o Sr está aí, juntinho de Jesus, a benção meu pai…

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Diwalli – O Festival das Luzes (Além do meu Olhar)

Diwalli é uma festa hindu alegre,realizada na Índia, também conhecida como Festival das Luzes onde se comemora o triunfo do bem sobre o mal e ilumina os lares e os corações, traz esperança a todos que participam .

O festival  homenageia a Deusa Lakshimi  a esposa de Vishnu. Nessa noite, as esposas hindus dançam particularmente para seus maridos,lanternas de óleo são acesas por toda parte e pratos típicos são servidos.  Esse é o Natal hindu, um período de boa sorte e prosperidade e esta festa tem duração de uma semana.

O Diwalli é de grande importância para a comunidade dos negócios,as casas e locais de trabalho são renovadas e  decoradas. As entradas se adornam com os tradicionais Rangoli para receber a Deusa da riqueza e da prosperidade.

Para indicar sua tão esperada chegada se desenha por toda a casa pequenas pisadas com farinha de arroz,as lamparinas e velas devem ser mantidas acesas por toda a noite. As mulheres compram algo de ouro ou de prata,  para ser usado nessa noite. Ao entardecer, quando se acendem as velas e lâmpadas de azeite, se venera a Deusa entoando canções  e mantras .

O Diwali também conhecido como Deepavali – onde “Deep” significa “luz” ou “lâmpada”, e “avali” significa “fileira” .Esta Fileira de luzes é representada por lâmpadas espalhadas durante o Diwali.  O Diwali tem de três ou cinco dias de comemorações (a duração depende de onde vieram suas tradições de comemoração).

Os hindus organizam sua casa , fazem um ritual de limpeza, para se livrarem de elementos desnecessários no ambiente, e assim liberando espaços para receber boas energias que a Deusa Lakshmi traz, espalham  pela casa sinos, guirlandas de flores, quadros, espelhos, luzes presentes e doces são trocados neste dia para fortalecer os laços de amor entre familiares e amigos.

Foguetes são lançados após o jantar. Queime lampiões  e velas durante todas as noites do festival, os lampiões simbolizam o conhecimento ou a luz interior do indivíduo, que traz a paz interior e combate quaisquer traços de escuridão e ignorância. Os foguetes são uma parte tradicional do Diwali, utilizados para simbolizar o afastamento de todo o mal dos arredores.

São lançados em maior número no dia do Diwali propriamente dito (o terceiro dia).  Algumas ideias que podemos fazer no Festival das Luzes: Doces Músicas Danças Velas Flores Lamparinas com óleos essenciais Espalhar na casa grãos, folhas de louro, moedas douradas. Durante o ritual, você pode trazer a  Deusa  para dentro do seu lar recitando mantras,fazendo sua prece, ou seu banho ( abaixo vídeo com mantra) Lakshmi, trará prosperidade no ano seguinte se ela visitar o lar, e as lamparinas  são um jeito de atrai-la.

Importe-se com as pessoas , afirme amor mútuo e cuide um dos outros, da nossa Natureza, distribua amor, felicidade, prosperidade, deseje vida longa a todos.gvt salvador

 

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Quando o amor encontra o amor

Os dois viviam um idílio amoroso há muitos anos. Destes que a gente diz “foram feitos um para o outro” quando encontramos um casal que se dá e se quer muito bem.

Seus nomes de batismo? Dalva e José. Quando os vi pela primeira vez, tive a certeza de que foram feitos um para o outro. Estavam sentados no degrau de entrada da pequena loja de material de construção que tinham no bairro. Ele estava com o braço esquerdo apoiado no colo dela, que fazia uma seção de carinhos no mesmo, indo e voltando sempre na mesma direção. Esperavam pelo próximo freguês enquanto praticavam o exercício do amor. Já passavam seguramente dos 50 anos.

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Ao vê-los ali, sentados, percebi que meus lábios sorriram ao presenciar tamanho carinho. Fazia-me feliz saber que o amor pode dar certo. Apesar das estatísticas dizerem que não, eles estavam ali para provar o contrário.

Certo dia Dalva teve a ideia de convidar José para um piquenique, como há muito não o faziam. Um piquenique daqueles que costumávamos ver estampado nas telas do cinema nos anos 50, com aquelas famílias unidas, rodeadas por uma mesa farta, quase sempre improvisada com uma toalha sobre a grama.

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No caso deles, fariam um piquenique em uma parque no bairro do Morumbi, onde sabiam que existiam mesas de concreto com bancos idem, à espera de casais apaixonados e famílias felizes.

Para tal evento Dalva preparara diversos quitutes, incluindo no cardápio o seu famoso bolo de laranja cremoso, o preferido de José. Pela cozinha da casa, nos dias que antecederam o piquenique, passaram um verdadeiro festival de aromas, como o dos biscoitos de polvilho assados, trouxinhas de biscoito amanteigado recheadas de goiabada, suspiros, pão de batata recheado de brócolis e queijo brie, torta de frango com ervilhas, bala de coco e outras iguarias de dar água na boca. Na visão de José, somente esta degustação de aromas já teria feito valer o convite recebido e prontamente aceito.

O dia escolhido para o piquenique foi um Sábado do mês de Abril, quando a natureza ainda em flor aproveita os momentos finais de luz e calor para entrar de cabeça no frio do Inverno que está por vir.

Ao chegarem ao parque naquela manhã, estacionaram o carro debaixo de uma árvore e, cuidadosamente, retiraram de dentro a cesta de vime fechada por uma tampa com abertura para ambos os lados. Dentro dela estava o pequeno tesouro cuidadosamente preparado e que logo viria a ser devorado.
No caminho para as tais mesas, enquanto andavam, podiam sentir e ouvir o piso afofado pelas folhas caídas ao chão.

A expressão no rosto dos dois denunciava a alegria daquele momento e nada, nada mesmo,nem mesmo o cansaço promovido pelos altos e baixos da trilha,poderia tirar-lhes o prazer.

Depois de caminharem um bocado, finalmente encontraram o lugar que os receberia para o piquenique. O sol estava firme no céu e podia ser visto através dos feixes de luz que incidiam por entre os galhos e folhas das árvores que rodeavam o lugar.

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Escolhida a mesa, dentre as quatro ali existentes, apressaram-se a arrumá-la. A primeira coisa a ser tirada de dentro da mochila que José carregava fora a toalha de algodão herdada da mãe de Dalva. Ela era de algodão, com desenhos de flores e frutas estampadas dentro de quadrados, e exalava o cheirinho característico das toalhas lavadas e passadas com amor.

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Por sobre a mesa, além das louças, comidinhas e bebidas, depositaram o rádio de pilha que há muitos anos acompanhava o casal, embalando os sonhos e devaneios dos dois. O ponteiro indicava sempre a mesma estação: música instrumental, aos acordes de big bands.

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Tudo pronto, agora era chagada a hora do “enfim sós”. Os dois sentaram-se juntinhos como era de costume, e agarradinhos, aos beijos e chamegos, ergueram um brinde aos anos vindouros, com a promessa de continuarem juntos, sendo um pelo outro. Viva Dalva e José.

 

Beto Tozzi